30 de abril de 2008

Este post ainda não sabe se é triste ou feliz.

Deveria ser só daqui a um ano... mas impus as fitas no domingo passado. Tenho-me consolado a passeá-las de um lado para o outro e orgulho-me de andar na rua trajada, de pasta na mão e fitas amarelas e verdes a esvoaçar com o vento. O coração bate mais forte quando reparo nas pessoas a olhar e apetece dizer bem alto "sim, sim, está quase!" As fitas saltam de mãos em mãos. As lágrimas vêm aos olhos ao ler o que nelas se escreve.

Só sou fitada por uma semana, porque no próximo domingo queimo as minhas fitas e imponho a roseta. Recebo a minha cartola e a bengala. Começa uma semana que vai ficar para sempre na minha memória. A minha Queima das Fitas. Porque, este ano, sou finalista.

Infelizmente, e graças a Bolonha, o meu ano é um ano de transição. O meu curso já não é de 5 anos, mas também ainda não é de 4. Não posso ser fitada em condições. Não posso ir no cortejo a abanar as minhas fitas. Não posso construir o carro, nem passar a tribuna em cima dele. Se para quem nunca viveu a praxe, nada disto faz sentido... para mim faz, e muito. Já chorei baba e ranho mas se é assim que tem que ser... seja. Resta-me aproveitar cada momento que falta... ainda que se me aperte o coração por saber que tudo está no fim. Ainda não me sinto uma finalista... restam uns dias para me habituar à ideia. :)

29 de abril de 2008

Sobram-me as novas para contar...

...faltam-me o tempo e a paciência.

Venho já.

16 de abril de 2008

Do filme...

"- Que lhe fizeste?
- Faltei ao nosso primeiro pôr-do-sol na varanda nova.
- Só isso?
- O pôr-do-sol não me diz nada!...
- É natural! O mundo divide-se entre aqueles que gostam do pôr-do-sol e aqueles que não gostam. As pessoas como tu nunca estão felizes. Tu és ansioso, um perfeccionista egocêntrico que não consegue estar quieto e que morrerá sozinho, com um milhão de dólares e mil mágoas. Mas os que conseguem descontrair-se e apreciar o pôr-do-sol, de mãos dadas, ao fim do dia... Esses sim, é que são felizes."

After the Sunset (Golpe no Paraíso)

Eu gosto! :)

Cinema em casa...

...com as amigas! :) Enroladas nas mantas, com conversas animadas, bolachas e muitas pipocas à mistura. Lá fora, o que era "um dia demasiado bom para ficar em casa a estudar" passou a um temporal. Com a chuva a bater na janela, ainda soube melhor ficar aqui no quentinho!

De repente...

...ficou tudo muito real. O que parecia muito distante e incerto, está agora ao alcance da minha mão. O que não passava de uma coisa que eu queria muito... é agora quase realidade. Tenho o coração aos pulos de felicidade, medo e ansiedade. Tudo misturado.

Está quase.

15 de abril de 2008

É quando o tempo aquece...


...que dá aquela vontade forte de abrir as janelas de par em par e sentir o aroma suaaaave do estrume que os nossos vizinhos acabaram de colocar nos seus belos campos! Sim, porque morar no 3º andar de um prédio que só tem casinhas à volta não traz só uma vista bonita do pôr-do-sol.

Humpf!

13 de abril de 2008

E se assim de repente...

...a felicidade batesse à porta?

Post de gaja

Socorro! As minhas unhas estão a descascar como se não houvesse amanhã! Nunca me aconteceu tal coisa... :(

12 de abril de 2008

Meio-dia.

Entra a mãe, a filha e uma outra senhora que suponho ser amiga. Filha com cerca de 10 anos, com claro excesso de peso, talvez obesidade. Sentam-se. Eu aproximo-me da mesa, para que façam o pedido.

"Mãe - São dois cafés, menina. (vira-se para a filha) E tu, Guidinha, queres alguma coisa?
Guidinha - Não.
Mãe - Escolhe alguma coisa, Guidinha! Queres um leite achocolatado?
Guidinha - Não!
Mãe - E um bolinho? Escolhe umas miniaturas!
Guidinha - Oh mãe...
Mãe - (agarra a Guidinha pela mão) Anda cá comigo, que vamos ali ver!"


No final, a Guidinha acabou a mastigar uma pastilha elástica... Ainda que não quisesse nada. Custou, mas eu fui linda e até consegui não me meter na conversa!

8 de abril de 2008

Porque é que...

...os últimos vinte minutos de uma viagem de quase três horas demoram sempre mais a passar que os primeiros? :)

6 de abril de 2008

Digo constantemente a mim mesma...

...que o meu trabalho me está a ajudar a crescer. Que engolir sapos e calar mesmo quando dá muita vontade de responder só pode servir para moldar a minha personalidade. Que lidar com pessoas pequeninas, para as quais uma discussão é o momento alto do dia, só vai servir para me preparar. Que quando trabalhar "a sério" vou ter muito mais estofo para enfrentar as situações e os atritos que vão surgir. Que vou aprender a passar ao lado de quem diz mentiras sobre mim. Que um dia vai ser mais fácil porque vou saber lidar com os conflitos. Evitar discussões.

Acho que prefiro acreditar que sou eu. Que as pessoas não são assim tão más, eu é que não sei lidar com elas e tenho que mudar. Não queria ter que chegar a casa com a cabeça a latejar e com lágrimas nos olhos...

5 de abril de 2008

Sunscreen



Ver, ler e ouvir até ao fim. :)


Uma vez um professor disse-nos:
"Ao longo da vossa vida, vocês vão perceber que é sempre assim. É só na véspera do exame que achamos que devíamos ter de novo todas as aulas. É só quando começamos a trabalhar que descobrimos tudo o que deveríamos ter feito e aproveitado durante o curso. É só quando nos tornamos pais, que sabemos como deveríamos ter sido enquanto filhos. É só quando os nossos filhos saem de casa que nos sentimos preparados para ser pais."

Marcou-me, de tão verdade que é. Só nos sentimos preparados para as coisas... quando já passamos por elas. E não sabemos o que vai ser o dia de amanhã, nem o que vamos desejar ter feito hoje. Tenho medo disso. Tenho medo de um dia olhar para trás e achar que devia ter feito mais. Muito mais. Quero viver e aproveitar. Fazer algo de assustador todos os dias. Ser eu e mais ninguém. Fazer o que achar que devo fazer e deixar de adiar isto e aquilo. Dar valor ao que interessa e a quem interessa e deixar de me preocupar com coisas e pessoas pequeninas.

Hoje este filme deixou-me a pensar. Provavelmente até nem diz nada de novo, mas há dias em que tudo faz muito sentido... e percebemos que ainda há muito para fazer e muitas arestas a limar na nossa personalidade e no nosso dia-a-dia.

Amanhã vou comprar protector solar!

4 de abril de 2008

O cúmulo da distracção...

...é alguém levar o carro para a faculdade, apanhar dois autocarros para voltar para casa, chegar e pensar que a mãe foi querida e até pôs o carro na garagem... e só se lembrar quando está a meter a chave na fechadura.

3 de abril de 2008

Gosto muuiito...

...desta serenata!

Consultas animadas.

Ontem foi mais um dia de consultas no hospital. A primeira doente, uma senhora de 68 anos, ia acompanhada pelo marido. Eram um consolo. Rimos tanto... que eu fui buscar o caderno para apontar as coisas que eles diziam. Começou por se desculpar, dizendo à nutricionista que estava a fazer medicação:
"- Ó senhora doutora, olhe que eu estou a tomar antibióticos e vitaminas!
- Então, mas os antibióticos engordam, é?
- Não sei... mas as vitaminas sim!"

O marido ajudava-a no relato do que tinha comido no dia anterior e notava-se que eram unidos. Trabalhavam no campo, iam os dois ao fim da tarde fazer a caminhada recomendada, ele acompanhava-a na dieta e sabia o que ela ia comendo... faziam tudo juntos. Mais uma vez, fiquei deliciada! :) Ele acrescentava:
"Ó senhora doutora, ela agora não come isto e aquilo, e eu fico desconsolado, que também não posso comer!"

Ela dizia que tudo o que comia era "assim" (juntava o polegar ao indicador, formando um círculo pequenino) e repetia:
"Ó senhora doutora, eu tenho o poder de engordar!!" "Dê-me qualquer coisinha para me ajudaaaaarrr... é que eu esta semana estive quase quase para comprar aquela coisaaa que até dá na televisão!"

Para completar, o senhor ficou muito surpreendido quando lhe foi dito que o azeite tinha que ser pouquinho, porque apesar de ser uma gordura boa, não deixava de ser uma gordura:
"Ó senhora doutora, o azeite engorda?! É que eu gosto muito de batatinhas e elas têm que estar a navegar no azeite!"

Um dia escrevo um livro com estas coisas! :)

1 de abril de 2008

Hoje é dia das mentiras.

Hoje não gosto de ti.

"Não sou muito de doces!"

Não me lembro quando, nem a que propósito, mas esta foi uma das frases mais infelizes que algum dia eu já disse!

Estávamos todas na fila da cantina. O que eu realmente queria dizer (disso eu lembro-me) é que numa festa, por exemplo, entre os doces e os salgados, me inclinava mais para os salgados. Que pegava mais depressa num salgadinho que num pedaço de bolo... Mas pronto... não foi bem isso que disse. E agora, se não sou gozada todos os dias pelas minhas amigas, é quase! Elas contam as vezes que como lambarices ao longo do dia... e eu já penso duas vezes antes de tirar uma mousse ou uma gelatina na cantina como sobremesa, antes de ir à máquina buscar um chocolate ou um bolo cheio de creme, ou antes de tirar um chocolate quente... só para não as ter à perna! É que definitivamente... doces é comigo.

Como diria o Donald, "eu e o meu grande bico"!