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22 de fevereiro de 2013

Das hormonas.

Antes que as hormonas da gravidez se evaporem e eu venha para aqui dizer mal da minha vida, não posso deixar de partilhar que isto de estar grávida é mesmo fixe. Não reparei nestas coisas na gravidez da Matilde, mas o facto de ter lido algures (provavelmente num sítio pouco fidedigno) que as mulheres grávidas de rapazes podem ter que fazer a depilação mais vezes devido à testosterona, deve ter-me deixado mais alerta. Pois bem pessoas, devo dizer-vos que não faço a depilação nas pernas há MESES. Para ser honesta, nem me lembro quando foi a última vez, mas deve ter sido aí em Setembro/Outubro do ano passado, com lâmina. E para as mais cépticas que estão já a pensar "ui, deves estar linda, deves!" até me dei ao trabalho de fotografar as minhas pernocas para vos mostrar.


Para além da questão da depilação (que notei nas pernas e nas restantes partes do corpo), é de notar o cabelo que quase não cai (lavo a cabeça e penteio-me sem perder um único cabelinho), as unhas fortes e a pele com um aspecto que nunca teve. Até desodorizante deixei de usar nos últimos meses! Não é fascinante? Dá vontade de estar sempre grávida! :) Até acaba por ser intrigante, se pensarmos em termos "animais". Porque será que ficamos tão "bonitas"? Se já estamos a gerar uma "cria" não é suposto atrairmos o sexo oposto, ou é? Mais compreensível seria se estas alterações hormonais se dessem durante a ovulação! Mas isto já sou eu a divagar... Por isso já sabem, toca a fazer bebés que isto são só vantagens! ;)

14 de fevereiro de 2013

E foi assim!

AVISO: Post loooongo e não aconselhável a mamãs à espera do primeiro bebé ;)

O parto deste 2º bebé foi tudo aquilo que eu não estava à espera. Não o imaginei melhor nem pior, simplesmente diferente. Na verdade, tinha apenas um desejo: não estar no hospital quando tudo começasse. Apesar das dores e do cansaço, estava disposta a esperar que fosse o Gonçalo a decidir nascer. Imaginei que, nessa altura, ficaria sossegada em casa até achar que era realmente hora de ir para o hospital e que lá tudo se passaria bastante depressa. Mas nestas coisas nós pouco mandamos e tudo acabou por ser diferente.

No dia 4 de Fevereiro tivemos a que seria a última consulta no Centro de Saúde, com a nossa médica de família. O Bruno nem sequer era para ter ido comigo, mas nesse dia chegou bastante cedo a casa e fomos os 3. Quando chegou a hora de ouvir o coração do Gonçalo, percebi que algo não estava bem e a cara da médica mostrou isso mesmo. Os batimentos estavam completamente descompassados, pareciam aos soluços e fomos imediatamente recambiados para a urgência do hospital. Deixámos a Matilde com o padrinho, fomos buscar a mala just in case e seguimos. Não sei explicar muito bem o que estava a sentir. Depois de duas gravidezes sem qualquer incidente que fosse, sem qualquer motivo de preocupação, parecia que estava a ver a cena de fora e que não estava a acontecer comigo.

Quando finalmente fui atendida e examinada, tudo parecia estar bem e o coração dele batia normalmente, mas quando me ligaram ao CTG perceberam que os batimentos estavam realmente alterados (embora ficassem normais consoante a posição em que eu estava) e que eu estava já com contracções regulares, embora sem quaisquer dores. Estive ligada cerca de uma hora até que fui novamente examinada e o médico achou que a coisa se daria durante a madrugada, que o melhor era nem me ir embora. Ainda tentei argumentar, disse que voltava passadas umas horas, que não valia a pena ficar já internada, mas perante o peremptório "não quer ficar não fica, eu dou-lhe alta e volta quando quiser" e o olhar receoso da enfermeira ao meu lado como quem diz "não faça isso", contrariada, fiquei. Naquele momento percebi se seguia a única coisa que eu não queria que acontecesse: ia ficar amarrada a uma cama, ligada ao CTG e ao soro, sem poder comer nem beber, à espera. Passei a noite inteira assim, a virar-me de um lado para o outro em busca da melhor posição para ouvir correctamente os batimentos cardíacos do Gonçalo, cheia de fome e sede, frustrada e revoltada por tudo ter saído ao contrário do que eu tinha imaginado. Segundo o que me disseram, estava com quase 4 dedos de dilatação o que me dava alguma esperança de que a coisa se desenrolasse rapidamente, mas quando pela manhã o cenário permanecia inalterado comecei a ficar desesperada. A hipótese de cesariana estava inclusive em cima da mesa, caso os batimentos cardíacos dele não normalizassem e quando as duas senhoras que estavam comigo na sala de dilatação (uma já lá estava e outra tinha chegado entretanto) foram ter os seus bebés e os ouvi chorar correram-me as lágrimas pela cara abaixo, por ainda ali estar. Parece parvo, porque eu nem sequer tinha dores, mas isso ainda me angustiava mais porque só significava que ainda nem tinha começado e eu já ali estava há tantas horas.

Finalmente, a meio da manhã, os batimentos cardíacos do Gonçalo normalizaram e voltaram a acrescentar ao soro a oxitocina, que tinham parado durante a noite. Passado algum tempo fizeram a ruptura de membranas e quando cheguei aos 5 dedos de dilatação a enfermeira disse-me que avisasse quando e se quisesse a epidural. Eu ainda estava bem e as contracções eram suportáveis. Ao 297686563º toque, o espanto: afinal o colo não estava nada apagado - pararam a oxitocina e deram-me 1/4 de comprido para dissolver na boca. Depois disto, foi tudo muito rápido: as contrações começaram finalmente a apertar e chegaram as dores - entrávamos em acção. Yes! É claro que este "yes!" rapidamente passou a um "oh, f***, não acredito que me esqueci como isto era!!" :)
Pude levantar-me (vá lá) embora sempre ligada ao CTG e usar a bola (que alívio!!) que permitiu que o Gonçalo se encaixasse melhor. A dada altura as dores ficaram cada vez mais fortes, pedi a anestesia, mas tive que esperar o que me pareceu uma eternidade para que o colo do útero finalmente ficasse apagado e para que a anestesia não parasse o processo. Cada contracção era mais dolorosa e prolongada que a anterior... eu só pensava que não aguentava mais nenhuma, mas a verdade é que aguentamos!
Quando finalmente chegou a anestesista estava com 6 (sete?) dedos de dilatação (um déjà vu!) e eu já sentia uma pressão enorme, mas calei-me caladinha. Ao contrário do que aconteceu no parto da Matilde, não cheguei a ficar sem dores e a ter uns momentos de descanso... a anestesia aliviou um bocadinho mas a dor nas costas era constante e só acalmava ligeiramente quando o Bruno (que esteve sempre comigo tirando da meia-noite às 7h da manhã) fazia muita, MUITA força nessa zona. Não deve ter passado meia hora e comecei a ter vontade de fazer força - estava na hora de passar para a sala de partos.

Lá, a primeira coisa que me disseram para fazer antes de subir para a marquesa foi colocar-me de cócoras e puxar com muita força na próxima contração. Assim que o fiz, senti nitidamente o Gonçalo a descer e a cabeça a querer sair, um ardor imenso e o pânico tomou conta de mim. Lembro de dizer (gritar?), feita parva "é a cabeça, é a cabeça!" e de pensar "não, esqueçam, pára tudo, não quero, vou-me embora!!". Lol.
Deitei-me na marquesa, levantaram as grades laterais e só tive tempo de me agarrar e ouvir ao longe algumas instruções da enfermeira - outra contracção. Ainda eu me estava a preparar para mais uma, quando senti a enfermeira rodear com os dedos a cabeça do Gonçalo para permitir que ele saísse mais facilmente. As dores foram tantas que não consegui evitar um grande grito (o Bruno tem um bocadinho de filme desta parte, tenho pena que não tenha filmado tudo!) e de pensar de seguida "não vou ficar aqui no vai não vai, é agora ou nunca!". Sabia que era uma questão de segundos e que assim que ele saísse tudo terminava, por isso investi toda a força que tinha e puxei, muito muito! Ouvi a enfermeira dizer "força, é isso mesmo, boa!" o que ainda me deu mais ganas de terminar tudo de uma vez. Senti a cabeça sair, e passados alguns segundos o corpinho dele estava todo cá fora :))) Só não me apercebi que entre a cabeça e o resto fechei as pernas!!! Ups! Na verdade, tirando estes pensamentos que me iam assaltando a mente, não me lembro de grande parte do que aconteceu... estava a modos que num transe! :)

Nasceu às 14h39 do dia 5 de Fevereiro de 2013. O pai pediu para cortar o cordão umbilical (à semelhança do que aconteceu com a irmã) e o meu bebé lindo estava finalmente em cima de mim e tudo tinha terminado! Chorou só depois de um beliscão que lhe deram, enquanto a enfermeira dizia "vá, ralha com a tua mãe, que fechou as pernas e não te deixou sair!". Depois foi para a salinha do lado onde o limparam, examinaram e pesaram (Apgar 10/10, 3385g e 51cm de gente!) e o pai vestiu-lhe a sua primeira roupinha.
Ainda na sala de partos, logo depois de a enfermeira retirar a placenta e os restos que ainda estavam dentro do útero (e de me mostrar, já que não tinha visto no nascimento da Matilde e tinha ficado curiosa), comecei a pensar no que se seguiria e perguntei-lhe se o "estrago" tinha sido muito grande. A resposta dela foi a cereja no topo do bolo: "não precisa de pontos nenhuns". :)) Depois do pós-parto da Matilde, que me custou tanto durante semanas (tanto que disse várias vezes que preferia parir outra vez!), nem queria acreditar que à segunda não teria que passar por nada disso. Ainda lhe perguntei umas duas ou três vezes se ela tinha a certeza! :)
Todos foram tremendamente atenciosos desde que fui atendida até que tivemos os dois alta e fui, sem dúvida alguma, bem melhor tratada do que na MAC. Até pode ter a ver com o facto de agora o Hospital de VFX ser gerido por uma entidade privada, mas acho que não. Se eu soubesse o que sei hoje, tinha tido lá a minha filha também!

O Bruno diz que, aos olhos dele, este 2º parto custou mais e foi mais doloroso (é possível, mas eu não consigo vê-los com clareza). A verdade é que este pós-parto compensou (e está a compensar) tudo o que possa ter ficado aquém do que eu tinha imaginado. Pude desfrutar ao máximo o meu bebé desde o primeiro dia, sem ter dores para fazer tudo e mais alguma coisa... E desde o 3º ou 4º dia que a hemorragia ficou bem ligeira, ao ponto de ser possível andar apenas com um pensinho diário. É uma diferença tão abismal, que o meu desejo é que todas as mamãs pudessem ter esta oportunidade!


E foi assim :)

2 de fevereiro de 2013

Dias.



Estes dias têm sido muito bons. Sabe bem voltar a ter um bocadinho mais de tempo! Tempo para costurar só o que me apetece e quando me apetece, tempo para me sentir mais organizada, tempo para ir destralhando algumas partes da casa, tempo para cozinhar com prazer, tempo para brincar, desenhar, contar histórias, pintar e tempo para, inclusive, aguçar os lápis de cor todos, ficar com os dedos negros e ganhar duas grandes bolhas nos dedos da mão direita (mãe sofre!). Dá para perceber porque é que, apesar do cansaço e da ansiedade, eu não me importo que o Gonçalo se deixe ficar na barriga mais um bocadinho, não dá? :)

31 de janeiro de 2013

...

Eu ia escrever um post a lamentar-me do quanto estou cansada e exausta e ansiosa que esta barriga desapareça. De como cada manhã é uma tortura para me levantar, de como me doem todos os ossinhos deste meu corpinho em geral, e os da bacia em particular. De como todas as noites abro a cama a pensar "não, outra vez não". De como ontem tive consulta das 39 semanas, que afinal são 38, e de como tive uma conversa acesa com o médico porque ele é que sabe e eu é que sei e ele é que sabe e eu também tenho voto na matéria e eu sou hipertensa e eu já devia estar a parir e eu sou parva (ou quase) e eu posso ir de urgência para o hospital e depois aí quero ver quem é que manda aqui nisto tudo.

Eu ia escrever sobre estas coisas todas, mas é melhor ir ali passar aquela roupita a ferro e acabar mais umas fraldinhas de pano, que não me posso enervar, que sou hipertensa...

17 de janeiro de 2013

37 semanas...

...e (re-)começam os sonhos com partos mais ou menos atribulados e recém-nascidos que choram muito! Quero muito que o Gonçalo se aguente na barriga até às 40 semanas. Mas se não for até lá, pelo menos que espere até conseguirmos (finalmente) fazer a nossa segunda e tão aguardada sessão com a Selma. Vá lá, por favor... sim?

7 de janeiro de 2013

!

Naquela que provavelmente foi a última consulta no Centro de Saúde, a enfermeira:
"- Então e a mala, já está feita??"

Juro que não sabia se havia de rir ou de chorar! :)
Há-de estar um dia destes, espero eu! Assim que a roupa da criança estiver lavada e passada! Pelo menos (alguma) já está estendida a secar. É um progresso!... ou não?

31 dias.

 

O Gonçalo está previsto para de hoje a um mês. Se virá antes disso ou depois... só ele sabe. Como é possível desejar que o tempo voe e, ao mesmo tempo, querer que passe bem devagar? (não, a barriga não é minha, mas achei a imagem tão linda que não resisti!)

30 de dezembro de 2012

Às 34 semanas da segunda gravidez...

34 semanas e 2kg de Gonçalo :)

...descubro o que são afinal as tais contracções de Braxton-Hicks. Na gravidez da Matilde cheguei a sentir-me ridícula por, às 40 semanas, me perguntarem se já tinha tido alguma contracção e eu não saber dizer se sim ou não, quer fosse de preparação ou mesmo à séria. De facto, não doem nada, mas são sem dúvida contracções - dificultam-me a respiração e a minha barriga fica dura como pedra.
Ao mesmo tempo que sei que este facto não significa nada, não consigo deixar de pensar que este bebé, ao contrário da irmã, não se deixará ficar para depois da data prevista. Algo me diz que vai ser mais despachado! A ver vamos.

27 de novembro de 2012

keep it simple

Ter um (segundo) bebé nos dias de hoje não precisa de ser um bicho de sete cabeças. Não se o que é realmente importante para nós é O bebé e não tudo o que é palpável e costuma vir associado a ele, sejam os 1001 acessórios, seja um quarto em que se gastou uma fortuna a decorar, sejam as aparências, porque queremos tudo o que é do bom e do melhor, mesmo que isso não tenha a mínima importância para que ele cresça saudável e feliz. No fundo, dizia alguém por estes dias e eu não posso estar mais de acordo, um bebé precisa de roupa lavada, colo e muita maminha (sendo que, para esta última parte, também é preciso querer muito).


Há umas semanas, deliciei-me a escolher roupinhas para o Gonçalo entre sacos e sacos de roupa de bebé menino que uma amiga gentilmente me emprestou. Depois, fui buscar tudo o que era da Matilde e separei o que não era cor de rosa e, portanto, dará também para o irmão (não que o rosa não desse também se necessário fosse, mas tendo mais por onde escolher, não precisamos de afrontar já o rapaz!). E é isto, minha gente. Já tenho a criança vestida durante quase todo o seu primeiro ano de vida e não gastei um tostão (e depois disso, logo se verá!). E se o fizer, será por puro capricho e não por realmente precisar (há dias estive quase quase, mas depois fugi da loja a correr! lol). Para além dos artigos de higiene e, a seu tempo, das fraldas, não me parece que vá gastar muito mais para este bebé até ele nascer e nos seus primeiros meses de vida (e que assim seja, pois significa que será um bebé saudável, que é acima de tudo o maior desejo e a maior angústia para quem tem um bebé na barriga).

Vão ter bebé? É mesmo necessário fazer um enxoval de raiz? Já perguntaram a amigos ou conhecidos que tenham tido bebé há poucos anos? Ou muitos! O Gonçalo vai usar babygrows lindos e que estão novos e já vestiram a Matilde e o meu irmão há 13 anos!! ;)

2 de novembro de 2012

Good morning, sunshine!

São 7h da manhã, estou acordada desde as... humm... ainda não eram 6, deitei-me à uma, dormi com os costados ao frio, estou cheia de dores de garganta e acordei com as unhas dos pés da minha filha (que o pai deitou sem meias e que a meio da noite - que é como quem diz, algures entre a uma e as 5h30 - veio ter connosco à cama) a arranhar-me as costas (não estão por cortar, mas são fininhas como agulhas!). E para completar, tenho a música "Oh Joana" do Marco Paulo, a passar em loop na minha cabeça. Oh, joy!

29 de outubro de 2012

25s e 4d


É tão, mas tão bom, estar grávida :)
(por favor relembrem-me estas palavras quando eu entrar na recta final, sim?)

26 de outubro de 2012

Opá...


Que anúncio delicioso! :')

25 de outubro de 2012

Do parto (que está para vir).

Completo hoje as 25 semanas e ultimamente dou comigo a pensar cada vez mais no nascimento do bebé que trago cá dentro. Nesta segunda gravidez, olho para tudo de maneira diferente. Penso um bocadinho menos no facto de estar grávida e, por isso mesmo, o tempo passa (ainda) mais depressa. Mas acho que penso mais no parto. Vou com a vantagem de saber o que me espera. Mas lá está - já sei o que me espera. E isso não é necessariamente reconfortante :) Apesar de o meu primeiro parto ter durado 5 horinhas, são momentos só nossos, momentos em que o nosso corpo assume o controlo, dores que ninguém sente por nós e que, felizmente, a nossa mente tem a habilidade de apagar da nossa memória! Caso contrário ninguém repetia a dose de livre vontade ;)
Relembro o parto da Matilde e imagino que gostava que desta vez "a coisa" se processasse de forma mais espontânea. Apesar de nunca me ter arrependido de ter avançado para o parto induzido assim que completei as 41 semanas (por mim até tinha sido antes, tal era o meu cansaço e a minha ansiedade), há coisas que não vivi e que gostava que fizessem parte desta experiência única que é trazer um filho ao mundo. Coisas pequenas, talvez até parvas, mas que eu gostava de conhecer. O "rebentar" das águas, por exemplo, não sei o que é, porque foram as enfermeiras que o fizeram. Sei que é uma coisa sem importância e que na maioria das vezes as águas não rebentam antes, mas mesmo assim! Também não sei o que é começar com contracções de um momento para o outro, sem estar à espera. Por muitas tentativas que tenha feito para provocar o parto da Matilde de forma natural... a primeira contracção que senti na vida foi depois da indução. Não sei o que é ter o Bruno ao meu lado durante este início do trabalho de parto, porque no parto da Matilde ele foi mandado para casa enquanto aguardávamos e foi tudo tão rápido que quando chegou já eu estava com a dilatação quase feita, a implorar pela epidural. E convenhamos que, qualquer grávida que se preze, quando pensa no parto se imagina a correr para o hospital, a arfar dentro do carro, com o marido ao lado a buzinar para que abram caminho, ou sou só eu?? :)
Por estes dias li este artigo da Pais & Filhos e gostei muito. Apesar de ter tido uma primeira experiência, a meu ver, muito boa e de ter sentido tudinho (mesmo com epidural sabia exactamente quando tinha que fazer força, ao contrário de alguns destes relatos), tenho ponderado se realmente terá sido um procedimento necessário. Afinal de contas, veio tarde e a más horas, já eu estava quase em ponto rebuçado... mas também é verdade que quando ela finalmente chegou eu já jurava a mim mesma que não resistiria a nem mais uma contracção e que não seria capaz de ir até ao fim. Fiquei com a pulga atrás da orelha. Há uma pequena parte do meu (nosso) parto, que eu saltei. Que não sei como é. Será que não seria mesmo capaz? Ou será que estava mesmo quase e eu desisti? Logo descubro como canto quando chegar a hora de o Gonçalo vir cá para fora. Mas estou certa de que desta vez vejo as coisas de forma um bocadinho diferente...  e me sinto capaz de um pouco mais.

19 de outubro de 2012

Dias.


Música no ar, linhas coladas à roupa e um bebé mexerico por companhia :)

26 de setembro de 2012

♡


É o meu bebé.
Chama-se Gonçalo e é um pedaço de mau caminho :)

p.s. para quem está pouco habituado a ver ecografias, a imagem mostra um bebé de perfil, a chuchar no dedo! vê-se bem o bracinho dele levantado e a mão fechada ;)

22 de setembro de 2012

20 semanas.


Estas 20 semanas parecem-me (e estão!) bem mais volumosas que na gravidez da Matilde. Desde que passou o tormento de aguardar pelas 12 semanas, tem sido uma gravidez muito serena. As semanas passam sem eu dar conta e acho que foi preciso, há coisa de duas semanas, sentirmos os dois (pai e mãe) os primeiros pontapés oficiais para eu me sentir realmente a carregar um bebé na barriga... e mexe tanto! Diz que é para a semana que sabemos se cá dentro está um crianço ou uma criança :)

28 de julho de 2012

E agora A notícia :)


A minha barriga está habitada mais uma vez! A Matilde vai ter um mano ou uma mana :) Surpreendo-me com esta gravidez que ainda vai no início, mas segue a passo rápido. As semanas passam a correr e a roupa começa a apertar desde cedo. E pensar que na gravidez da Matilde às 20 semanas ainda vestia as calças habituais! Tão bom ♥

8 de julho de 2010

Há um ano atrás...


...estas duas risquinhas confirmavam o que no fundo eu já sabia: estava um bebé a crescer na minha barriga. No meio do medo do que estava para vir e das incertezas sobre se saberíamos cuidar de um ser tão pequenino, havia uma grande certeza: que este era um bebé muito desejado!
Hoje, um ano depois, temos uma Matilde linda nos nossos braços. Uma filha que é a simpatia em pessoa, que adora que conversem com ela e que se ri para toda a gente. Faz as delícias de qualquer um. É o amor da nossa vida.

Há um ano descobri que ia finalmente ser mãe! :')

17 de maio de 2010

Do parto.

(dia 17 às 19h, uma hora depois de iniciarem a indução, com a dose mínima)

Há dois meses atrás estava eu a entrar em trabalho de parto. Eu, que toda a gravidez me fartei de repetir que as semanas estavam a passar demasiado depressa, tive que aguentar até às 41 semanas, de castigo. Aprendi a lição: não volto a desejar que o tempo ande devagarinho. Se as últimas semanas da gravidez já são penosas, a 41ª é mil vezes pior. Sobretudo numa primeira gravidez, eu acho. A ansiedade de não fazer a mínima ideia do que me esperava, aliada à ansiedade de não saber quando tudo iria começar... Para não falar da chuva de telefonemas e sms que, embora eu soubesse que eram por toda a gente estar ansiosa por conhecer a Matilde, só me punham ainda mais nervosa, por repetir a mesma coisa vezes sem conta: "Pois, ela não quer nascer, vamos ver se é amanhã, depois avisamos!" :)
No dia 16 de Março, com quase 41 semanas, saí de casa convencida que já não voltava. Enganei-me. A médica achou por bem esperar mais um dia para fazer a indução, para completar as 41 semanas... E assim que eu percebi que ainda não era daquela, vieram-me as lágrimas aos olhos, só de pensar que ainda teria que esperar mais um dia.

O meu maior medo era ter um parto muito prolongado. Imaginava-me 24h em trabalho de parto e tremia. No final, acabou por ser tudo tão rápido! Dou graças pela hora pequenina que tive. Comecei a ter dores às 22h30 e às 3h26 da madrugada ela estava cá fora. Fiz a dilatação tão rápido que a enfermeira dizia que eu parecia um foguete (lol). De todas as vezes que viram a dilatação, fui eu a pedir. Tanto que já ela estava prontinha para nascer e ainda não tinham dado conta. Deveria ter ido para a sala de partos com 3 dedos (eu estava no internamento, a indução poderia demorar até 48h) e já passava dos 4. E foi tudo tão rápido que por pouco não me davam epidural: a anestesista estava numa cesariana e incrivelmente, numa maternidade tão grande, só havia uma. Aos 6 dedos de dilatação as dores eram tantas que eu só gemia e pensava que se a dor não aliviasse não seria capaz. E logo a seguir pensava: "Agora não há volta atrás, vai mesmo ter que ser... estou lixada." Mesmo assim, tal e qual. O Bruno estava ao meu lado e nem sabia o que me havia de fazer. Acho que naquela hora só queria fugir :) Eu só dizia para ele não falar e para puxar as fitas do ctg, que me apertavam as costas e me faziam doer como se não houvesse amanhã. Para completar, só conseguiam ouvir o coração da Matilde se eu estivesse de barriga para cima, o que ainda era mais tortura. Eu só queria mesmo era estar de lado.

Depois de muitas muitas dores, chegou a minha salvação, uma anestesista estúpida como tudo. Eu só não a mandei àquela parte porque ela tinha a minha epiduralzinha do coração e naquele momento era a pessoa mais importante daquela sala... Mas para terem uma ideia, quando ela chegou eu perguntei "Já é a anestesia?" ao que ela me respondeu, com tom de desprezo "Eu não sou a anestesia, sou anestesista!"... Enfim. Assim que ela me deu a anestesia... foi o paraíso. Passado um pouco o Bruno voltou a entrar e estivemos na conversa até as dores começarem a apertar outra vez e a ter muita vontade de fazer força. Pedi para verem se já não estava na hora et voilá, a Matilde nasceu. Não sem antes ouvir o barulhinho sinistro da tesoura a cortar... mas no meio de tanta dor eu já só pensava: "Cortem, cortem, que assim é mais rápido." No exacto instante em que ela saiu, todas as dores desapareceram. Um alívio do tamanho do mundo e a minha bebé finalmente nos braços!

Foi há dois meses :)

12 de março de 2010

37 semanas, aos olhos da Selma :)

Ser fotografada não é propriamente algo que aprecie. Gosto obviamente de ter fotografias minhas mas poses e sorrisos, ao fim de 5 minutos, começam a deixar qualquer um desconfortável. Com a Selma foi tudo muito espontâneo e natural e a maioria das fotos "distraída" são de facto distraída, descontraída, sem grande pressão por ter uma objectiva apontada à minha cara (e à minha barriga). E isso foi tão bom! Sem contar com o romantismo que está presente em todas as suas fotografias. Como diz o meu namorado, "as mulheres vêm as coisas com outros olhos, têm uma sensibilidade diferente para a fotografia".



A Selma é uma dessas mulheres :)

Mais fotografias aqui, no cantinho dela.