30 de março de 2008

Ainda há crianças educadas.

Há crianças que sabem comportar-se melhor que muitos adultos. Crianças que sabem falar e me pedem direitinho o que querem, acrescentando se faz favor no final. Que sorriem e dizem obrigado quando pouso o pedido na mesa. Que voltam a sorrir e dizem que sim, quando passo por elas e pergunto se está bom. Que deixam o sítio onde comeram limpinho e dizem até amanhã quando vão embora.

Não é de ficar deliciada? :)

De pequenino...

Já não é a primeira vez que calho de ir com o meu irmão comprar qualquer coisa para mim. E o mais incrível... é que gosto! Ele dá palpites e diz o que gosta e o que não gosta. "Essa fica-te bem." ou "Essa não, que está apertada." ou "Essas são giras, mas não gosto com essa camisola." ou "Não gostas mais desta?"... entre muitos comentários de gente crescida. No final, acabo sempre por concordar com ele. E quando pergunto opinião a mais alguém, recebo as mesmas respostas! O meu irmão vai ser o namorado que todas as mulheres sempre quiseram ter. Ou então não. Mas que o rapaz tem bom gosto... lá isso é verdade!

E não, não tem tendências duvidosas. Muito pelo contrário. E até namora com a Raquel Sofia. Ela é que ainda não sabe! :)

28 de março de 2008

Aqui, algures.

Um bocadinho de ti. A fingir que corres, a fingir que trabalhas. Ui, que profissional! :) E eu, posso puxar para trás e para a frente e ver-te as vezes que bem me apetecer.

26 de março de 2008

Não, claro que não me preocupo...

Ouvi, pela primeira vez, que tinha um quisto num ovário, por acaso, quando fui fazer uma ecografia por causa de uma infecção urinária. Disseram-mo como se fosse a coisa mais natural do mundo. Não me aconselharam nada nem me voltaram a falar no assunto. Não me preocupei.
Da segunda vez, passadas poucas semanas, e no mesmo contexto, a médica disse-me que o quisto tinha 7 por 8 centímetros. Perguntei se não seriam milímetros. Não. "Mas não se preocupe, que isto desaparece com a pílula." E eu também não me preocupei.
Hoje voltei a fazer uma ecografia. Porque me sentia esquisita e desconfortável e sentia que aquilo não estava nada a desaparecer. Porque me queixei à médica de família e ela não acreditava que eu tivesse um quisto daquele tamanho. "Não são 8 milímetros, Débora?" Não.

"Volumoso quisto bem delimitado com cerca de 8,3 x 9,7 cm de diâmetro no ovário esquerdo."

Voltaram com o mesmo discurso. "Pois... isto com a pílula não vai lá. Mas não se preocupe, que até fazem isso com cirurgia laparoscópica." É claro que não me preocupo. Tenho uma coisa maior que uma bola de ténis (e a aumentar de tamanho) presa a uma coisinha tão pequena como uma amêndoa, mas não há razões para me preocupar. Por este andar, daqui a mais umas semanas vão dizer-me que afinal vou ter que tirar o ovário esquerdo "mas não se preocupe, que a menina ainda tem o direito." Mas não me preocupo.

Ainda bem que me disseram para não me preocupar.

August Rush

Para sorrir e para chorar.
Para ficar com um nervoso miudinho do princípio ao fim.
Vi e gostei. Muito.



Hoje...

...estou só triste. Nem cansada, nem amuada, nem chateada com o mundo. Só triste. Porque não controlamos nada. Porque por muito que queiramos as coisas nem sempre correm do jeitinho que nós queremos. E temos que aprender a viver com isso.

Hoje estou triste, só isso.

25 de março de 2008

Saudades... de vestir preto.

Por incrível que pareça, este ano lectivo, tinha vestido o traje apenas duas vezes, em Outubro. Hoje, as saudades foram mais fortes... e voltei a trajar.

Vesti-me e encontrei a custo umas meias pretas no fundo da gaveta. Calcei os sapatos que, contra a minha vontade, agora têm capas novas, porque as outras já tinham desaparecido. Os sapatos que até já andaram com um tacão colado com super cola 3! Apertei a gravata cujo nó nunca aprendi a fazer, vesti o casaco e tracei a capa que já fingiu ser veterana.

Olhei-me ao espelho e voltei a sentir aquele friozinho na barriga.

Relembrei o orgulho que sentia de cada vez que saía à rua de preto. O prazer que tinha quando notava as pessoas a olhar... e a vontade de dizer a toda a gente que tinha conseguido. Que estava ali. Relembrei semanas após semanas em que só vestia uma roupa diferente ao fim de semana... e nunca me cansava. Relembrei o ter que lavar as camisas de um dia para o outro, e esperar que secassem. Relembrei os dias de chuva em que chegava à faculdade molhadinha até à roupa interior... e ainda assim, no dia seguinte voltava a trajar. Relembrei que nunca foi demasiado quente nem demasiado frio. Nunca foi apertado nem largo e muito menos desconfortável. Para mim, o traje era perfeito... e havia dias em que não me sentiria melhor com nenhuma outra roupa.

Hoje vesti o traje e voltei a passear-me de preto nos corredores da faculdade. Tinha saudades. Decidi que vou aproveitar o pouco mais de dois meses de aulas que me restam, guardar o resto da roupinha no armário... e trajar até mais não.

24 de março de 2008

É favor...

...espreitar aqui os 15 minutos mais produtivos do meu dia. :)

É que, Carla, hoje foi mesmo uma daquelas "tardes passadas em casa, no quentinho, a vê-la pela janela"!

22 de março de 2008

Prinverno

Para receber a Primavera, ontem a chuva fez uma pausa e fingiu que não estava por perto. O Sol deu ares de sua graça e fez acreditar que vinha para ficar. E pela primeira vez no ano, até andei de manga curta. Pena... mas foi só mesmo um cheirinho. Acho que este Inverno horroroso ainda não acabou. :(

A Primavera ainda é de faz de conta...

21 de março de 2008

Não.

Hoje não queremos tristezas!

20 de março de 2008

Há dias...

...em que o coração está assim. Cheiinho de coisas boas. :)

19 de março de 2008

Coração mole... até ver.

Tenho tentado. Acho que vou acabar por sair magoada outra vez... mas não queria um dia olhar para trás e perceber que já é tarde demais. Dói quando percebemos que já fomos muito magoados e que voltamos sempre ao mesmo. Mas há sempre a esperança que um dia as coisas sejam diferentes.

Hoje é dia do pai. Hoje telefonei-lhe.

18 de março de 2008

...assim.

Coisas simples...

Gosto muito de receber flores. E no entanto, dou mais valor a um ramo mais simples, que a um ramo que sei ter custado um balúrdio. E dou mais valor a um ramo daqueles cheiinhos de flores simples e cores do campo, que parecem ter sido escolhidas uma a uma, enquanto se passeia. Daqueles de encher os braços. Gosto das gerberas e dos girassóis. Dos lírios e das tulipas.

Mas isso sou eu, que gosto de coisas simples.

Lá no trabalho, decidiram fazer uma 'vaquinha' de quase 100€ para oferecer um arranjo de flores... É para uma pessoa de quem gosto muito, mas continuo a achar um exagero. As comprinhas que não se faziam com 100€...

16 de março de 2008

Betty Feia

No espaço de uma semana...

...três pessoas diferentes que não se conhecem...

...em três circunstâncias diferentes...

...acharam que parecia uma certa e determinada personagem.

Já me disseram que era mentira, mas acho que continuo com uma crise de identidade.

15 de março de 2008

"Obrigada, mas dispenso..."

Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez. Jean Cocteau

Li esta frase num blogue por aí, já não me lembro de quem. O certo é que ficou na memória. E neste momento, faz todo o sentido.

Será que as pessoas têm prazer em dizer aos outros que não vão conseguir fazer isto ou aquilo? Será que por não terem conseguido realizar os seus planos e terem posto de parte os seus sonhos, se sentem mais confortáveis por se certificarem que não serão os únicos?

Há três senhoras que quase todas as tardes vão à confeitaria onde trabalho comer o seu croissant e a sua 1/2 de leite. Há umas semanas, quando descobriram que estava a acabar o curso, fizeram questão de deixar claro que não iria arranjar trabalho. Há dois dias voltaram a perguntar: "És tu que estás a estudar, não és filha? Coitadinha... mais uma para o desemprego." Da primeira vez limitei-me ao silêncio, da segunda não ficaram sem resposta: "A senhora acha que isso se diz a alguém que está a acabar um curso? Tem mais é que dar ânimo e não deitar abaixo!" Foi a vez dela ficar em silêncio. Estou cansada destas pessoas. Até posso, de facto, ir para o desemprego... mas este tipo de comentários eu dispenso, obrigada.

Mais uma moedinha...

... mais uma voltinha. E mais uma caixa de antibiótico para animar a malta.

Hoje acordei assim...




Gosto tanto, que não sabia se havia de sorrir, ou chorar.
Na dúvida, sorri.


Letra Carlos Tê / Rui Veloso
(clicar para ampliar)

13 de março de 2008

Volta para trás, tempo... sim?

Há dias em que gostava de não ter crescido. Em que queria ser pequenina outra vez e deixar que os outros decidissem por mim. Em que dava de bom grado a autonomia que sempre quis em troca de alguma segurança. Em que queria não ter que me preocupar com o amanhã nem ter medo. Estou cansada. Neste momento nada é certo na minha vida... e não posso fazer planos com mais de umas semanas de avanço. Não sei o que fazer, o que querer, o que sentir... o que esperar de mim e dos outros. Sinto o peso de tantos problemas... e estou impotente. Gostava de confiar, mas não consigo.

Há dias em que as lágrimas são teimosas. Há dias em que me encolho e, com muita força, peço para desaparecer.

Eles andem aí.

Hoje, a caminho da faculdade, parei nos semáforos da Areosa (quem conhece sabe do que falo) com o vidro aberto. Veio a primeira rapariga, entregou-me o Meia Hora. A seguir veio outra e deixou-me o Destak. Logo depois vieram mais duas - uma enfiou pela frincha o Metro e a outra uma caixinha de Trident Splash.
Quando estacionei, em frente ao S. João, o arrumador-jornaleiro quis impingir-me o Global, porque "então espere aí menina, que ainda não tem este!". Medo, muito medo.

Embora tenha começado por ser uma boa ideia, isto dos jornais gratuitos está-se a tornar um pandemónio. Não sei se lhe chame informação a mais, ou lixo a mais. Na verdade, dos que trago para casa, poucos são os que não vão directamente para o lixo depois de ficarem encostados um ou dois dias.
Acho que é a nova "publicidade não endereçada". Só não a põem na nossa caixa do correio - entregam-na directamente nas nossas mãos, o que não deixa de ser cómico.

10 de março de 2008

Chuva

Gosto muito. Mas só do lado de cá da janela.

Começar bem o dia...

... é ir de autocarro para a baixa do Porto, a uma 2ª feira, às 9h da manhã, a chover a potes.

Como ele diria... the perfect storm. Paciência, muita paciência.

7 de março de 2008

Magic



Colbie Caillat

Ainda que quisesse... não conseguiria explicar o quanto gosto desta música.

Arrufos... de namorados.

À hora do jantar, sem tirar nem pôr:

"Então e a Raquel Sofia, está boa?
Vasco - Olha... foi-se!
Foi-se? Que aconteceu??
Vasco - Andam a dizer que eu gosto da Laura!!!
A sério??
Vasco - E ainda por cima, na festa de um amigo, ela e a namorada do Pedro viram-nos a brincar com a Laura... a BRINCAR, per-ce-bes?! Eu brinco com toda a gente!! E agora andam as duas cheias de ciúmes!!!"

Têm 8 anos. Eu com 8 anos era uma cocó... vocês não?!

O famigerado aipóde!

Passei uma tarde inteira (chicoteiem-me, por favor) a convencer a malta a registar-se no site aqui perto (um site de pesquisa de restaurantes) para tentar ganhar um iPod Nano. Depois de 38 registos angariados, 9 novos restaurantes inseridos e comentários até nos que nunca sequer ouvi falar, cheguei ao 14º lugar e acabei em 18º.

Hoje recebi um mail a felicitar-me! Adivinhem!! Ganhei um fantástico... íman decorativo!!!!! De facto, o prémio ficou por aqui perto (em Gaia), mas não foi comigo concerteza!

A todos os que ainda hoje vêm ter comigo (inclusivé na faculdade, que vergonha) a perguntar se ganhei o tal iPod... quero agradecer-vos e dizer que estou realmente muito feliz! Na verdade, o que eu queria era mesmo o tal íman... lol!

6 de março de 2008

A discrição...

... é o mais importante, quando se usa aparelho aos 22 anos.

Este mês é azul e verde.

5 de março de 2008

A arte de bem aparvalhar.

Há pessoas que são peritas na arte de aparvalhar. E vá-se lá saber porquê, eu tenho tendência a dar-me muito bem com esse tipo de pessoas. =) E olhem que quando duas pessoas assim se juntam, tudo pode acontecer!

As conversas com ele são, na maior parte das vezes, uma risota. Seja pelos assuntos estapafúrdios, pelos insultos com uma base de sentimento (hihi) ou mesmo pelas conversas ilógicas de puros "blás"... quando falamos há sempre umas boas gargalhadas à mistura. Merci por estes momentos Luisinho!

to do list...

... para o novo melhor dia da semana! =)

Para contrastar com o resto dos dias, hoje estou atarefada, como se pode ver.

4 de março de 2008

Quero partilhar...

...que falei hoje com o nutricionista do Centro de Saúde em que gostava de estagiar. Perguntei-lhe qual a disponibilidade dele para receber um estagiário e a resposta foi um "Disponibilidade total! O que nós queremos é gente para trabalhar!". Agora é tratar de burocracias e esperar que não haja entraves... É que mal posso esperar por ser "explorada"! :)

E daqui a uns meses... lembrem-me estas palavras, sim?

3 de março de 2008

Ironias

Começou o dia a ouvir dizer que tinha pouca lágrima e comprou um frasquinho de "lágrima artificial".

Acabou o dia a chorar.

2 de março de 2008

World without glasses.

Estou em maré de azar. Não bastava o siemens, também os meus óculos tiveram um acidente de percurso: partiu-se uma lente. E venho por este meio confessar... que sem óculos não vejo um palmo à frente do nariz. É que não vejo mesmo. Agora imaginem como foi um fim-de-semana inteirinho a trabalhar sem óculos. Acho que nunca fiz tanta cara feia como ontem e hoje. E acho que também nunca se riram tanto às minhas custas.

Vou ali fazer um peeling para tirar as rugas todas que ganhei... e já volto.

Mudança à força...

Já estava habituada aos olhares de esguelha para o meu velhinho siemens. E por muito que falassem, para mim não havia melhor. Qual topo de gama, qual quê! Nenhum outro resistia às quedas como ele... e há 5 anos que bato o pé e digo que não mudo!

Infelizmente... o desgraçado faleceu. Consegui inutilizá-lo da forma mais original de sempre. Primeiro perdeu uma tecla, que se separou do resto do teclado, numa das 500 quedas diárias. Depois... estragou-se o carregador. Incrível, ham?

A todos os que já torciam pela mudança de telemóvel, chegou finalmente o momento. Ainda estou de luto, mas se tem que ser... venha de lá o brinquedo novo.