Lilypie Third Birthday tickers
Lilypie First Birthday tickers


17 de maio de 2010

Vamos combinar o seguinte:

Cada um de vocês dá um prato, pode ser? Com jeitinho, consigo ter o serviço completo! É que vocês não sabem, mas há anos (sim) que eu namoro este serviço, a imitar os lenços dos namorados. Sou completamente apaixonada. Nos dois Modelos que existem perto de minha casa já não existe e, triste como tudo, eu até já me tinha conformado que não o voltaria a encontrar até que no Sábado passado, descobri que cá em cima ainda há! Imensos!! Aqui estão os pratos rasos, de sopa e de sobremesa (tão lindos!) e as chávenas de café. Faltam as chávenas de chá (que também lá estavam), a saladeira e a travessa (que sei que existem mas não reparei se havia).
E pronto, fica o desabafo e os preços também, sim? Qualquer coisinha é só pedir que eu dou a morada para o envio! :)

LOL

Do parto.

(dia 17 às 19h, uma hora depois de iniciarem a indução, com a dose mínima)

Há dois meses atrás estava eu a entrar em trabalho de parto. Eu, que toda a gravidez me fartei de repetir que as semanas estavam a passar demasiado depressa, tive que aguentar até às 41 semanas, de castigo. Aprendi a lição: não volto a desejar que o tempo ande devagarinho. Se as últimas semanas da gravidez já são penosas, a 41ª é mil vezes pior. Sobretudo numa primeira gravidez, eu acho. A ansiedade de não fazer a mínima ideia do que me esperava, aliada à ansiedade de não saber quando tudo iria começar... Para não falar da chuva de telefonemas e sms que, embora eu soubesse que eram por toda a gente estar ansiosa por conhecer a Matilde, só me punham ainda mais nervosa, por repetir a mesma coisa vezes sem conta: "Pois, ela não quer nascer, vamos ver se é amanhã, depois avisamos!" :)
No dia 16 de Março, com quase 41 semanas, saí de casa convencida que já não voltava. Enganei-me. A médica achou por bem esperar mais um dia para fazer a indução, para completar as 41 semanas... E assim que eu percebi que ainda não era daquela, vieram-me as lágrimas aos olhos, só de pensar que ainda teria que esperar mais um dia.

O meu maior medo era ter um parto muito prolongado. Imaginava-me 24h em trabalho de parto e tremia. No final, acabou por ser tudo tão rápido! Dou graças pela hora pequenina que tive. Comecei a ter dores às 22h30 e às 3h26 da madrugada ela estava cá fora. Fiz a dilatação tão rápido que a enfermeira dizia que eu parecia um foguete (lol). De todas as vezes que viram a dilatação, fui eu a pedir. Tanto que já ela estava prontinha para nascer e ainda não tinham dado conta. Deveria ter ido para a sala de partos com 3 dedos (eu estava no internamento, a indução poderia demorar até 48h) e já passava dos 4. E foi tudo tão rápido que por pouco não me davam epidural: a anestesista estava numa cesariana e incrivelmente, numa maternidade tão grande, só havia uma. Aos 6 dedos de dilatação as dores eram tantas que eu só gemia e pensava que se a dor não aliviasse não seria capaz. E logo a seguir pensava: "Agora não há volta atrás, vai mesmo ter que ser... estou lixada." Mesmo assim, tal e qual. O Bruno estava ao meu lado e nem sabia o que me havia de fazer. Acho que naquela hora só queria fugir :) Eu só dizia para ele não falar e para puxar as fitas do ctg, que me apertavam as costas e me faziam doer como se não houvesse amanhã. Para completar, só conseguiam ouvir o coração da Matilde se eu estivesse de barriga para cima, o que ainda era mais tortura. Eu só queria mesmo era estar de lado.

Depois de muitas muitas dores, chegou a minha salvação, uma anestesista estúpida como tudo. Eu só não a mandei àquela parte porque ela tinha a minha epiduralzinha do coração e naquele momento era a pessoa mais importante daquela sala... Mas para terem uma ideia, quando ela chegou eu perguntei "Já é a anestesia?" ao que ela me respondeu, com tom de desprezo "Eu não sou a anestesia, sou anestesista!"... Enfim. Assim que ela me deu a anestesia... foi o paraíso. Passado um pouco o Bruno voltou a entrar e estivemos na conversa até as dores começarem a apertar outra vez e a ter muita vontade de fazer força. Pedi para verem se já não estava na hora et voilá, a Matilde nasceu. Não sem antes ouvir o barulhinho sinistro da tesoura a cortar... mas no meio de tanta dor eu já só pensava: "Cortem, cortem, que assim é mais rápido." No exacto instante em que ela saiu, todas as dores desapareceram. Um alívio do tamanho do mundo e a minha bebé finalmente nos braços!

Foi há dois meses :)

16 de maio de 2010

Ainda eu não tinha saído da maternidade...

...e já o cocó, os arrotos e os puns tinham uma nova importância na minha vida. Devo dizer que todos eles, tadinhos, são bastante subestimados. Experimentem ter uma criança que não arrota depois de mamar, não dá puns e não faz cocó durante um dia inteiro e vão desejar por tudo, que ela faça isso rapidinho e em grande quantidade. Vão desejar que ela faça cocós até ao pescoço e vão sentir-se as pessoas mais felizes do mundo enquanto estiverem a mudar-lhes a fralda (e não só). Eu falo por mim. Desde que nasceu, devem contar-se pelos dedos de uma mão as vezes que a Matilde fez cocó sozinha. De resto, tem que ser com estimulação ou só mesmo com o bebegel. Já agora, quero deixar aqui o meu agradecimento ao iluminado ou iluminada que inventou o bebegel. É que se não recebeu um prémio, devia. E se alguém não concorda comigo é porque nunca passou uma noite em claro, com um bebé a gritar e a espernear nos braços. É que às vezes ela fica mesmo aflita. É capaz de passar uma manhã inteira a puxar, a puxar... e nada.



Assim sendo, momentos como este, são de pura felicidade (eu sei, é ridículo, mas é verdade) e a minha voz de incredulidade diz tudo :) é que eu já nem me lembro da última vez que ela fez cocó sem ajuda. Pronto, este era para ser um vídeo sobre como a minha filha pensa que já fala, mas acabou por ser O vídeo em que a minha filha faz cocó sozinha. E sim, este blogue agora fala de cocós e coisas parecidas. É a vida.

PS. A piolhinha ainda nem tem dois meses e já fala como gente grande :) É tão bom conversar com esta filhinha boa!

Já estamos no Porto...

...e eu, não consigo explicar o quão feliz sou aqui. Falta-me um pedaço de mim, é certo... mas aqui até o ar que se respira me enche o ♥. É tão bom calcorrear estas ruas que conheço tão bem ou conduzir por sítios que me são tão familiares como a minha imagem no espelho. Não consigo explicar como fico contente pelo simples facto de ver passar na rua caras conhecidas, ainda que sejam apenas de clientes dos tempos em que eu trabalhava na pastelaria da zona. E talvez só quem já tenha, como eu, deixado a sua "terra" para ir para longe, saiba o que é procurar constantemente uma cara conhecida de cada vez que um estranho passa por nós... sem nunca encontrar. Tenho saudades, tantas saudades de viver aqui.

O meu irmão, a defender um colega da escola:

"Ó mãe, ele não é gordo! É enchido!"

11 de maio de 2010

?!

Que os miúdos escrevem axim e kom kapax, toda a xente já xabe.
A nova é eu acabar de receber uma sms do meu irmão (ke por akaxo nunka excreveu axim) a fazer-me uma pergunta e a terminar com o ponto de interrogação invertido: "Vens amanhã¿" E quando lhe pergunto o porquê de estar a escrever assim, a resposta: "É mais divertido!"

Céus. Já não bastava o acordo ortográfico, agora também somos espanhóis.
E eu estou a ficar muito cota!

Por antecipação.


Gosto das terças-feiras porque sei que no dia seguinte temos o papá por nossa conta. Ainda que não seja o dia inteiro, por haver algum assunto a tratar, é quase. Às terças-feiras sou feliz por antecipação.
No entanto, esta terça-feira teima em deixar-me um friozinho na barriga. Amanhã continua a ser quarta, é certo. Mas no dia seguinte esse mesmo papá vai para fora em trabalho por mais de duas semanas. E a essas duas semanas seguem-se (com apenas um ou dois dias de intervalo) mais duas. Na melhor das hipóteses, que é como quem diz, se a Selecção Nacional perder.
Faltam menos de 48h. E em vez de estar a saborear este final de dia de terça-feira, estou triste. Por antecipação.

Credo.


Como é que há quem tenha tempo, assunto e imaginação para escrever num blogue 6 (seis) posts por dia, quase todos os dias? Hum??

Ultimamente ando muito crítica, não ando? Cala-te boca.

10 de maio de 2010

Temos finalmente...


...um aspirador daqueles que aspiram. É que o antigo, tadinho, mais parecia uma mopa, só arrastava o cotão. E devo dizer que estou fascinada. É incrível como um aspirador (que funciona) pode fazer alguém tão feliz.

Cozinhar VIII


Bolo 5 minutos
5 minutos para fazer, 5 minutos para comer.

also known as

Bolo Absolutamente
Absolutamente rápido, absolutamente delicioso, absolutamente calórico.
Absolutamente o melhor bolo de chocolate que eu alguma vez fiz e comi.

Ingredientes
3 ovos inteiros
3 chávenas de farinha
3 chávenas de açúcar
3 chávenas de chocolate em pó (eu uso um pacote de cacau magro continente)
2 chávenas de leite
1 chávena de óleo

Juntar. Bater. Forma. Forno. Desenformar. Comer. Ginásio.

Post à la FB.

Débora não acha piada que as mães tratem os filhos por A. B. C. D. E. e F. nos seus blogs e comentários.
[sobretudo quando]
Débora e toda a gente sabe que os filhos são a Ana, o Bruno, a Clara, o David e a Francisca.
Débora também não tem que achar piada.
[porque sinceramente]
Débora não tem nada a ver com isso.
Débora também não percebe porque as mães depois de serem mães deixam de ser pessoas e de ter nome e passam a ser "a mãe do F. e da C."
Débora tem a mania.

Agora a sério:

Quem são as alminhas que desenham os soutiens de amamentação que existem por este mundo fora?? Não, é que eu não consigo imaginar peça mais horrorosa do que esta. Logo eu, que adoro roupa interior gira e fofinha e cutxi-cutxi! Já não basta uma recém mamã ter que se habituar às novas rotinas, às modificações do seu corpo... 'bora lá vestir um soutien de amamentação para te sentires uma mulher de 1800 e carqueja! Já repararam bem naquelas alças? Dão 3 dos que eu costumo usar! Estou a pensar seriamente em criar uma marca de soutiens de amamentação fashion. Acredito que conseguia fazer melhor que isto... também não ia ser difícil! Humpf.

Um dos 3 exemplares que tenho.
Não quero nem preciso de mais pelamordedeus, muitóbrigada, dou os meus a quem os quiser, sim?
Cá entre nós, que ninguém nos ouve, não há coisinha mais sexy que tirar a camisola e ter uma coisa destas por baixo! A sério! Não sou amiguinha? :)

7 de maio de 2010

E por falar em refeições...



...este vídeo diz tudo*. Cá em casa ainda só somos dois à mesa, mas já é um dos momentos do dia que eu mais gosto. Mesmo quando ele chega tarde, quase sempre espero para jantarmos juntos. Acho essencial esse bocadinho de tempo em que falamos do dia que está a terminar. E tão bom.

*só é pena ter ali a publicidadezinha ao Knorr no final... mas tudo bem :)

6 de maio de 2010

Planear as refeições

Há muito tempo que dizia para mim mesma que tinha que começar a planear as refeições a cada semana. Há muito tempo, que é como quem diz há quase dois anos (que foi quando comecei a ter que cozinhar), para ser mais exacta. Era daquelas coisas em pensava, pensava mas deixava andar. Por pura preguiça e esquecimento, porque só traz vantagens: Não tenho que dar voltas à cabeça de cada vez que chega a hora de preparar uma refeição. É mais fácil de fazer as compras, porque sei o que vou precisar para a próxima semana e também posso comprar mais legumes e vegetais sem medo que se estraguem. Não tenho que inventar (o que até não é mau de todo, mas às vezes chateia) porque me faltam os cogumelos ou porque a carne ou o peixe ainda estão por descongelar. E o melhor de tudo: permite optar por refeições mais saudáveis e ter uma semana mais equilibrada. Resumindo, poupa-se paciência, tempo, dinheiro e saúde.

Ontem decidi fazer uma tabela, qualquer coisa gira, para imprimir, plastificar e pendurar no frigorífico. A ideia era escrever com uma caneta de acetato, todas as semanas, e apagar facilmente. Pus-me à procura de ideias, mas tudo o que encontrava era assim um bocadinho para o deslavado e incluía o pequeno-almoço, almoço, lanches e jantar... e eu procurava algo mais básico, só para uma refeição (que eu sou fã de cozinhar para duas vezes, até porque ele leva almoço/jantar muitas vezes e assim também escuso de cozinhar só para mim). Encontrei alguns giros, como este e este, mas ainda assim... Quando estava a começar a fazer um ao meu gosto, encontrei este:

E achei tão giro! Quando me pus a ler, vi que alguém vendia no Etsy estes modelos em pdf e pensei: Óbvio, se é giro tinha que ser pago. E deduzi que a imagem não teria resolução suficiente para imprimir em A4 quando de repente... tchanan! Afinal este estava a ser oferecido! :) Por isso e porque eu sou muito querida (cof cof), basta clicar na imagem, guardar no vosso computador, imprimir, plastificar et voilá! O site sugere que seja colocado nesta moldura do IKEA, eu acho mais prático assim. Não ficou tão giro no meu nosso frigorífico?

Esta foi a parte engraçada da coisa, agora falta passar da teoria à prática, que isto não é só para enfeitar!

4 de maio de 2010

Ora nem mais.

Este post não é meu, mas até podia ser. É que concordo plenamente!

Cozinhados...

...coloridos, sempre que possível. Gosto (gostamos) tanto!

h3

Já andava curiosa há algum tempo. Por isso, no Sábado passado decidimos ir ao Fórum Montijo experimentar os famosos hambúrgueres gourmet.

Eu comi o benedict com arroz, ele o cheese com batata frita.
Não gostámos nada. Nadinha.

2 de maio de 2010

O primeiro...

...Dia da Mãe. É tão bom!
Com direito a miminho e bilhetinho da Matilde. Tão precoce a minha filha :)

1 de maio de 2010

♥

Somos daquelas pessoas que dão valor a pequenas (grandes) coisas. Como estar deitados na relva a ver o pôr-do-sol e a ouvir os passarinhos a cantar. Como dormir a sesta debaixo de um salgueiro, a ouvir o rio a correr e a sentir o solinho a bater na cara. Como bocadinhos de silêncio, que não nos incomodam absolutamente nada.


É tão bom perder-mo-nos nos pensamentos, com quem amamos ao nosso lado.

29 de abril de 2010

Cozinhar VII

Feijoada de Camarão
(já disse que sou fã de coentros?)

Ando numa de revisitar estas receitas. Ao almoço foi esta, logo será açorda de bacalhau (já estou a salivar só de pensar nos ovinhos escalfados) e amanhã vou fazer a lasanha da horta, que não faço há tanto tempo. Entretanto, acabei finalmente de ver este filme...

... e tenho a dizer que só me apetece fechar-me na cozinha. Ah pois.

25 de abril de 2010

A propósito...

...a minha filha linda (e maravilhosa e tudo e tudo e tudo) já tem um mês (e picos).
E nós, somos mais felizes desde que somos 3. Oié!

Como enganar uma criança.


Depois de estar há uma hora a andar de uma ponta da casa para a outra (longa distância de 10 passos) para pôr a chucha na boca da Matilde, ficar a segurar até ela adormecer (30 segundos), vir embora e ouvi-la a chorar passados 5 minutos, tive uma ideia maravilhosa. Meti-lhe a chucha pela vigésima vez, peguei na minha almofada e encostei-lha ao nariz - faz de conta que estou aqui. Remédio santo. Ou foi uma grande coincidência, ou a miúda é pequenina mas já tem manha! Temos pena, filha.

1-0, ganho eu.

24 de abril de 2010

11 anos

Faz hoje 11 anos que me tornei irmã. Lembro-me perfeitamente de estar com o meu pai no Hospital, à espera, de ver uma enfermeira passar com um bebé e de gritar "É este! É este!". Peguei-lhe primeiro até que o meu pai. Soube imediatamente que era ele, assim que vi o fatinho que vestia. Nas últimas semanas, ansiosa que ele nascesse, passava os dias a abrir e fechar as gavetas e a olhar para as roupinhas.
Fui filha única durante 13 anos e sentia-me a pessoa mais infeliz do mundo. Os meus pais queriam ter mais filhos, mas estavam à espera pela altura certa, à espera de ter a vida mais estabilizada. E enquanto esperaram, passaram 13 anos. Eu sonhava imensas vezes que a minha mãe estava grávida (tal como há um ano atrás sonhava imensas vezes que eu estava grávida) e adormecia outras tantas a chorar, porque não tinha um irmão. E quando já não sabia mais que argumento usar para os convencer, comecei a dizer que nunca na vida eu ia ser tia e ter sobrinhos a sério, porque não tinha nenhum irmão. Veio ao fim de 13 anos, mas veio e é, como lhe costumava dizer, o amor da minha vida.


É muito triste crescer sem irmãos. E eu sei que há filhos únicos que são felizes e não gostam que se diga isto, mas isso é porque nunca conheceram outra vida. Ter irmãos com quem partilhar momentos e histórias é das melhores coisas do mundo.

Parabéns maninho, um dia muito feliz!

22 de abril de 2010

22 de Abril

Faz hoje um ano que acabei o meu curso, que 5 dos melhores anos da minha vida chegaram ao fim. Tanto e tão pouco ao mesmo tempo! Tanto porque passou a voar, tão pouco porque num ano aconteceu tanta coisa! Há um ano atrás imaginava-me a casar por esta altura e a engravidar uns meses depois. Afinal de contas, já tenho uma filhinha maravilhosa nos braços! :) A vida continua a surpreender-me, a cada dia, com as suas voltas e reviravoltas. A minha, em especial, é feita de inesperados. Que seja sempre assim, uma aventura como tem sido, que nós cá não queremos monotonias! :)

Um ano... bolas!

Cozinhar VI

Agora é que eu vejo, só 6 posts sobre paparocas, neste tempo todo?? Tenho que actualizar aqui o estaminé.

Bolo de maçã, laranja e canela.

Supostamente era com vinho do Porto (que eu julgava que ainda tinha) mas levou sumo de laranja. Já dizia o ditado: Quem não tem vinho do Porto, faz bolos com sumo de laranja. Não é bem assim, mas podia ser. São servidos? :)

21 de abril de 2010

Jardinar - uma tentativa.

Gosto muito de flores, mas nunca tive grande jeito para estas coisas. E o grande motivo, agora que penso nisto, deve ser a jardinagem implicar mexer em terra. É que a terra tem bichos e eu tenho fobia a tudo o que é bicharada. Logo, tenho assim a modos que um certo respeito à terra e ao que está nela e me pode aparecer/tocar/saltar/ferrar a qualquer momento. Lembro-me de já ter plantado tulipas e um jacinto, que tinha um cheirinho maravilhoso e perfumava a casa toda, mas acabaram por morrer.

Desta vez, ele não me trouxe chocolates. Como não podia deixar de ser, da Festa da Flor, veio uma estrelícia, uma das flores típicas da Madeira. Ou melhor, veio um projecto de estrelícia. E lá fui eu, moça prendada, comprar um vasinho e um saco de terra e meti mãos à obra. Fiquei com terra até na cara e a minha cozinha com terra espalhada por todo o lado, mas após algumas tentativas lá consegui meter a planta dentro do vaso, mais ou menos a meio. Não parece, mas a sério que isto tem que se lhe diga. E eu sou muito entendida nestas coisas. Tanto, que vi a raiz da plantinha pensei: "Olha, que engraçado, isto tem aqui uma coisa de plástico, terá água?..." :) Missão cumprida, vá lá. Daqui a um ano, mais coisa menos coisa, terei a minha estrelícia. Pelo menos, assim espero!

19 de abril de 2010

As (tristes) novas famílias.

Sou filha de pais separados e o Bruno também. Tenho um irmão menor que vive com a minha mãe e passa um fim-de-semana no meu pai de 15 em 15 dias. Os Natais e as passagens de ano são alternados. O mesmo para a Páscoa e aniversários. E mais 1001 coisas, tudo escrito num acordo que nem sempre é lido e/ou cumprido.
A Matilde tem os 2 avôs e as 2 avós, um em cada lado. E se alternarmos as festas para podermos estar um ano em casa de cada um, só poderemos estar com cada um deles de 4 em 4 anos. E se vou ao Porto, tenho de organizar muito bem o meu tempo, estabelecer prioridades e tentar agradar a gregos e troianos. E quando há zangas e problemas, um liga de um lado, outro liga do outro. Porque ela é que tem culpa, porque ele é que fez assim e assado. E tenho que tentar ver o lado da razão o que implica que um deles vai ficar chateado. Porque quando acabei o curso a minha mãe não foi almoçar comigo para não se verem. Porque quando a Matilde nasceu, ainda eu estava na maternidade e queriam que eu decidisse quem iria ter em casa para me visitar. Porque não se queriam cruzar. Como se eu tivesse alguma coisa a ver com isso, ou paciência para resolver o assunto. Que se entendam e não me chateiem, é o que me apetece dizer. E pergunto-me como será em festas futuras. Os "adultos" são piores que as crianças.

Isto é tudo uma grande trapalhada. E não me venham dizer que as crianças entendem, que para eles é tudo normal, que estão mais que habituados. Se a mim me faz confusão, se me custam certas situações, se sofro em certos momentos... numa criança tudo isto deve ser a dobrar ou triplicar. E sabe Deus as vezes que eu já chorei por saber que o meu irmão não teve nem vai ter metade do que eu tive. E que não presenciou os momentos de felicidade que eu presenciei. E que nunca vai olhar para os dois juntos e felizes com admiração e acreditar (como eu acreditava) que os pais se amam a sério e que são os mais felizes do mundo e arredores.
Aquilo que eu mais desejo para a minha vida não tem a ver com realização profissional ou com o ter uma grande moradia ao pé da praia, com piscina e uns 10 empregados. Não tem a ver com roupas caras, sapatos xpto e maquilhagem. Nem tampouco com viagens pelo mundo fora, sem ter nada que me prenda a casa. O sonho que eu mais gostava de realizar, era o velho cliché: os dois velhinhos (ainda felizes, ainda apaixonados), lado a lado, a ver o pôr-do-sol com um rancho de filhos, netos e bisnetos. O que eu menos quero é que a Matilde cresça com o coração dividido, e viva como se fosse uma bolinha de ping-pong. Não sei se é o que vai acontecer e sei que é o que quase todos sonham e muito poucos realizam. Mas acredito que pode ser possível, se se quiser com muita, muita força.

16 de abril de 2010

Retiro o que disse...

...aqui. Alguém me pare, por favor!

Vai fazer 4 anos...

...que a conheci. E não gostei nada dela, nem ela de mim. E vai fazer 4 anos que tivemos uma semana de júniores fantástica aqui. E a primeira impressão desapareceu e ficámos amigas. Passaram tão rápido estes 4 anos e já aconteceu tanta coisa... parece que foi ontem.
Passaram uns meses e ela foi ao Porto visitar. Foram dias fantásticos, rimos, confidenciamos, parvamos e passeamos pela Invicta até termos bolhas até nas bolhas. Já nessa altura, ela andava de câmara atrás. Uma Olympus pequenina que muito sofria naquelas mãos. Eu virava a cara e quando olhava lá estava ela 'click' a tudo e mais alguma coisa.


Já lá vão 4 anos. Hoje esta amiga é uma grande fotógrafa. Pelo menos para mim. E até pode ainda não ser conhecida nacional e internacionalmente (lol) mas para lá caminha.

Este é o site dela. Agora vão ver e babem muito. O contacto e os preços das sessões estão lá. Acreditem que vale a pena ter um bocadinho da vossa vida pela lente da câmara da Selma. Eu e a Matilde já tivemos esse prazer.

13 de abril de 2010

Mafia de saltos altos!

Tias babadas e 300km feitos em pulgas, dias depois de a Matilde nascer.

12 de abril de 2010

Sorrisinhos bons... enquanto dorme.

Há lá coisa melhor que isto??

Ela dorme e eu fico a olhar para ela tempos infinitos. Aquela pergunta "como é que ela é tão linda e estava dentro da minha barriga?..." repete-se vezes sem conta na minha cabeça. Depois digo que durmo pouco e que não tenho tempo. Claro! :)

11 de abril de 2010

Slingar...

...é tão, tão bom!

Depois de algumas tentativas, lá consegui apanhar-lhe o jeito. Puxa daqui, puxa dali e consegui enfiá-la lá dentro. A parte má é que dei comigo toda vomitada (o que também já não é de estranhar nos dias que correm) e vai daí, desaconselho (a quem interessar) slingar pela primeira vez depois de a criança ter mamado! :P

Na sexta feira decidi ir dar uma voltinha com ela na rua e devo dizer que nunca me senti tão observada... Ouvia comentários como "olha, é à moda antiga" (lol), sentia as pessoas a passar por mim e a olhar e cheguei mesmo a ser abordada por uma rapariga em êxtase que me perguntou como é que se chamava e onde é que podia comprar um. Foi giro de se ver :)

10 de abril de 2010

No dia 18 de Março de 2010...


...nasceu a Matilde! :)

E a nossa vida nunca mais foi a mesma... agora é muito melhor!

Estava a gostar do bem bom e não queria vir, mas teve que ser :) Fui internada às 16h de quarta-feira, começaram a indução do parto às 18h, às 22h30 começaram as dores e às 3h26 de quinta-feira a nossa filhinha linda vinha para os meus braços. No meio de tantas fotografias lindas que temos, este é um momento que nunca vou esquecer. A sensação de a ter aninhada no meu peito, de olhos arregalados e muito quietinha e caladinha. O descobrir quão linda era (e é!) e tentar entender como é que uma coisa tão perfeitinha esteve dentro da minha barriga durante 9 meses. O perceber que tudo o que me tinham dito até então era absolutamente verdade. Todas as dores desaparecem num segundo, assim que ouvimos um choro, assim que vemos um corpinho minúsculo a vir na nossa direcção. Uma filhinha, somos papás! :)

15 de março de 2010

À nossa porta...



...a Primavera já espreita :)

13 de março de 2010

Eu sou do tempo... #4



...do Rei Leão!

Hakuna Matata! :)

E quando fico mais ansiosa por o dia 10 já ter passado...

...ponho-me no lugar desta mãe e percebo o quão parva sou.

"I don't know how to be a good mother to a baby who I can only see a few hours a day. And I don't know how to cope with knowing that sometimes she lays there awake in her crib with no one to interact with her because there are other babies to feed and care for."

Deve doer tanto, tanto.

12 de março de 2010

37 semanas, aos olhos da Selma :)

Ser fotografada não é propriamente algo que aprecie. Gosto obviamente de ter fotografias minhas mas poses e sorrisos, ao fim de 5 minutos, começam a deixar qualquer um desconfortável. Com a Selma foi tudo muito espontâneo e natural e a maioria das fotos "distraída" são de facto distraída, descontraída, sem grande pressão por ter uma objectiva apontada à minha cara (e à minha barriga). E isso foi tão bom! Sem contar com o romantismo que está presente em todas as suas fotografias. Como diz o meu namorado, "as mulheres vêm as coisas com outros olhos, têm uma sensibilidade diferente para a fotografia".



A Selma é uma dessas mulheres :)

Mais fotografias aqui, no cantinho dela.

11 de março de 2010

É oficial:

Passámos da validade.

Matildezinha, eu sei que era muito giro nasceres no Dia do Pai. E também concordo que seria mais poético chegares com a Primavera... mas lamento. É que só pagaste a renda até ontem... e só te damos mais uma semana para arrumares as tuas coisinhas. Por isso aproveita o solinho que se faz sentir e anda cá para fora que está toda a gente à tua espera, sim? :)

9 de março de 2010

Precisar

1. calcular ou indicar de modo preciso; determinar; explicitar; particularizar

2.
ter precisão de; necessitar de; carecer de

Não se trata de querer, percebem?


Eu PRECISO de aprender a fazer estas coisas.

Alguém conhece cursos (pequenos e baratos, se possível)? Um workshop não me parece suficiente para quem tem tão pouca experiência quanto eu... E já agora, alguém alinha a ir comigo?? =)

Chegou!! :)



Tanto o cobicei, que me foi oferecido :) É lindo ou não é? Por aqui vou (vamos!) treinando, enquanto a Matilde não chega.

Obrigada pelas opiniões! A minha indecisão incluía tudo o que disseram, o dar para um futuro menino, o combinar com o máximo de roupa possível, o ser alegre e colorido... daí ter colocado os três. Mas no fundo, no fundo, sempre gostei mais deste e foi o que acabei por escolher :)

8 de março de 2010

Disseram-me para ir...

...e eu fui.

Saí de casa determinada a andar, a andar muito. Desde a semana passada que ando para ir dar umas voltas, a ver se a coisa acelera, mas a falta de companhia e este tempo que até irrita não têm ajudado. Eram 16h10 e chuviscava. Saí de casa e ri-me para a chuva: pensas que hoje eu não vou, estás enganadinha! [Que uma pessoa chega a um ponto e começa a falar sozinha: com a chuva, com o fogão, é uma verdade...] Munida de guarda-chuva e com uma garrafa de água na mala, meti pés ao caminho, decidida a ir pelo menos aos correios e ao supermercado. Quando saí dos correios já quase podia jurar que não estava assim tanto vento mas foi quando já ia a meio do caminho para o supermercado que a coisa complicou. Agora já estou aqui, pensei eu, não vou voltar para trás.

E pronto. Não vale a pena entrar em mais detalhes, já se adivinha como é que eu cheguei a casa. É que quando se vai a pé para algum lado, há uma parte da coisa que muitas vezes nos passa ao lado: é aquela parte em que temos que voltar... a pé.
Cheguei a casa às 18h10 (duas horas depois, e acreditem que eu tenho o passo rápido) molhadinha até aos ossos. Mala num ombro, guarda-chuva numa mão, 3 sacos na outra e a andar de pernas abertas, a tentar que as calças não me caíssem pelo rabo abaixo, tal era o peso da água. Até me podiam ter rebentado as águas naquele momento, que eu não conseguiria ficar mais molhada. E enquanto vinha para casa, a sentir as pernas a fraquejar e a barriga apertadinha, eu só pensava: Oupa Matilde (ler com pronúncia do norte), toca a sair daí, que desta semana não passas.

Amanhã, vou outra vez. Nem que seja de galochas.

Do ter.

Posso não ter muitas coisas, mas tenho o mais importante. Tenho a melhor mãe do mundo, tenho o melhor namorado do mundo, tenho a melhor filha do mundo na barriga (pelo menos até virem os irmãos) e tenho as melhores amigas do mundo.

Estas amigas são daquelas que sabemos que vão lá estar, independentemente de tudo o que aconteça. Com quem nos podemos até chatear, mas que no minuto seguinte já está tudo bem outra vez. Conheci-as na faculdade e passamos 4 anos inteirinhos juntas. Partilhamos a praxe, as imposições, as queimas das fitas, os cortejos. Umas vezes mais sóbrias que outras, é certo. Fizemos jantaradas, dormimos juntas vezes sem conta. Partilhámos anseios, dúvidas e muitas épocas de exames. Partilhámos aniversários, jantares de Natal, troquinhas de presentes e conversas só nossas, muito nossas. Todas essas coisas pirosas que as miúdas fazem e muito mais. Quando chegámos ao fim do curso, estivemos todas na praça dos Leões a meio da noite para rasgar as capas umas das outras. Na minha eu sei exactamente que rasgão foi feito por quem. Quando chegou a hora do estágio, decidimos que teríamos de arranjar uma forma de nos mantermos em contacto, apesar da distância, e criámos um blogue. Um blogue privado ao qual só nós temos acesso. Onde escrevemos sobre tudo, desde tristezas e desabafos a parvoíces e banalidades. E se no início eu cheguei a pensar que seria apenas enquanto era novidade, hoje olho para o histórico e percebo que já existe desde 2008 e eu nem dei conta do tempo passar. Sou a que está mais longe das outras mas ainda assim, sinto que estão sempre presentes. Têm vibrado com a "nossa" primeira gravidez e auto-intitulam-se de tias babadas, com toda a razão. Nestes dias, vivem ansiosas por conhecer a Matilde, tal como eu, ansiosas por se meterem num comboio e por a ter nos braços. Sabemos umas das outras como se estivéssemos juntas todos os dias. E quanto de facto nos encontramos e trocamos abraços, eu sei que está tudo na mesma... e fico feliz.

Tenho as melhores amigas do mundo, já disse?
E, se Deus quiser, há-de ser para o resto da vida.

Ah, e já agora, Feliz Dia da Mulher para nós todas! :)

7 de março de 2010

Procrastinação.

Li, há dias, este post. Não percebi de que se tratava e escrevi, num post-it mental: ver significado. Passaram-se dias e hoje voltei lá, ainda sem saber o que raio aquilo quereria dizer. É que a minha vida é feita de post-its (mentais ou não) por concretizar. Não fui logo procurar o significado (que o google é uma ferramenta muito complicada de utilizar), primeiro decidi ler os comentários. Como continuei sem perceber, tentei visualizar o filme que uma das leitoras referia, acerca do assunto. E só quando percebi que não iria ver filme nenhum, uma vez que ele já não existia, é que me dei ao trabalho de ir pesquisar.

Surpresa das surpresas: sou uma procrastinadora. E a coisa é grave.

Eu sou do tempo... #3

...em que todos vibravam com o Festival Eurovisão da Canção. Destas vou lembrar-me até ser velhinha.


1992
Dina - Amor d'água fresca


1993
Anabela - A Cidade até ser dia


1994
Sara Tavares - Chamar a música

6 de março de 2010

Preciosidades.

 

Foi a minha mãe que a fez e para mim é absolutamente linda. É da Matilde e se depender de mim, um dia há-de embrulhar também os bebés dela. Só me falta babar de cada vez que olho :)

4 de março de 2010

Eu sou do tempo... #2

...das gorila!!

Tirando a parte em que ficam duras como calhaus ao fim de 5 minutos, eram as melhores chiclas (ou pastilhas, para as gentes do sul) do mundo!

Quantos?

A barra ali em cima diz que faltam 6 dias. Pois. Mas quem manda mesmo é ela e eu ando num estado que nem sei. Ontem, na maternidade, ouço um "uuuuiiii, isto ainda está muito fechado, tem que caminhar muito muito, para ver se aceleramos a coisa" seguindo-se as palavras "provocar" e "parto" na mesma frase. E que o fazem às 41 semanas, que é quando ainda estar na barriga traz mais riscos que benefícios. E eu tenho a minha cabeça a andar à roda. Esta noite foi das piores que tive nos últimos tempos. Dores no corpo todo, pesadelos com dilatações, caminhadas e partos provocados. Nariz entupido e muitas dores de cabeça. Dois ben-u-ron's já marcharam. Já não basta não saber o que me espera, nem quando... E ainda por cima aqui sozinha, que as desgraças vendem muitos jornais... e mal sabemos nós que há criaturas que podem ser pais a qualquer momento (ou então não, sei lá eu) e mesmo assim se metem num avião.

Este post não faz muito sentido pois não? Nem eu, mas também não importa.

1 de março de 2010

Na minha agenda...


Março é o mês da Matilde.