29 de abril de 2010

Cozinhar VII

Feijoada de Camarão
(já disse que sou fã de coentros?)

Ando numa de revisitar estas receitas. Ao almoço foi esta, logo será açorda de bacalhau (já estou a salivar só de pensar nos ovinhos escalfados) e amanhã vou fazer a lasanha da horta, que não faço há tanto tempo. Entretanto, acabei finalmente de ver este filme...

... e tenho a dizer que só me apetece fechar-me na cozinha. Ah pois.

25 de abril de 2010

A propósito...

...a minha filha linda (e maravilhosa e tudo e tudo e tudo) já tem um mês (e picos).
E nós, somos mais felizes desde que somos 3. Oié!

Como enganar uma criança.


Depois de estar há uma hora a andar de uma ponta da casa para a outra (longa distância de 10 passos) para pôr a chucha na boca da Matilde, ficar a segurar até ela adormecer (30 segundos), vir embora e ouvi-la a chorar passados 5 minutos, tive uma ideia maravilhosa. Meti-lhe a chucha pela vigésima vez, peguei na minha almofada e encostei-lha ao nariz - faz de conta que estou aqui. Remédio santo. Ou foi uma grande coincidência, ou a miúda é pequenina mas já tem manha! Temos pena, filha.

1-0, ganho eu.

24 de abril de 2010

11 anos

Faz hoje 11 anos que me tornei irmã. Lembro-me perfeitamente de estar com o meu pai no Hospital, à espera, de ver uma enfermeira passar com um bebé e de gritar "É este! É este!". Peguei-lhe primeiro até que o meu pai. Soube imediatamente que era ele, assim que vi o fatinho que vestia. Nas últimas semanas, ansiosa que ele nascesse, passava os dias a abrir e fechar as gavetas e a olhar para as roupinhas.
Fui filha única durante 13 anos e sentia-me a pessoa mais infeliz do mundo. Os meus pais queriam ter mais filhos, mas estavam à espera pela altura certa, à espera de ter a vida mais estabilizada. E enquanto esperaram, passaram 13 anos. Eu sonhava imensas vezes que a minha mãe estava grávida (tal como há um ano atrás sonhava imensas vezes que eu estava grávida) e adormecia outras tantas a chorar, porque não tinha um irmão. E quando já não sabia mais que argumento usar para os convencer, comecei a dizer que nunca na vida eu ia ser tia e ter sobrinhos a sério, porque não tinha nenhum irmão. Veio ao fim de 13 anos, mas veio e é, como lhe costumava dizer, o amor da minha vida.


É muito triste crescer sem irmãos. E eu sei que há filhos únicos que são felizes e não gostam que se diga isto, mas isso é porque nunca conheceram outra vida. Ter irmãos com quem partilhar momentos e histórias é das melhores coisas do mundo.

Parabéns maninho, um dia muito feliz!

22 de abril de 2010

22 de Abril

Faz hoje um ano que acabei o meu curso, que 5 dos melhores anos da minha vida chegaram ao fim. Tanto e tão pouco ao mesmo tempo! Tanto porque passou a voar, tão pouco porque num ano aconteceu tanta coisa! Há um ano atrás imaginava-me a casar por esta altura e a engravidar uns meses depois. Afinal de contas, já tenho uma filhinha maravilhosa nos braços! :) A vida continua a surpreender-me, a cada dia, com as suas voltas e reviravoltas. A minha, em especial, é feita de inesperados. Que seja sempre assim, uma aventura como tem sido, que nós cá não queremos monotonias! :)

Um ano... bolas!

Cozinhar VI

Agora é que eu vejo, só 6 posts sobre paparocas, neste tempo todo?? Tenho que actualizar aqui o estaminé.

Bolo de maçã, laranja e canela.

Supostamente era com vinho do Porto (que eu julgava que ainda tinha) mas levou sumo de laranja. Já dizia o ditado: Quem não tem vinho do Porto, faz bolos com sumo de laranja. Não é bem assim, mas podia ser. São servidos? :)

21 de abril de 2010

Jardinar - uma tentativa.

Gosto muito de flores, mas nunca tive grande jeito para estas coisas. E o grande motivo, agora que penso nisto, deve ser a jardinagem implicar mexer em terra. É que a terra tem bichos e eu tenho fobia a tudo o que é bicharada. Logo, tenho assim a modos que um certo respeito à terra e ao que está nela e me pode aparecer/tocar/saltar/ferrar a qualquer momento. Lembro-me de já ter plantado tulipas e um jacinto, que tinha um cheirinho maravilhoso e perfumava a casa toda, mas acabaram por morrer.

Desta vez, ele não me trouxe chocolates. Como não podia deixar de ser, da Festa da Flor, veio uma estrelícia, uma das flores típicas da Madeira. Ou melhor, veio um projecto de estrelícia. E lá fui eu, moça prendada, comprar um vasinho e um saco de terra e meti mãos à obra. Fiquei com terra até na cara e a minha cozinha com terra espalhada por todo o lado, mas após algumas tentativas lá consegui meter a planta dentro do vaso, mais ou menos a meio. Não parece, mas a sério que isto tem que se lhe diga. E eu sou muito entendida nestas coisas. Tanto, que vi a raiz da plantinha pensei: "Olha, que engraçado, isto tem aqui uma coisa de plástico, terá água?..." :) Missão cumprida, vá lá. Daqui a um ano, mais coisa menos coisa, terei a minha estrelícia. Pelo menos, assim espero!

19 de abril de 2010

As (tristes) novas famílias.

Sou filha de pais separados e o Bruno também. Tenho um irmão menor que vive com a minha mãe e passa um fim-de-semana no meu pai de 15 em 15 dias. Os Natais e as passagens de ano são alternados. O mesmo para a Páscoa e aniversários. E mais 1001 coisas, tudo escrito num acordo que nem sempre é lido e/ou cumprido.
A Matilde tem os 2 avôs e as 2 avós, um em cada lado. E se alternarmos as festas para podermos estar um ano em casa de cada um, só poderemos estar com cada um deles de 4 em 4 anos. E se vou ao Porto, tenho de organizar muito bem o meu tempo, estabelecer prioridades e tentar agradar a gregos e troianos. E quando há zangas e problemas, um liga de um lado, outro liga do outro. Porque ela é que tem culpa, porque ele é que fez assim e assado. E tenho que tentar ver o lado da razão o que implica que um deles vai ficar chateado. Porque quando acabei o curso a minha mãe não foi almoçar comigo para não se verem. Porque quando a Matilde nasceu, ainda eu estava na maternidade e queriam que eu decidisse quem iria ter em casa para me visitar. Porque não se queriam cruzar. Como se eu tivesse alguma coisa a ver com isso, ou paciência para resolver o assunto. Que se entendam e não me chateiem, é o que me apetece dizer. E pergunto-me como será em festas futuras. Os "adultos" são piores que as crianças.

Isto é tudo uma grande trapalhada. E não me venham dizer que as crianças entendem, que para eles é tudo normal, que estão mais que habituados. Se a mim me faz confusão, se me custam certas situações, se sofro em certos momentos... numa criança tudo isto deve ser a dobrar ou triplicar. E sabe Deus as vezes que eu já chorei por saber que o meu irmão não teve nem vai ter metade do que eu tive. E que não presenciou os momentos de felicidade que eu presenciei. E que nunca vai olhar para os dois juntos e felizes com admiração e acreditar (como eu acreditava) que os pais se amam a sério e que são os mais felizes do mundo e arredores.
Aquilo que eu mais desejo para a minha vida não tem a ver com realização profissional ou com o ter uma grande moradia ao pé da praia, com piscina e uns 10 empregados. Não tem a ver com roupas caras, sapatos xpto e maquilhagem. Nem tampouco com viagens pelo mundo fora, sem ter nada que me prenda a casa. O sonho que eu mais gostava de realizar, era o velho cliché: os dois velhinhos (ainda felizes, ainda apaixonados), lado a lado, a ver o pôr-do-sol com um rancho de filhos, netos e bisnetos. O que eu menos quero é que a Matilde cresça com o coração dividido, e viva como se fosse uma bolinha de ping-pong. Não sei se é o que vai acontecer e sei que é o que quase todos sonham e muito poucos realizam. Mas acredito que pode ser possível, se se quiser com muita, muita força.

16 de abril de 2010

Retiro o que disse...

...aqui. Alguém me pare, por favor!

Vai fazer 4 anos...

...que a conheci. E não gostei nada dela, nem ela de mim. E vai fazer 4 anos que tivemos uma semana de júniores fantástica aqui. E a primeira impressão desapareceu e ficámos amigas. Passaram tão rápido estes 4 anos e já aconteceu tanta coisa... parece que foi ontem.
Passaram uns meses e ela foi ao Porto visitar. Foram dias fantásticos, rimos, confidenciamos, parvamos e passeamos pela Invicta até termos bolhas até nas bolhas. Já nessa altura, ela andava de câmara atrás. Uma Olympus pequenina que muito sofria naquelas mãos. Eu virava a cara e quando olhava lá estava ela 'click' a tudo e mais alguma coisa.


Já lá vão 4 anos. Hoje esta amiga é uma grande fotógrafa. Pelo menos para mim. E até pode ainda não ser conhecida nacional e internacionalmente (lol) mas para lá caminha.

Este é o site dela. Agora vão ver e babem muito. O contacto e os preços das sessões estão lá. Acreditem que vale a pena ter um bocadinho da vossa vida pela lente da câmara da Selma. Eu e a Matilde já tivemos esse prazer.

13 de abril de 2010

Mafia de saltos altos!

Tias babadas e 300km feitos em pulgas, dias depois de a Matilde nascer.

12 de abril de 2010

Sorrisinhos bons... enquanto dorme.

Há lá coisa melhor que isto??

Ela dorme e eu fico a olhar para ela tempos infinitos. Aquela pergunta "como é que ela é tão linda e estava dentro da minha barriga?..." repete-se vezes sem conta na minha cabeça. Depois digo que durmo pouco e que não tenho tempo. Claro! :)

11 de abril de 2010

Slingar...

...é tão, tão bom!

Depois de algumas tentativas, lá consegui apanhar-lhe o jeito. Puxa daqui, puxa dali e consegui enfiá-la lá dentro. A parte má é que dei comigo toda vomitada (o que também já não é de estranhar nos dias que correm) e vai daí, desaconselho (a quem interessar) slingar pela primeira vez depois de a criança ter mamado! :P

Na sexta feira decidi ir dar uma voltinha com ela na rua e devo dizer que nunca me senti tão observada... Ouvia comentários como "olha, é à moda antiga" (lol), sentia as pessoas a passar por mim e a olhar e cheguei mesmo a ser abordada por uma rapariga em êxtase que me perguntou como é que se chamava e onde é que podia comprar um. Foi giro de se ver :)

10 de abril de 2010

No dia 18 de Março de 2010...


...nasceu a Matilde! :)

E a nossa vida nunca mais foi a mesma... agora é muito melhor!

Estava a gostar do bem bom e não queria vir, mas teve que ser :) Fui internada às 16h de quarta-feira, começaram a indução do parto às 18h, às 22h30 começaram as dores e às 3h26 de quinta-feira a nossa filhinha linda vinha para os meus braços. No meio de tantas fotografias lindas que temos, este é um momento que nunca vou esquecer. A sensação de a ter aninhada no meu peito, de olhos arregalados e muito quietinha e caladinha. O descobrir quão linda era (e é!) e tentar entender como é que uma coisa tão perfeitinha esteve dentro da minha barriga durante 9 meses. O perceber que tudo o que me tinham dito até então era absolutamente verdade. Todas as dores desaparecem num segundo, assim que ouvimos um choro, assim que vemos um corpinho minúsculo a vir na nossa direcção. Uma filhinha, somos papás! :)