28 de fevereiro de 2008

... do cansaço.

Ela expressa (aqui, e aqui também), o que volta e meia me passa pela alma. E como ela... também eu me sinto por vezes.

Quando comecei a trabalhar, há cerca de um ano e meio, estudava de dia e trabalhava das 18h às 00h30, 5 dias por semana. Durante o primeiro mês, as ditas folgas eram para ir ao Hospital tratar um corte que fiz no dito emprego, logo na primeira semana.... E inevitavelmente, ao fim de algum tempo, chegou um ponto em que já não tinha uma vida. Sentar-me no autocarro era sinónimo de adormecer. Não tinha paciência para falar com ninguém e muito menos para ouvir. Só discutia com os que me rodeavam... e chorava. Por tudo e por nada.

Desisti... e comecei a trabalhar apenas ao fim-de-semana. Mais fácil, sim... mas implica estar sempre ali. Dispor de um fim-de-semana livre é um luxo ao qual só me posso dar para me enfiar no meio dos livros, e muito raramente. Limito-me aceitar que enquanto não começar a fazer aquilo que realmente quero (e para o qual estou a trabalhar) é assim que vai ser.

Entretanto, enquanto todos anseiam pelas sextas… eu anseio pelas segundas. E custa… quando na rádio não se calam com o "é sexta-feira!"… quando vamos todas “de fim-de-semana”, sabendo que para mim essas palavras têm um significado muito diferente. Custa ter de abdicar de pessoas e passeios. Custa ver combinar fins-de-semana todos xpto e ter que relembrar "não posso... estou a trabalhar". Custa não poder “desperdiçar” uma tarde de sábado inteirinha a ver os filmes manhosos que passam na TV... ou saborear um fim-de-semana enrolada na manta e enfiada no quarto a devorar um ou dois romances. Custa muito, muitas coisas.

E não me canso de dizer... "quando for grande, quero ter um emprego em que não trabalhe aos fins-de-semana. E aí, vou fazer tudinho e mais alguma coisa e estar com quem bem me apetecer!”


Queria ter comentado, mas não deixas. Um e-mail era estranho e no msn... não estavas. Fica um beijinho. Um dia vamos poder mandar no tempo. Pelo menos mais e melhor que agora. Agora, resta-nos saber aproveitar os bocadinhos. É que assim, ainda são mais preciosos. =)

26 de fevereiro de 2008

Done

Era um anfiteatro inteirinho só para mim.
Era eu sozinha com um professor a andar para trás e para a frente.
Era uma disciplina que com Bolonha deixou de existir...
... e um exame que só aconteceu por minha causa.
Era.

Assunto arrumado! =)

25 de fevereiro de 2008

...e assim também.


Definitivamente... isto hoje promete!

Hoje acordei assim...



"Abre a tua porta
Não tenhas medo
Tens o mundo inteiro
À espera para entrar
De sorriso no rosto
Talvez o segredo
Alguém te quer falar

Deixa o mundo girar para o lado que quer
Não o podes parar nem tens nada a perder
Estás de passagem,
Não o leves a mal se te manda avançar
Talvez seja o sinal que não podes parar
Estás de passagem, só de passagem...

...
estou de passagem para outro lugar."

Ontem...

...desejaram-me uma semana profícua. Fiquei com uma pinga* gigante, mas retribuí. Vindo de quem veio, só podia ser uma coisa boa. Hoje achei por bem ver no dicionário o significado.

Profícuo - proveitoso; útil.

Para vocês, uma semana proficuíssima! lol

* Para quem não sabe o que é ficar com uma pinga, três palavras: Navegantes da Lua!

22 de fevereiro de 2008

Contente!

E agora, depois de semanas enfiada no meio dos livros, digo-vos que nunca estive tão satisfeita por ter que ir trabalhar!...

Há coisas... que não têm uma segunda chamada.

Finalmente acabou a minha temporada de exames. Fiz hoje o último, Patologia, e despachei em menos de uma hora o que andei a adiar durante dois anos. 5 chamadas e eu não fui a nenhuma delas, pelos motivos do costume. "Ah e tal... não estou preparada o suficiente, faço em recurso...", "Ah... fica então para Setembro...", "Ah... ainda tenho o próximo ano...". E desculpa após desculpa, fiz no 4º ano uma cadeira que devia ter arrumado no 2º. Mas mais do que trazer stress e cansaço... este fugir-sempre-de-tudo-porque-tenho-medo fez com que perdesse um momento importante para uma das minhas melhores amigas... Estavam lá todas, menos eu. Todas aplaudiram, todas gritaram o nome dela, todas tiveram o seu coração aos pulos, enquanto aguardavam os resultados do concurso. E aposto que todas ficaram com a lagrimazinha no canto do olho quando souberam que ela era a vencedora. Eu ficaria, se lá estivesse. Mas não estive. E isso, não me vou perdoar. Agora resta-me esperar por segunda feira para lhe dar o abraço apertadinho que fiquei a dever.

Acho que aprendi a lição.

21 de fevereiro de 2008

O lápis que queria ser anónimo.

Era uma vez um lápis que, como todos os lápis, tinha nascido para escrever. Como queria escrever o que bem lhe apetecesse sem dar satisfações a ninguém, este dizia que não queria ser conhecido, ao contrário dos lápis mais ambiciosos. "Quero ser anónimo!", dizia ele. Dizia!...

Porque neste momento, o Grande Lápis Morto, é tudo menos anónimo. Mas continua a acreditar que sim... :) Abram lá o caderno e deem uma espreitadela!

20 de fevereiro de 2008

Casos (in)felizes...

Começámos hoje a assistir às consultas de nutrição no hospital. Três horas de consultas, todas as quartas de manhã.
Uma obesa, uma diabética tipo I, um diabético tipo II, uma doente com dislipidemia... Tudo casos que pareciam estar a correr bem! Os doentes eram interessados e as análises mostravam que realmente estavam a melhorar. Nós, surpresas e entusiasmadas (ingénuas...), repetíamos "Mais um caso feliz!" à medida que cada doente saía do consultório.
Pela altura em que se aproximava a hora de irmos embora, entrou a quinta doente. Ainda não tinham passado 5 minutos, já ela estava a chorar convulsivamente... Porquê? Não sei, mas imagino.

As consultas por hoje terminaram com um delicado convite a sair.

17 de fevereiro de 2008

E já agora...



Deliciem-se. É que a Katie tem destas coisas... :)

feeling 22, acting 17

Há momentos em que me sinto adulta, mas me comporto como uma adolescente. Em que a cabeça quer mandar, mas é o coração que está no controle. Momentos em que sei o que deveria fazer, mas simplesmente não me importo. Sigo o coração e vou agindo sem pensar e sem medir as consequências. E digo tudo o que penso e sinto, só porque sim.

Há momentos em que me sinto uma adolescente... e são sempre doces de recordar.

15 de fevereiro de 2008

De hoje...

... ficou a surpresa chegada fora de horas. =)

14 de fevereiro de 2008

Ansiosa!

Uma ansiedade boa veio substituir o medo que há meses me atormentava. Medo de iniciar uma fase nova da minha vida para a qual não sabia se estava preparada. Medo de entrar num mundo cheio de coisas novas e de não estar à altura. Medo das críticas e das responsabilidades.

E bastou uma conversa, há dois dias, com uma amiga. Uma conversa em que me atrevi (nos atrevemos!) a sonhar um bocadinho e a fazer alguns planos. A imaginar o quão bom seria finalmente por em prática 4 anos de teoria! Uma conversa em que mais uma vez percebi que não vale a pena fugir, só porque tenho medo que tudo corra errado. Estou aqui agora, se não tentar nunca saberei do que sou capaz.

Uma ansiedade boa veio substituir o tal medo. Veio como quem não quer a coisa... e cheira-me que é para ficar!

Aprendo...

Não importa a minha idade, as experiências que já vivi nem o quão 'madura' me possa julgar - nunca vou estar preparada para as surpresas que a vida me trará. Ainda me faltam muitos obstáculos, muitas quedas... resta-me aprender! Levantar-me e começar de novo! E ainda que por vezes não me sinta capaz... sei que tudo passa. E de uma forma ou de outra, vou aprendendo a lidar com os problemas e as situações que me rodeiam... e com as pessoas que fazem parte da minha vida. Vou aprendendo a dar valor a quem tenho e ao que tenho. Vou descobrindo o que quero e o que não quero e, acima de tudo, quem sou. Suponho que seja a isto que se chama crescer! =)

Ensina-me...

...a empreender um novo início, a destruir os esquemas de ontem, a deixar de dizer «não posso» quando posso, «não sou» quando sou, «estou bloqueado» quando estou totalmente livre.

Rabi Nachman de Braslav (1772-1810)