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17 de fevereiro de 2013

Mimos



Depois de alguns anos a ser constantemente internada com infecções hepáticas graves, a minha mãe tem andado bastante bem desde que foi transplantada. No entanto, na semana em que o Gonçalo nasceu ficou doente com uma pielonefrite (infecção renal). Medicada, veio do Porto para conhecer o neto, mas o antibiótico receitado não fez efeito e acabou por ter que ser internada cá, na passada quinta-feira. Achava eu que poderia fazer-lhe mais companhia estando aqui pertinho e não a 300km de distância, mas com um filho recém-nascido tem sido difícil... Ontem deixei o pai a controlar a situação, assim que chegou do trabalho, e lá consegui dar um saltinho ao Hospital. Fiz-lhe estes coquinhos que sei que ela gosta (e eu também!) e que ficaram muito bons. Deixo-vos aqui a receita, não há coisa mais simples e ficam deliciosos com o travozinho ácido do limão!

200g de coco ralado
180g de açúcar
4 ovos
2 c. sopa de manteiga derretida
2 c. sopa de sumo de limão
4 c. sopa de leite

Misturar tudo muito bem com a batedeira, distribuir o preparado por forminhas (eu usei das grandes, deu para 16, uma colher de sopa em cada uma) e levar ao forno pré-aquecido a 180º, por cerca de 30min ou até ficarem douradinhos.

24 de abril de 2011

Foi há 12 anos...

Vasco e mãe, 24 de Abril de 2007.
...que nasceu o meu tão desejado irmão, pelo qual chorei muitas noites, argumentando que nunca na vida iria ser tia. O meu pai acordou-me de noite, a dizer que ele iria nascer. Lembro-me de estarmos os dois cá fora e de vermos uma enfermeira passar com um bebé ao colo. Eu, que conhecia de cor e salteado todas as roupinhas dele soube logo "É este!" e fui a primeira a pegar-lhe. É um dos amores da minha vida e dói-me o coração por saber que está sempre tão longe. Restam-me oportunidades como estas férias da Páscoa, em que esteve aqui uma semana.

Parabéns maninho!

14 de julho de 2010

O tio Vasco.

Se no início senti o meu irmão um pouco distante e indiferente à chegada da Matilde, agora o caso mudou completamente de figura. Não sei se foi por ter estado quase dois meses em casa da minha mãe (o que fez com que ele convivesse com ela todos os dias) ou por a Matilde estar agora numa fase em que já interage muito connosco e ri com as brincadeiras (já dobrou o riso umas poucas de vezes).

O que é certo é que agora me derreto a vê-lo brincar com ela e a vê-la desfazer-se toda em sorrisos. De manhã, assim que ela acorda, ele está lá a dar-lhe os bons dias e às vezes até é ele que ma vem trazer a dizer "olá mamã!". Brinca, conversa com ela, faz-lhe cócegas e entretem-na quando tenho que fazer algo ou enquanto lhe preparo o banho. É tão bom ver que ele gosta tanto dela!

23 de junho de 2010

Mal-tratado.

Foi como encontrei o álbum de casamento dos meus pais, no meio de um caixote cheio de álbuns antigos. Mal-tratado, como terminou o casamento. Mal-tratado, como ficou a relação entre eles os dois depois disso.

E depois encontro fotografias como esta, que transpiram felicidade e pergunto-me como é que estes momentos se esquecem, como é que tudo isto desaparece. Pergunto-me como é que tudo pode correr tão mal, sem que ninguém consiga prever.

21 de junho de 2010

Wayfarer

Sejam eles pretos, brancos, amarelos ou cor-de-rosa, eu acho-os horrendos. Mas o que é certo é que a minha mãe, há 20 anos atrás, também andava na moda!

14 de junho de 2010

A minha avó...

...fez 70 (setenta!) anos. E estes 70 anos não foram fáceis, sobretudo nas últimas décadas. No entanto, ao longo dos anos, surpreendemo-nos sempre com a força que ela mostrou e com a sua capacidade de vencer todas as doenças e cirurgias que foram aparecendo, incluindo diabetes, um fibroma no útero, vários coágulos na cabeça, 3 cirurgias à tiróide, uma apendicite, um ligeiro enfarte... e outras que agora não me lembro. Na faculdade, a cada patologia de que falávamos, eu falava na minha avó. A minha avó tem isto, a minha avó tem aquilo. Quase não chegam as duas mãos para contar as cirurgias que fez. Como se não bastasse, fez diálise 12 anos. Doze. E ao fim destes doze anos foi transplantada. Hoje, os médicos brincam e dizem que o rim dela está tão bom que ainda há-de ir para outra pessoa. Vejo na minha avó (e na minha mãe) alguns dos problemas que eventualmente estão à minha espera e custa pensar nisso. E quando olho para ela (apesar de lhe ralhar muitas vezes, que não pode estar na cama tanto tempo e tem que se mexer muito, muito) admiro-lhe a força que também quero ter e gostava que a minha mãe lhe seguisse o exemplo. Que a força de viver parece que não veio com os genes.

Já disse que a minha avó fez 70 anos? :)

Eu, que estava à espera de uma ocasião especial para experimentar esta receita, achei que era uma excelente oportunidade! Quase consegui ouvir o suspiro de alívio da minha tia ao ler a mensagem que lhe mandei a dizer que deixasse o bolo por minha conta. É que no meio de tanto bolo e doce que havia para fazer, menos um foi uma grande ajuda.
Um bolo para repetir, sem dúvida, que o resultado foi espectacular! E o sabor... nham! Mas não tão cedo, é certo, que no fim de tudo a cozinha mais parecia que tinha caído lá uma bomba! Da próxima vez, no entanto, vou usar menos corante, de modo a que as cores fiquem suavezinhas. Quem sabe para o 1º aniversário da Matilde?

16 de maio de 2010

O meu irmão, a defender um colega da escola:

"Ó mãe, ele não é gordo! É enchido!"

11 de maio de 2010

?!

Que os miúdos escrevem axim e kom kapax, toda a xente já xabe.
A nova é eu acabar de receber uma sms do meu irmão (ke por akaxo nunka excreveu axim) a fazer-me uma pergunta e a terminar com o ponto de interrogação invertido: "Vens amanhã¿" E quando lhe pergunto o porquê de estar a escrever assim, a resposta: "É mais divertido!"

Céus. Já não bastava o acordo ortográfico, agora também somos espanhóis.
E eu estou a ficar muito cota!

24 de abril de 2010

11 anos

Faz hoje 11 anos que me tornei irmã. Lembro-me perfeitamente de estar com o meu pai no Hospital, à espera, de ver uma enfermeira passar com um bebé e de gritar "É este! É este!". Peguei-lhe primeiro até que o meu pai. Soube imediatamente que era ele, assim que vi o fatinho que vestia. Nas últimas semanas, ansiosa que ele nascesse, passava os dias a abrir e fechar as gavetas e a olhar para as roupinhas.
Fui filha única durante 13 anos e sentia-me a pessoa mais infeliz do mundo. Os meus pais queriam ter mais filhos, mas estavam à espera pela altura certa, à espera de ter a vida mais estabilizada. E enquanto esperaram, passaram 13 anos. Eu sonhava imensas vezes que a minha mãe estava grávida (tal como há um ano atrás sonhava imensas vezes que eu estava grávida) e adormecia outras tantas a chorar, porque não tinha um irmão. E quando já não sabia mais que argumento usar para os convencer, comecei a dizer que nunca na vida eu ia ser tia e ter sobrinhos a sério, porque não tinha nenhum irmão. Veio ao fim de 13 anos, mas veio e é, como lhe costumava dizer, o amor da minha vida.


É muito triste crescer sem irmãos. E eu sei que há filhos únicos que são felizes e não gostam que se diga isto, mas isso é porque nunca conheceram outra vida. Ter irmãos com quem partilhar momentos e histórias é das melhores coisas do mundo.

Parabéns maninho, um dia muito feliz!

19 de abril de 2010

As (tristes) novas famílias.

Sou filha de pais separados e o Bruno também. Tenho um irmão menor que vive com a minha mãe e passa um fim-de-semana no meu pai de 15 em 15 dias. Os Natais e as passagens de ano são alternados. O mesmo para a Páscoa e aniversários. E mais 1001 coisas, tudo escrito num acordo que nem sempre é lido e/ou cumprido.
A Matilde tem os 2 avôs e as 2 avós, um em cada lado. E se alternarmos as festas para podermos estar um ano em casa de cada um, só poderemos estar com cada um deles de 4 em 4 anos. E se vou ao Porto, tenho de organizar muito bem o meu tempo, estabelecer prioridades e tentar agradar a gregos e troianos. E quando há zangas e problemas, um liga de um lado, outro liga do outro. Porque ela é que tem culpa, porque ele é que fez assim e assado. E tenho que tentar ver o lado da razão o que implica que um deles vai ficar chateado. Porque quando acabei o curso a minha mãe não foi almoçar comigo para não se verem. Porque quando a Matilde nasceu, ainda eu estava na maternidade e queriam que eu decidisse quem iria ter em casa para me visitar. Porque não se queriam cruzar. Como se eu tivesse alguma coisa a ver com isso, ou paciência para resolver o assunto. Que se entendam e não me chateiem, é o que me apetece dizer. E pergunto-me como será em festas futuras. Os "adultos" são piores que as crianças.

Isto é tudo uma grande trapalhada. E não me venham dizer que as crianças entendem, que para eles é tudo normal, que estão mais que habituados. Se a mim me faz confusão, se me custam certas situações, se sofro em certos momentos... numa criança tudo isto deve ser a dobrar ou triplicar. E sabe Deus as vezes que eu já chorei por saber que o meu irmão não teve nem vai ter metade do que eu tive. E que não presenciou os momentos de felicidade que eu presenciei. E que nunca vai olhar para os dois juntos e felizes com admiração e acreditar (como eu acreditava) que os pais se amam a sério e que são os mais felizes do mundo e arredores.
Aquilo que eu mais desejo para a minha vida não tem a ver com realização profissional ou com o ter uma grande moradia ao pé da praia, com piscina e uns 10 empregados. Não tem a ver com roupas caras, sapatos xpto e maquilhagem. Nem tampouco com viagens pelo mundo fora, sem ter nada que me prenda a casa. O sonho que eu mais gostava de realizar, era o velho cliché: os dois velhinhos (ainda felizes, ainda apaixonados), lado a lado, a ver o pôr-do-sol com um rancho de filhos, netos e bisnetos. O que eu menos quero é que a Matilde cresça com o coração dividido, e viva como se fosse uma bolinha de ping-pong. Não sei se é o que vai acontecer e sei que é o que quase todos sonham e muito poucos realizam. Mas acredito que pode ser possível, se se quiser com muita, muita força.

24 de junho de 2009

Nasceu o Gustavo...

...e eu tenho mais um irmão! :)

Veio com pressa, veio, estava previsto para daqui a 2 meses, mas ele estava cheio de calor lá dentro e mortinho por nos conhecer! E ainda queria festejar o S. João com umas sardinhitas assadas, claro!

27 de março de 2009

Dor...

...deve ser ver partir alguém que partilhou connosco quase 60 anos da nossa existência. Dor deve ser perceber que não estando sozinhos é como se estivéssemos, pois falta-nos um pedaço. Dor deve ser dizer adeus a metade de nós.

Não sei o que é esta dor de perder alguém com quem se partilhou uma vida. E só espero que a minha vez não chegue nunca.

Adeus Sr. João.

1 de março de 2009

Vou ter um irmão.

Ou irmã.

E esta nã
o é mentira, posso já adiantar :)

9 de janeiro de 2009

Estou chateada.

Mesmo chateada. E com razão! Vivi 23 anos na Invicta e, acreditem ou não, nunca vi neve! Lá nunca nevou... e também nunca fui à Serra da Estrela ou a outro sítio que costume ter neve. Quer dizer... quando eu digo isto a minha mãe olha para mim indignadíssima e sai-se com um "ENTÃO NÃO FOMOS?! TU NÃO TE LEMBRAS??" Devia ter aí uns dois anos. Pois... Isso não conta!

Agora que mudei de terra, hoje nevou todo o dia no Porto!!!!!!!!!! Não tenho razões para estar chateada??

Humpf.

8 de janeiro de 2009

Apresento-vos...


...a porta do quarto do Vasco.
Tripeiro genuíno! :)

31 de outubro de 2008

Para pensar...

Às vezes não nos damos conta da sorte que temos em viver no país em que vivemos. Abrimos a boca para falar e nem nos apercebemos das asneiras que dizemos. É certo que há muita coisa que está mal, mas também há muitas coisas boas às quais não sabemos dar valor.

Nos últimos tempos a minha mãe tem sido internada com alguma frequência devido a infecções hepáticas e renais. Não se sabe porquê e na maior parte das vezes nem se consegue identificar o microrganismo responsável. A maior parte dos antibióticos já não fazem efeito... e ultimamente só conseguem baixar a febre com um todo xpto. Cada dose custa nada menos que 60,86€. Faz hoje 8 dias, a minha mãe teve alta do Hospital e trouxe antibiótico suficiente para 26 dias de tratamento, no Centro de Saúde. Um total de 1582,36€... e não teve que pagar um cêntimo.

Se não fosse o "estado" que tanto criticamos, eu nem quero imaginar...

24 de julho de 2008

Percebemos que estamos velhos...

...quando o nosso irmão de 9 anos nos pede para lhe passarmos músicas para a PSP e temos que ir sacar uma série delas (Tokio Hotel incluídos, claro...) porque ele não gosta de nenhuma das que já temos no computador.

Humpf...

30 de março de 2008

De pequenino...

Já não é a primeira vez que calho de ir com o meu irmão comprar qualquer coisa para mim. E o mais incrível... é que gosto! Ele dá palpites e diz o que gosta e o que não gosta. "Essa fica-te bem." ou "Essa não, que está apertada." ou "Essas são giras, mas não gosto com essa camisola." ou "Não gostas mais desta?"... entre muitos comentários de gente crescida. No final, acabo sempre por concordar com ele. E quando pergunto opinião a mais alguém, recebo as mesmas respostas! O meu irmão vai ser o namorado que todas as mulheres sempre quiseram ter. Ou então não. Mas que o rapaz tem bom gosto... lá isso é verdade!

E não, não tem tendências duvidosas. Muito pelo contrário. E até namora com a Raquel Sofia. Ela é que ainda não sabe! :)

19 de março de 2008

Coração mole... até ver.

Tenho tentado. Acho que vou acabar por sair magoada outra vez... mas não queria um dia olhar para trás e perceber que já é tarde demais. Dói quando percebemos que já fomos muito magoados e que voltamos sempre ao mesmo. Mas há sempre a esperança que um dia as coisas sejam diferentes.

Hoje é dia do pai. Hoje telefonei-lhe.

7 de março de 2008

Arrufos... de namorados.

À hora do jantar, sem tirar nem pôr:

"Então e a Raquel Sofia, está boa?
Vasco - Olha... foi-se!
Foi-se? Que aconteceu??
Vasco - Andam a dizer que eu gosto da Laura!!!
A sério??
Vasco - E ainda por cima, na festa de um amigo, ela e a namorada do Pedro viram-nos a brincar com a Laura... a BRINCAR, per-ce-bes?! Eu brinco com toda a gente!! E agora andam as duas cheias de ciúmes!!!"

Têm 8 anos. Eu com 8 anos era uma cocó... vocês não?!