Terminei hoje o meu primeiro peluche! Uma encomenda pendente há bastante tempo que é, na verdade, um misto entre peluche e almofada. Acho que correu bem :)
No entanto, não consigo deixar de me sentir um pouco incomodada. Ontem, enquanto colocava parte do enchimento, a minha filha aproximou-se curiosa "o que é isto?" Automaticamente, a minha reacção foi "é trabalho da mamã, não mexas!" receosa que ela estragasse alguma coisa ou tivesse as mãos sujas... e depois vieram os remorsos. Em mais de 6 meses de Mimices, não fiz uma única coisa para ela (ou para mim!). Sei que ela gostou da corujinha e, apesar de não lhe faltarem bonecos, tenho a certeza que ia gostar se lhe oferecesse uma igual. E no entanto, cá estamos... "em casa de ferreiro espeto de pau".
No meio desta minha ânsia de tornar as Mimices um trabalho (que já é mais do que full-time) que me garanta algo que se pareça com um ordenado (coisa que ainda está muito longe de acontecer), estarei a deixar para trás o que realmente importa? No meio desta minha ânsia de poder trabalhar em casa e ter mais disponibilidade e mais tempo para o que interessa, estarei a viver num corre-corre ainda maior do que quando trabalhava no centro da capital e gastava 3h diárias em transportes públicos? Tenho feito esta pergunta a mim mesma e evito continuar a pensar no assunto, porque no fundo sei a resposta. Sei que estou mais feliz, que adoro o que faço, mas que ao mesmo tempo me sobra menos tempo para aquilo que, desde sempre, foi o principal objectivo de tornar os meus dias naquilo que são hoje. Faz sentido aquilo que eu estou a dizer? Sei que estou a cometer grandes falhas algures na minha gestão do tempo, mas sinto que não consigo descobrir como dar a volta e encontrar um equilíbrio.
Há tempos, quando publiquei uma fotografia sobre a gravidez do Gonçalo, um dos comentários dizia algo como "esse bebé vai ter um monte de coisas lindas!" Guess what? Até agora, nada. Ainda não começei a escolher e organizar as roupinhas do Gonçalo, muito menos a tratar do resto do enxoval e da montanha de ideias que tenho em mente para fazer. Estou ansiosa que passe o Natal e que chegue o novo ano. Para me dar ao luxo de tirar "férias" e começar a preparar a sério a chegada do nosso bebé mais pequenino...
E pronto. Já disse que terminei hoje o meu primeiro peluche? :)
No entanto, não consigo deixar de me sentir um pouco incomodada. Ontem, enquanto colocava parte do enchimento, a minha filha aproximou-se curiosa "o que é isto?" Automaticamente, a minha reacção foi "é trabalho da mamã, não mexas!" receosa que ela estragasse alguma coisa ou tivesse as mãos sujas... e depois vieram os remorsos. Em mais de 6 meses de Mimices, não fiz uma única coisa para ela (ou para mim!). Sei que ela gostou da corujinha e, apesar de não lhe faltarem bonecos, tenho a certeza que ia gostar se lhe oferecesse uma igual. E no entanto, cá estamos... "em casa de ferreiro espeto de pau".
No meio desta minha ânsia de tornar as Mimices um trabalho (que já é mais do que full-time) que me garanta algo que se pareça com um ordenado (coisa que ainda está muito longe de acontecer), estarei a deixar para trás o que realmente importa? No meio desta minha ânsia de poder trabalhar em casa e ter mais disponibilidade e mais tempo para o que interessa, estarei a viver num corre-corre ainda maior do que quando trabalhava no centro da capital e gastava 3h diárias em transportes públicos? Tenho feito esta pergunta a mim mesma e evito continuar a pensar no assunto, porque no fundo sei a resposta. Sei que estou mais feliz, que adoro o que faço, mas que ao mesmo tempo me sobra menos tempo para aquilo que, desde sempre, foi o principal objectivo de tornar os meus dias naquilo que são hoje. Faz sentido aquilo que eu estou a dizer? Sei que estou a cometer grandes falhas algures na minha gestão do tempo, mas sinto que não consigo descobrir como dar a volta e encontrar um equilíbrio.
Há tempos, quando publiquei uma fotografia sobre a gravidez do Gonçalo, um dos comentários dizia algo como "esse bebé vai ter um monte de coisas lindas!" Guess what? Até agora, nada. Ainda não começei a escolher e organizar as roupinhas do Gonçalo, muito menos a tratar do resto do enxoval e da montanha de ideias que tenho em mente para fazer. Estou ansiosa que passe o Natal e que chegue o novo ano. Para me dar ao luxo de tirar "férias" e começar a preparar a sério a chegada do nosso bebé mais pequenino...
E pronto. Já disse que terminei hoje o meu primeiro peluche? :)







