27 de novembro de 2011

Domingos

Uma das coisas que mais valorizo numa casa é a luz. Em Samora, às vezes passava grandes bocados a ver a luz inundar as divisões. Desde o meio da tarde, até ao final do dia, toda a casa ficava com uma luz maravilhosa. Nesta casa, a luz que bate na sala a partir da hora de almoço, compensa sem sombra de dúvidas a metade da casa que nunca apanha sol directo, devido à orientação do prédio e aos edifícios que o rodeiam. E eu não sei se já tinha dito, mas a nossa sala é um dos melhores sítios do mundo para se estar, nestas tardes de Domingo frias mas cheias de Sol.



Tenho andado ausente, bem sei, mas não por falta de lembrança. Nos últimos tempos têm passado pela minha cabeça muitos posts, embora nunca cheguem a ser escritos. Acontece que nos momentos em que não estou a trabalhar em Lisboa, ou nos transportes, ou a cuidar da Matilde, ou a preparar aulas, ou a limpar a casa, ou a passar a ferro, ou a cozinhar... só quero sentar-me no sofá (de preferência agarradinha, o que também tem sido difícil) e tentar não pensar que no dia seguinte tudo recomeça. Por isso é que eu digo: tardes como a de hoje em que, enquanto a Matilde dormia, eu pude saborear esta luz que me inundava a sala e dormir uma boa sesta, não deveriam acabar nunca.

4 feelings:

aVidaDaCastanha - Cláudia disse...

Na minha casa também bate o sol na sala a tarde toda!!
Como eu te compreendo:)
As tarde no sofá são óptimas pena é serem tão poucas!!
Boa Semana minha querida ;)



Raquel Úria disse...

Todos os fins-de-semana tenho vontade de clicar no botão "pause". Aproveita cada bocadinho!

Essa manta... ♥



luarte disse...

Tão bom a partilha desse bocadinho de luz e bocadinho do vosso espaço iluminado e inundado do calor da mesma.
Aqui soube a conforto :)
Beijinhos



Dama das Camélias disse...

Imagino a tua canseira.... espero que consigas mais tarde assim.

Matilde era um dos nomes pensados para a minha filha ;p)

Beijinhos



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