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9 de novembro de 2012

Ironias.


Terminei hoje o meu primeiro peluche! Uma encomenda pendente há bastante tempo que é, na verdade, um misto entre peluche e almofada. Acho que correu bem :)
No entanto, não consigo deixar de me sentir um pouco incomodada. Ontem, enquanto colocava parte do enchimento, a minha filha aproximou-se curiosa "o que é isto?" Automaticamente, a minha reacção foi "é trabalho da mamã, não mexas!" receosa que ela estragasse alguma coisa ou tivesse as mãos sujas... e depois vieram os remorsos. Em mais de 6 meses de Mimices, não fiz uma única coisa para ela (ou para mim!). Sei que ela gostou da corujinha e, apesar de não lhe faltarem bonecos, tenho a certeza que ia gostar se lhe oferecesse uma igual. E no entanto, cá estamos... "em casa de ferreiro espeto de pau".
No meio desta minha ânsia de tornar as Mimices um trabalho (que já é mais do que full-time) que me garanta algo que se pareça com um ordenado (coisa que ainda está muito longe de acontecer), estarei a deixar para trás o que realmente importa? No meio desta minha ânsia de poder trabalhar em casa e ter mais disponibilidade e mais tempo para o que interessa, estarei a viver num corre-corre ainda maior do que quando trabalhava no centro da capital e gastava 3h diárias em transportes públicos? Tenho feito esta pergunta a mim mesma e evito continuar a pensar no assunto, porque no fundo sei a resposta. Sei que estou mais feliz, que adoro o que faço, mas que ao mesmo tempo me sobra menos tempo para aquilo que, desde sempre, foi o principal objectivo de tornar os meus dias naquilo que são hoje. Faz sentido aquilo que eu estou a dizer? Sei que estou a cometer grandes falhas algures na minha gestão do tempo, mas sinto que não consigo descobrir como dar a volta e encontrar um equilíbrio.
Há tempos, quando publiquei uma fotografia sobre a gravidez do Gonçalo, um dos comentários dizia algo como "esse bebé vai ter um monte de coisas lindas!" Guess what? Até agora, nada. Ainda não começei a escolher e organizar as roupinhas do Gonçalo, muito menos a tratar do resto do enxoval e da montanha de ideias que tenho em mente para fazer. Estou ansiosa que passe o Natal e que chegue o novo ano. Para me dar ao luxo de tirar "férias" e começar a preparar a sério a chegada do nosso bebé mais pequenino...
E pronto. Já disse que terminei hoje o meu primeiro peluche? :)

2 de novembro de 2012

Good morning, sunshine!

São 7h da manhã, estou acordada desde as... humm... ainda não eram 6, deitei-me à uma, dormi com os costados ao frio, estou cheia de dores de garganta e acordei com as unhas dos pés da minha filha (que o pai deitou sem meias e que a meio da noite - que é como quem diz, algures entre a uma e as 5h30 - veio ter connosco à cama) a arranhar-me as costas (não estão por cortar, mas são fininhas como agulhas!). E para completar, tenho a música "Oh Joana" do Marco Paulo, a passar em loop na minha cabeça. Oh, joy!

19 de outubro de 2012

Dias.


Música no ar, linhas coladas à roupa e um bebé mexerico por companhia :)

8 de junho de 2012

Keep calm.

Nem de propósito, a minha filha resolveu ontem fazer este lindo serviço. Trust me, o silêncio nunca, nunca, NUNCA é bom sinal. A não ser que estejam a dormir, sossego é sinónimo de asneiras. Eu é que insisto em achar que não.




28 de fevereiro de 2012

Foi tomar café!

Ao fim de meia hora a massacrar um balão (ora senta em cima dele, ora deita e rebola em cima dele, ora pincha em cima dele e olha para mim a rir-se), o balão finalmente rebenta debaixo dela e ela bate com o rabo no chão. Fica muito espantada, olha à volta, olha para mim, olha novamente à volta e torna a olhar para mim com cara de "mas que raio, ainda agora estava aqui!". Pergunto:
- Onde está o balão?
Encolhe os ombros e vira as palmas das mãos para cima:
- Um cá cá! (Não está cá!)

15 de setembro de 2011

Tão bom...

...que é pagar 80€ de passe de comboio + metro! Mas ainda melhor é (conseguir) entrar em S. Sebastião, num metro apinhado de benfiquistas e fazer o caminho todo até ao Colégio Militar como uma sardinha em lata. Ah, doce Lisboa!

20 de agosto de 2011

Do esquecimento.

Lembro-me que a minha mãe costumava contar, a rir-se, que uma vez encontrou uma nota de 5000$00 num bolso das calças do meu pai, antes de pôr a roupa para lavar. Diz ela que guardou os 5 "contos" (como se o dinheiro não fosse de ambos :)) e que ele nunca mais viu a nota nem deu pela falta dela.
Acontece que, sempre que estou a pôr umas calças do Bruno para lavar, lembro-me dessa história e verifico todos os bolsinhos. Só que arranjei um namorado assim pró pobre, que nunca anda com dinheiro nos bolsos. E mesmo que andasse, nunca na vida se esqueceria que tinha ficado uma nota no bolso. Às vezes, quando ouço barulho de papel ainda penso "é desta!" mas depois percebo que é apenas um recado qualquer. De maneira que temos pena! Mas que eu não me importava de encontrar umas notinhas esquecidas de vez em quando, lá isso... :)

(isto, porque ontem pus uma nota de 20€ para lavar e a Selma disse-me que não me preocupasse, que também já lhe aconteceu várias vezes, uma vez que o marido se está sempre a esquecer das notas nos bolsos! tenho de os juntar a ver se a coisa se alastra, lol)

12 de julho de 2011

Blhac!

Há alguns dias que andava a reparar nuns mosquitinhos pequeninos na cozinha. Às vezes vêm da fruteira, de alguma peça de fruta que está a ficar estragada, mas já tinha ido confirmar e estava tudo ok. Ontem tratei de pulverizar a cozinha com o spray das moscas/mosquitos e pensei que tinha resolvido o problema, mas hoje voltaram. Estava eu a cismar na origem dos mosquitos, quando vou à dispensa onde guardo comida e alguns electrodomésticos e vejo imensas moscas a esvoaçar (não sei como não as vi antes, devem ter nascido todas esta noite!). Percebo imediatamente de onde poderão vir. Há muito que tenho um destes carrinhos a um cantinho, com as batatas e as cebolas. Acontece que há umas semanas a minha sogra deu-nos dois sacos grandes de batatas. As mais antigas distribuí com cuidado numa prateleira ao pé das outras e as restantes deixei ficar no saco. Mas como não puxei para a frente as batatas que já lá estavam... estava-se mesmo a ver. Como entretanto fomos de férias e não fomos gastando as batatas, uma das mais antigas acabou por apodrecer, ali debaixo das outras. A medo lá tirei o carrinho (não sem antes pulverizar a dispensa com insecticida, que a mim é que ninguém me apanhava lá dentro), descobri a batata criminosa (e as larvas das moscas... BLLLHHAAAAACCCC!!) e zumba com ela e com as que estavam à volta dela no lixo. O que vale é que tenho uma folha de alumínio a cobrir o carrinho e não tive que pegar em nada, senão bem que o serviço ficava à espera que o Bruno chegasse a casa :)

E pronto, esta foi a grande aventura do meu dia! lol :) Fica o desabafo e a certeza que nunca mais me esqueço das batatas mais velhas!
Nota: Sabemos que estamos por um fio, quando consideramos que detectar e eliminar uma batata podre é o momento alto do nosso dia! Sério, isto é grave.

13 de junho de 2011

Deve ser uma das leis Murphy...

Invariavelmente (e apesar de vir sempre ansiosa por entrar em casa), assim que estaciono o carro, fico mais uns minutos a ouvir a música que acaba de começar no rádio e, às vezes, a seguinte também. Chegar a casa do trabalho à hora do Oceano Pacífico também não ajuda... mas as melhores têm mesmo de começar sempre quando eu chego?

29 de dezembro de 2010

Cozinhar... ou não.

Há umas semanas que a vontade de cozinhar se desvaneceu, assim sem aviso. Tem sido o Bruno a preparar o almoço antes de ir trabalhar ou o jantar quando chega a casa. Porque, caso contrário, eu faço a sopa da Matilde e vou-me mantendo à base de sopas e sandes, às vezes nem isso. Tenho andado atarefada. Entre o estudo e a preparação das aulas, as aulas propriamente ditas, a (pouca) costura e a arrumação e lida da casa em geral, tem-me sobrado pouco tempo e pouca vontade de me agarrar aos tachos.
Ele, que sempre esteve habituado a chegar a casa e a ter o jantarinho na mesa, bem como a bolos e mimos com alguma frequência (não muita, que no que toca a doces quer-se moderação), e apesar de, há uns meses, estar tão ansioso quanto eu que eu arranjasse trabalho (quanto mais não fosse para poder sair de casa, apanhar ar e conhecer gente nova) tem-se ressentido e há uns dias manifestou-se:

"Poxa... eu gosto que trabalhes, mas não quero que te esqueças de nós!"

E assim, sem querer, percebo que ainda não estou habituada a estas andanças. Aos bocadinhos, tenho que aprender a (continuar a) ser namorada, mãe e dona-de-casa, ao mesmo tempo que trabalho fora. Não está fácil, mas aos bocadinhos apanho-lhe o jeito.

23 de dezembro de 2010

Ver sempre o lado positivo.

Depois de toda esta chuva, tão cedo não tenho que lavar o carro. Ou tomar banho.

20 de dezembro de 2010

Coisas boas.

Acordar de manhã e preparar, só para mim ou para ambos, pão torrado com manteiga e leite quentinho com café de máquina. Coisas simples que aquecem o estômago e o coração. O cheirinho a torradas e o aroma a café espalhados pela casa. Todos os dias.

Agora, vou ali sentar-me a trabalhar. Boa semana!

26 de novembro de 2008

Hoje, ao voltar para casa...

...entrou no comboio um grupo de deficientes mentais adultos. Vinham de um passeio, acompanhados por duas responsáveis que dirigiam o grupo, uma à frente e outra atrás, para ninguém se perder. Eram aí uns 10 e 3 deles sentaram-se nos lugares vazios à minha volta. Não se passou nada de especial durante a viagem... limitei-me a sorrir e a observar a forma como interagiam uns com os outros, como se fossem crianças...

No final, quando chegaram à estação em que saíam, o senhor que estava sentado à minha frente, já de idade, levantou-se e disse-me adeus com a mão. Depois pensou melhor, voltou para trás e veio dar-me um beijinho na cara.

Deve ser muito gratificante, trabalhar com estas pessoas... :)

13 de março de 2008

Eles andem aí.

Hoje, a caminho da faculdade, parei nos semáforos da Areosa (quem conhece sabe do que falo) com o vidro aberto. Veio a primeira rapariga, entregou-me o Meia Hora. A seguir veio outra e deixou-me o Destak. Logo depois vieram mais duas - uma enfiou pela frincha o Metro e a outra uma caixinha de Trident Splash.
Quando estacionei, em frente ao S. João, o arrumador-jornaleiro quis impingir-me o Global, porque "então espere aí menina, que ainda não tem este!". Medo, muito medo.

Embora tenha começado por ser uma boa ideia, isto dos jornais gratuitos está-se a tornar um pandemónio. Não sei se lhe chame informação a mais, ou lixo a mais. Na verdade, dos que trago para casa, poucos são os que não vão directamente para o lixo depois de ficarem encostados um ou dois dias.
Acho que é a nova "publicidade não endereçada". Só não a põem na nossa caixa do correio - entregam-na directamente nas nossas mãos, o que não deixa de ser cómico.

10 de março de 2008

Começar bem o dia...

... é ir de autocarro para a baixa do Porto, a uma 2ª feira, às 9h da manhã, a chover a potes.

Como ele diria... the perfect storm. Paciência, muita paciência.