25 de março de 2011

Aprendam, que eu não duro sempre:

bufar
(origem onomatopaica)
v. intr.
1. Expirar com força inchando as bochechas.
2. Bazofiar.
v. tr.
3. Alardear.
v. pron.
4. Expelir bufas.

Daqui.

Tem que vir aqui a mulher do Norte para vos ensinar umas coisas, pá!

E agora vocês perguntam:
Débora, a Matilde apagou a vela??
E eu respondo:
Claro que não! Devia ter calculado que, mesmo depois de semanas de treino intensivo, a criança ia ficar a olhar para a vela com uma pinga gigante, como se nunca na vidinha tivesse visto semelhante. E eu de lágrima no olho: "Bufa filha, buuuuuufa! Tu sabes, vá láaaa... Faz a vontade à mãezinha, que és linda". Pois sim. Bufa tu e é se queres.

(Estou viva? Estou... ainda. Mas agora vou só ali dormir umas horinhas, que também faz falta. Assim que puder volto a dar sinal de vida.)

18 de março de 2011

Foi há um ano...


...que nasceu a nossa filha e que descobrimos um amor que não tem fim. Foi há um ano que aprendemos (e continuamos a aprender) como é sermos pais e termos alguém sob os nossos cuidados. Foi há um ano que deixámos de ser um casal e passámos a ser uma família. ♥

12 de março de 2011

Nódoas.


Tenho ali 18 babetes cheias de nódoas (dei-me ao trabalho de as contar) que já foram à máquina umas 4 vezes. Já esfreguei as zonas críticas com detergente da loiça e com oxi action e também já as lavei com lixívia delicada. Já ficaram de molho em água quente horas e horas com cada um destes produtos "milagrosos" que, de facto, o costumam ser. Agora, estou a chegar ao ponto de saturação. Se eu vejo agora o anúncio do Skip com o seu belo slogan "é bom sujar-se" sou bem capaz de ligar para lá e mandá-los àquela parte que nós sabemos. Daqui a pouco, perco o amor aos bordados e debruados bonitos e ao nome "Matilde" bordado em muitas delas e meto-as a todas na lixívia com uma pinta do carago (à boa moda do norte). Mas algo me diz que, se o fizer, se vão os bordados e cores bonitas e as nódoas ficam na mesma, a rir-se na minha cara. Enfim... dramas de uma mãe.

Adenda: Acabo de pesquisar na net e encontrei uma sugestão de usar vinagre. Será? Nada como experimentar. Uma última tentativa, uma última oportunidade, nódoas! lol

Para a Lara.



A nossa nova priminha e membro mais recente da família. Nasceu no dia 23 de Janeiro, é linda e tem uns traços tão perfeitinhos que só vendo! Finalmente, a Matilde tem alguém na família com uma idade próxima da dela para poder brincar daqui a uns aninhos :) E eu, já me tinha esquecido como era pegar num bebé tão pequenino e levezinho... que bom!

10 de março de 2011

Hoje é o Dia Mundial do Rim.

Para muitos este é apenas o órgão que produz o nosso "chichi"... mas poucos saberão que este órgão é um dos orgãos mais fascinantes que temos. É responsável por regular um sem número de funções no nosso organismo e, por isso, quando falha, é o caos. Felizmente, temos dois o que, em alguns casos, nos dá uma segurança extra. Mas há doenças que, quando se manifestam, afectam ambos os rins que, eventualmente, deixam de funcionar e temos que recorrer à hemodiálise. Este processo, que muitos já terão ouvido falar, consiste em "filtrar" o nosso sangue, através de uma máquina à qual permanecemos ligados durante algumas horas. É um processo complexo, que implica muitos muitos cuidados, sobretudo ao nível da alimentação. Porque, por exemplo, se alguém com insuficiência renal comer um prato de feijão ou 2-3 bananinhas e não for ligado à máquina nas horas seguintes, pode morrer num instantinho. Essas pessoas têm que fazer hemodiálise no mínimo 3x por semana, por isso dá para imaginar o quão complicadas ficam as suas vidas, para não falar do desgaste que este tratamento provoca.

A minha avó, a minha mãe, eu e o meu irmão (entre outros familiares próximos), sofremos de uma doença que se chama Doença Renal Policística Autossómica Dominante. Significa que os nossos rins têm muitos quistos, que aumentam em número e em tamanho ao longo do tempo (mais ou menos assim) até que chega um dia em que eles simplesmente deixam de funcionar. A palavra "dominante" significa que a probabilidade de a Matilde também ter esta doença é de 50%. Porque basta eu ter passado para ela um "gene mau" para a doença se manifestar, ao contrário das doenças chamadas "recessivas", que só se manifestam quando vem um "gene mau" da mãe e outro do pai.

Neste momento, os meus rins estão mais ou menos assim. Um dia, eu vou estar ligada a uma dessas máquinas. E vou sofrer com todas as dificuldades e limitações que isso implica, enquanto aguardo um possível transplante renal que poderá nunca chegar ou demorar anos. Na maior parte dos dias vivo sem pensar muito em tudo isto mas em dias como hoje, fica difícil. Escrevo  com as lágrimas a teimarem em aparecer e a repetir para mim mesma que ainda tenho muito pela frente. No entanto, é sempre difícil quando sabemos o que a vida nos reserva. Já dizia Thomas Grace: "Quando a ignorância é felicidade, é loucura ser sábio". Tinha razão.

9 de março de 2011

Está quase a chegar o dia...

video

... e há que ensaiar tudo muito bem :)

8 de março de 2011

Conversas de comboio

Na semana passada, a caminho de mais um dia de trabalho, duas senhoras conversam sobre o Carnaval. Diz uma:
- Ai... queria tanto que chovesse... quem me dera que chovesse.
A outra responde espantada:
- Então, mulher? Querias que chovesse??
- Pois queria... É que quando chove no Carnaval, está bom tempo na Páscoa!

As coisas que eu aprendo. Ao que parece, este ano, na Páscoa, vai estar bom tempo... lol.

Pontos 62, 22 e 69

Atenção: post com elevados índices de egocentrismo... Mas hoje é Dia da Mulher, ou não? :)

Foi no dia 26 de Fevereiro de 2011 que tirei o aparelho. Para ser muito sincera, ao fim de quase 4 anos, achei que ia ficar com lágrimas de felicidade, que ia ouvir foguetes, que ia ser o dia mais feliz dos últimos anos... mas não. Em menos de 3 minutos, o aparelho saiu e a única coisa que me ocorreu dizer foi "ai, tenho uns dentes tão grandes!" Comentário tão ridículo que o meu dentista ficou a olhar para mim com uma pinga e respondeu o óbvio: "Errr... mas já tinhas!" LOL

Aproveitei o acontecimento e achei que era uma boa ideia aproveitar o freepass que tinha há mais de um ano, uma vez que o prazo de marcação acabava no dia 28 (tuga que é tuga deixa tudo para a última). Escolhi o que me pareceu ser a melhor oferta: o salão Tony & Guy, em Lisboa, perto do Chiado, que oferecia 1h30 de uma sessão "Flash Maquilhagem" + conselhos para auto-maquilhagem. Uma vez que nunca me maquilhei com nada para além de lápis preto, o que eu precisava mesmo era de aprender o básico. Achei que ia ser um castigo para marcar e que só ia ter vaga daqui a 3 anos e meio mas fizeram a marcação para menos de uma semana depois, dia 2 de Março.Tirando o facto de ter esperado uns 45 minutos, apesar de ter hora marcada, foi muito bom e a rapariga que me maquilhou foi muito simpática, explicou-me tudinho e no fim escreveu num papel um passo a passo. Indicou-me as melhores marcas  (são tantas, credinho... e ela repetia nomes que eu nunca ouvi com a mesma naturalidade com que eu falo de vitaminas e minerais) e deu-me conselhos sobre tudo. O meu queixo caiu quando ela me disse:
- Ah, olha, estas sombras em pigmento são muito baratinhas, eu escrevo aqui o site onde comprei (a referir-se a umas caixinhas redondas, da largura do meu polegar).
- Baratinhas é mais ou menos quanto?
- Ah, aí uns 10€.
 Pois. Pensando melhor, acho que já não quero saber maquilhar-me. É que acho um absurdo dar 10€ por uma caixinha de sombra, ou 20€ por um gloss. Sério, não sou capaz.

Acabada de sair do salão.
Por último, se havia dia para fazer a tal mini-sessão com o meu fotógrafo particular, era depois de tirar o aparelho e depois da maquilhagem, certo? :) Por isso lá fomos nós. Aproveitámos o sol do fim do dia e fomos (fui) tirar algumas fotografias a um jardim em Alenquer. E cheguei à mesma conclusão que já tinha chegado antes: é mesmo muito difícil ser fotografada pelo namorado. Só me dava vontade de rir :)






Utilidades de cozinha

que eu não conhecia até há bem pouco tempo e que agora não dispenso, por reduzirem brutalmente o tempo que passo a limpar o que fica sujo. Cada um por menos de 2€, em diversas ocasiões, no Modelo.

Tampa para microondas - é incrível como agora limpo o microondas tão poucas vezes.

Rede protectora para frituras - não as fazemos muitas vezes, mas quando fazemos esta rede protege imenso e o fogão mantém-se praticamente limpo.
Apoio para talheres - o meu é de silicone, igualzinho a este, mas de outro material qualquer faz o mesmo efeito. Pouso aqui todos os talheres que vou usando enquanto cozinho. Não ficam espalhados e não sujo o fogão quando os pouso ou com pingos.

7 de março de 2011

O que eu gostava mesmo...


...era que as fotografias guardassem cheiros. Para mais tarde recordar e para vocês cheirarem este perfume :)
(não era suposto primeiro o jacinto crescer e só depois as flores desabrocharem? Hum?)

WIP

 
...que é como quem diz "Work In Progress". Agora também posso usar estas siglas fashion :) Diz que isto vai ser uma bolsinha, com fecho éclair e tudo, mas ninguém garante.

6 de março de 2011

Isto...


...são estrelícias bem jovens (sobretudo a da direita), num jardim em Alenquer. Ainda falta muito para darem flor e já estão deste tamanho. De 0 a 10, quão naif sou eu, ao achar que a minha estrelícia vai crescer neste vasinho? Humpf.

5 de março de 2011

2 em 1


As coisas que podemos registar quando começamos a sair mais vezes de casa com a máquina fotográfica :)

Sacos de plástico

Antigamente usávamos os sacos do supermercado para pôr no caixote do lixo. Mas, como agora temos um grande, de 30L, não servem e temos que usar sacos pretos, grandes. Como fazemos compras num supermercado que não cobra os sacos (e nunca nos lembramos de levar os que temos, para evitar trazer mais - isso seria o correcto) os sacos acumulam-se por todos os lados. Tenho um puxa-saco de plástico como este, colado na parte de dentro de uma das portas dos armários da cozinha, mas como guarda poucos sacos, uso-o apenas para guardar os sacos transparentes da fruta e legumes, que gosto de usar quando cozinho, para colocar as cascas. Todos os outros, dobro-os. Uso a técnica ancestral (lol) que ensinaram à minha mãe há muitos anos e que ela me ensinou a mim. É assim:


À primeira vista pode parecer difícil, mas garanto-vos que depois é automático e em 10-15 minutos transformam 4 sacos cheiinhos de outros sacos amarrotados num montinho como este:


Um monte de sacos que já não cabe em lado nenhum passa a ocupar um cantinho ou uma gaveta. Além disso, podem facilmente ser levados na carteira e assim evitar trazer mais sacos do supermercado. Já agora, vale a pena ver também este vídeo, que alerta para os perigos do excesso de sacos de plástico para o ambiente. Quanto a mim, vou começar a deixar de trazer novos sacos e reutilizar os que aqui tenho até se gastarem. Depois disso, começo a usar sacos de pano ou sacos como estes.

Boas dobragens!

4 de março de 2011

Bom dia!!!!

Já tinha visto ontem à noite e hoje de manhã o Bruno mandou-mo por e-mail, a dizer "tens de ver, é o vídeo do momento no youtube!" Eu partilho também com vocês... é impossível não rir! :)


"8-month-old boy laughing hysterically while at-home daddy rips up a job rejection letter."

3 de março de 2011

Inexperiência é...

...começar um módulo de 25 horas em pânico, por achar que não há "matéria" suficiente para tanta hora, passar algumas horas a encher chouriços e depois acabar esse mesmo módulo em pânico porque faziam falta mais umas horinhas. Pelo menos, agora já sei.

(sim, porque não há cá matrizes, nem conteúdos, nem objectivos, nem na-da... deram-me o título do módulo e não digas que vais daqui)

Auto-avaliações

Na semana passada passei algumas horas a fazer a avaliação do módulo do primeiro módulo em que estou a dar formação, que já acabou em ambas as turmas que tenho. Digo-vos, é uma coisa mesmo, mesmo chata e eu não sabia. Não fazia ideia que os meus professores tinham tanto trabalho só para dizerem "fulano vai ter x e beltrano vai ter y". E o mais frustrante é que a avaliação contínua só vale 20%, por isso, mesmo que queiramos subir ou descer a nota mais marcadamente, não dá, que a base de dados faz as contas sozinha e uma pessoa está ali "puxa daqui, puxa dali" e no final das contas estamos sempre no mesmo sítio.
Adiante.
O que eu queria mesmo dizer é que os meus alunos (formandos, vá) são as pessoas mais engraçadas que existem (às vezes, só às vezes): uns começam o texto com um valente "Olá!" (assusto-me sempre, fico à espera que se siga um "'tá tudo?") e outros são exageradamente formais "Venho por este meio pedir um...". Depois há os que nos abrem o coração: "Muito sinceramente, gostaria do fundo do meu coração de ter um 20, mas como sei que não vou ter quero imenso ter um 19..." e ainda os coitadinhos: "Eu sei que chego algumas vezes atrasado... mas não é por mal!!!"

Assim até dá mais gozo fazer avaliações! :)

Convites do 1º aniversário!

Imagem original do convite, com uma das fotografias dos 11 meses :)





São muito simples, fui eu que os fiz e já seguiram na semana passada. Não deram muito trabalho, à excepção de ter que imprimir um envelope de cada vez e, sobretudo, de ter de recortar algumas dezenas de coraçõezinhos. A sério, juro que não sei o que me passou pela cabeça. Ao fim de 3 ou 4 já estava possuída, a dizer mal da minha vida, mas também não me quis dar por vencida e recortei-os todos, todinhos. Já nos correios, a mulher ficou com uma pinga gigante quando lhe pedi selos. Selos daqueles que são tipo... SELOS? Até podiam ser dos autocolantes, à semelhança do que fiz com os postais de Natal, mas franquias é que não. Será que as pessoas já se esqueceram que existem selos? É uma pena, eu divirto-me imenso a colá-los nos envelopes (sou como as criancinhas, é verdade) e só não colei com cuspo porque tive vergonha, ali com tanta gente a olhar para mim, que usar daquela cola que tem uma esponja não dá jeito nenhum.

Nem dá para acreditar que já passou quase um ano.

1 de março de 2011

Março

é o meu mês preferido: é o mês que traz a estação mais bonita do ano e é o mês que me trouxe a filha mais maravilhosa que existe.

Progressos.


É bom chegar a casa e ter novidades :) Já se nota a cor, mas ainda não se sente o cheiro maravilhoso que lhes é característico. Está quase.