30 de junho de 2010

Antoine de Saint-Exupéry

Se estivesse vivo, teria comemorado ontem 110 anos, disse-me o Google. Dele, li apenas um livro, há muito tempo: O Principezinho. Gostei muito.

"- Que significa 'cativar'?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu, disse a raposa. Significa 'criar laços'...
(...)
A raposa calou-se e olhou por muito tempo para o principezinho.
- Cativa-me, por favor, disse ela.
- Tenho muito gosto, respondeu o principezinho, mas falta-me tempo. Preciso de descobrir amigos e conhecer outras coisas.
- Só se conhecem as coisas que se cativam, disse a raposa. Os Homens já não têm tempo para tomar conhecimento de nada. Compram coisas feitas aos mercadores. Mas como não existem mercadores de amigos, os Homens já não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me.
- Como é que hei-de fazer? disse o principezinho.
- Tens de ter muita paciência, respondeu a raposa. Primeiro, sentas-te um pouco afastado de mim, assim, na relva. Eu olho para ti pelo rabinho do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, de dia para dia, podes sentar-te cada vez mais perto...
(...)
- Vou dizer-te o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos."

in. “O Principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry

1 feelings:

Lua disse...

Tambéi dorei o Principezinho. Tanto que de vez em quando releio só para me deliciar outra vez. Ando a ouvi-lo lido por um certo Sol em espanhol. :)



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