Como dizia há dias uma amiga: "no plural fica tão bem!" :)
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8 de março de 2013
3 de março de 2013
(Des)aprender.
"Os filhos deviam vir com manual de instruções" - disse-me o meu pai inúmeras vezes e eu, agora, concordo. Acontece que não vêm e se a experiência dos outros pode ser útil em alguns casos, noutros de pouco ou nada me serve. Cada criança é um caso e temos que fazer o que nos manda o coração, em cada um deles, por pouco adequado que às vezes possa parecer.
A Matilde largou a chucha pouco depois de fazer dois anos. Proporcionou-se assim e nós aproveitámos. Ela tinha ido passar a noite a casa da avó e, por esquecimento nosso, quando chegou a hora de dormir não havia chucha. A minha sogra inventou uma história qualquer, sobre um rato que tinha comido a chucha dela e ela adormeceu sem dramas. Chegada a casa, quisemos aproveitar a deixa. Guardámos todas as chuchas e dissemos-lhe o mesmo: "o rato maroto comeu a tua chucha!". Não chorou, não fez birras. Nas primeiras noites repetiu o mantra "o rato comeu a minha chucha, oh... que chatice!" vezes sem conta até adormecer e depois passou. MAS, passados dois meses, descobriu o dedo. Começou sem darmos conta e quando estava com sono ou depois de chorar, lá ia o dedo parar à boca (a técnica de trocar a chucha ou o dedo por um "amiguinho" estava fora de questão porque ela já usava um "amiguinho" desde que nasceu). Começou a adormecer sempre assim e pronto, instalou-se o vício. Não chuchava durante o dia, a não ser que estivesse mais "carente", mas mesmo assim começámos a notar que estava a acontecer o que já tinha lido: os dentinhos de cima estavam a vir para fora e os de baixo a ir para dentro. A distancia entre os dentes de cima e os de baixo está bastante maior que há vários meses atrás.
Tentámos fazer com que deixasse de chuchar com os argumentos habituais: "estás a ficar crescida, quem chucha no dedo são os bebés", "olha aqui, estás a ficar com os dentinhos todos tortos", "estás a ficar com dói-dói no dedo, não podes chuchar" e até apelámos ao lado vaidoso dela "assim não podes pintar as unhas, porque chuchas no dedo e ficam todas estragadas!", mas nada resultou.
Até que uma noite, depois de lhe lavar os dentes e voltar a reparar nos dentinhos dela, cedi: "Se a mamã te der uma chucha, prometes que não chuchas mais no dedo?" Os olhinhos dela até brilharam e respondeu-me: "Sim." Fui buscar uma chucha, dei-lha e até fiquei com o coração apertadinho, ao ver a ansiedade com que ela pegou nela e a meteu à boca. Deu meia volta e foi-se enfiar na cama, a segurar na chucha com as duas mãos. Combinámos que a chucha era SÓ para dormir, que não sairia do quarto e que, para falar, se tira a chucha da boca. Quando lhe dei um beijinho de boa noite, tirou a chucha: "Gosto MUITO de ti, mamã!" mesmo em tom de quem diz "Obrigada!".
A Matilde largou a chucha pouco depois de fazer dois anos. Proporcionou-se assim e nós aproveitámos. Ela tinha ido passar a noite a casa da avó e, por esquecimento nosso, quando chegou a hora de dormir não havia chucha. A minha sogra inventou uma história qualquer, sobre um rato que tinha comido a chucha dela e ela adormeceu sem dramas. Chegada a casa, quisemos aproveitar a deixa. Guardámos todas as chuchas e dissemos-lhe o mesmo: "o rato maroto comeu a tua chucha!". Não chorou, não fez birras. Nas primeiras noites repetiu o mantra "o rato comeu a minha chucha, oh... que chatice!" vezes sem conta até adormecer e depois passou. MAS, passados dois meses, descobriu o dedo. Começou sem darmos conta e quando estava com sono ou depois de chorar, lá ia o dedo parar à boca (a técnica de trocar a chucha ou o dedo por um "amiguinho" estava fora de questão porque ela já usava um "amiguinho" desde que nasceu). Começou a adormecer sempre assim e pronto, instalou-se o vício. Não chuchava durante o dia, a não ser que estivesse mais "carente", mas mesmo assim começámos a notar que estava a acontecer o que já tinha lido: os dentinhos de cima estavam a vir para fora e os de baixo a ir para dentro. A distancia entre os dentes de cima e os de baixo está bastante maior que há vários meses atrás.
Tentámos fazer com que deixasse de chuchar com os argumentos habituais: "estás a ficar crescida, quem chucha no dedo são os bebés", "olha aqui, estás a ficar com os dentinhos todos tortos", "estás a ficar com dói-dói no dedo, não podes chuchar" e até apelámos ao lado vaidoso dela "assim não podes pintar as unhas, porque chuchas no dedo e ficam todas estragadas!", mas nada resultou.
Até que uma noite, depois de lhe lavar os dentes e voltar a reparar nos dentinhos dela, cedi: "Se a mamã te der uma chucha, prometes que não chuchas mais no dedo?" Os olhinhos dela até brilharam e respondeu-me: "Sim." Fui buscar uma chucha, dei-lha e até fiquei com o coração apertadinho, ao ver a ansiedade com que ela pegou nela e a meteu à boca. Deu meia volta e foi-se enfiar na cama, a segurar na chucha com as duas mãos. Combinámos que a chucha era SÓ para dormir, que não sairia do quarto e que, para falar, se tira a chucha da boca. Quando lhe dei um beijinho de boa noite, tirou a chucha: "Gosto MUITO de ti, mamã!" mesmo em tom de quem diz "Obrigada!".
Não sei se o que fiz foi correcto ou não. Quando perguntei à médica se achava que lhe deveria voltar a dar a chucha a resposta foi curta: "não". Talvez tenha sido "andar para trás" e sinto-me um bocado culpada por isso. Quando outras pessoas reparam que ela voltou a usar a chucha de noite desfaço-me em 1001 justificações. Mas fiz o que o coração mandou. Nunca mais voltou a chuchar no dedo enquanto está connosco (na escola parece que o faz um bocadinho, para dormir a sesta) e, se nos primeiros dias fez algumas birras porque queria andar com ela durante o dia, tais eram as saudades, agora já está bem claro que a chucha é para dormir. Tanto que quando tem sono, em vez de se encostar a chuchar no dedo como fazia, diz-nos que quer ir para a cama dormir e pôr a chucha. Honestamente, prefiro que ela chuche de noite na chucha, que várias vezes ao dia, no dedo. Quero acreditar que quando chegar a hora ela vai deixar de a querer, sem que para isso compense com o dedo... a ver vamos! :)
25 de fevereiro de 2013
Dos filhos.
Às vezes fico a pensar se não me faltará, de facto, algum parafuso. Pergunto-me porque raio penso e desejo tão diferente da maior parte das pessoas da minha idade. Porque me sinto e sou capaz de abdicar da roupa, das viagens, do cinema, dos jantares, do tempo para mim, para ler, para ter as unhas arranjadinhas e de 1001 outras coisas, para poder ter filhos. De facto, à primeira vista faz todo o sentido que a maior parte das pessoas decida adiar esse momento o máximo de tempo possível. Até há 4 meses atrás, éramos os únicos pais no nosso grupo de amigos. A maior parte deles não pretende ter filhos nos próximos anos e alguns não sabem sequer se algum dia os terão. Nós, com 27 e 28 anos, já contamos dois filhos muito desejados e, pasmem, estamos felizes. Temos medo, é um facto. Aliás, da forma como as coisas estão, não há como não ter medo. Não sabemos o dia de amanhã e trememos, não por nós, mas ao pensar que um dia pode faltar-nos o básico para lhes dar. E não estamos propriamente rodeados de pessoas positivas... se quando tivemos o primeiro a maioria das reacções foi de surpresa e alegria, ao segundo já tivemos direito a alguns olhares recriminatórios de quem acha que já estamos a ser um bocadinho irresponsáveis. Mas seria mais correcto viver a vida inteira sem ir atrás dos nossos sonhos, por medo de tudo o que pode correr mal? Seria mais correcto fazer como a minha mãe que esperou 13 anos pelo "momento certo" para ter o segundo filho e que agora se arrepende de ter esperado tanto tempo? O meu coração responde "não" a estas perguntas, mas não consegue deixar de ficar apertadinho, por aquilo que é considerado aceitável e sensato aos olhos dos outros.
Tudo isto para dizer que gostei deste texto que saiu ontem na revista Domingo. "Constituir família é a suprema rebeldia” - é que é mesmo isto.
Tudo isto para dizer que gostei deste texto que saiu ontem na revista Domingo. "Constituir família é a suprema rebeldia” - é que é mesmo isto.
12 de fevereiro de 2013
O tal amor, que se multiplica.
Às vésperas de o Gonçalo nascer sentia o coração apertadinho, num misto
de ansiedade por o ter nos braços e de culpa e receio por estar
prestes a chegar um bebé que iria "roubar" parte da atenção que até
então tinha sido toda para a irmã.
Logo depois de ele nascer, foram algumas horas de grande ansiedade à espera que ela chegasse com o pai, para ver a reacção quando visse o mano pela primeira vez. Foi exactamente o que eu estava à espera: a um momento inicial de vergonha e "encolhimento" no colo do pai perante o novo elemento, seguiram-se vários momentos de beijinhos, festinhas e "gosto dele!". Está constantemente de roda do mano, a ver o que se passa e a enchê-lo de beijos.
Apesar de saber que um irmão só tornará a vida dela mais rica, às vezes ainda me assalta a culpa, quando quero estar com os dois ao mesmo tempo e não posso... Mas as palavras deste livro não podiam explicar melhor o que sinto: o coração cheio de amor! É incrível como pode haver tanto amor cá dentro e gostar tanto de duas pessoas pequeninas ao mesmo tempo. Estou a cada dia mais apaixonada pelos meus bebés! :)
Apesar de saber que um irmão só tornará a vida dela mais rica, às vezes ainda me assalta a culpa, quando quero estar com os dois ao mesmo tempo e não posso... Mas as palavras deste livro não podiam explicar melhor o que sinto: o coração cheio de amor! É incrível como pode haver tanto amor cá dentro e gostar tanto de duas pessoas pequeninas ao mesmo tempo. Estou a cada dia mais apaixonada pelos meus bebés! :)
6 de fevereiro de 2013
2 de fevereiro de 2013
Dias.
Estes dias têm sido muito bons. Sabe bem voltar a ter um bocadinho mais de tempo! Tempo para costurar só o que me apetece e quando me apetece, tempo para me sentir mais organizada, tempo para ir destralhando algumas partes da casa, tempo para cozinhar com prazer, tempo para brincar, desenhar, contar histórias, pintar e tempo para, inclusive, aguçar os lápis de cor todos, ficar com os dedos negros e ganhar duas grandes bolhas nos dedos da mão direita (mãe sofre!). Dá para perceber porque é que, apesar do cansaço e da ansiedade, eu não me importo que o Gonçalo se deixe ficar na barriga mais um bocadinho, não dá? :)
29 de dezembro de 2012
Ser mãe:
Querer congelar o tempo, muitas e muitas vezes e sentir que podia ficar uma noite inteira só a vê-la dormir.
17 de dezembro de 2012
Tempo.
Deitada na cama da minha filha, com ela enroscadinha em mim, relembro que já passaram 2 anos e 9 meses. Tanto tempo, mas ela continua a ser a minha bebé. Braços e pernas pequeninas, mãos e pés ainda rechonchudos. Já diz tudo e conversa como gente crescida, mas grande parte das palavras ainda têm a deliciosa pronúncia de bebé. Os dias vêm uns atrás dos outros e não esperam por ninguém. Daqui por uns anos vou querê-la ao pé de mim, vou querer desenhar e pintar com ela e talvez ela me mande dar uma curva e se enfie no quarto no meio das suas coisas. Hoje ainda chama pela mamã, quando acorda de um sonho mau, ainda vem ao pé de mim e diz "anda pá xala bincar comigo". Enroscadinha na cama dela, a contemplar este corpo pequenino, só gostava de conseguir que o tempo parasse, de conseguir agarrar esta sensação nas minhas mãos e guardá-la num frasquinho bem fechado, para poder voltar a ela a qualquer momento, para o resto da minha vida.
9 de novembro de 2012
:(
Eis que, depois de já ter largado as fraldas definitivamente há meses, a minha filha faz cocó e xixi pelas pernas abaixo pelo 3º dia consecutivo. Isto é normal? O irmão ainda nem nasceu!
26 de outubro de 2012
25 de outubro de 2012
Do parto (que está para vir).
Completo hoje as 25 semanas e ultimamente dou comigo a pensar cada vez
mais no nascimento do bebé que trago cá dentro. Nesta segunda gravidez,
olho para tudo de maneira diferente. Penso um bocadinho menos no facto
de estar grávida e, por isso mesmo, o tempo passa (ainda) mais depressa. Mas acho que penso mais no parto. Vou com a vantagem de saber o que me espera. Mas lá está - já sei o que me espera. E isso não é necessariamente reconfortante :) Apesar de o meu primeiro parto ter durado 5 horinhas, são momentos só nossos, momentos em que o nosso corpo assume o controlo, dores que ninguém sente por nós e que, felizmente, a nossa mente tem a habilidade de apagar da nossa memória! Caso contrário ninguém repetia a dose de livre vontade ;)
Relembro o parto da Matilde e imagino que gostava que desta vez "a coisa" se processasse de forma mais espontânea. Apesar de nunca me ter arrependido de ter avançado para o parto induzido assim que completei as 41 semanas (por mim até tinha sido antes, tal era o meu cansaço e a minha ansiedade), há coisas que não vivi e que gostava que fizessem parte desta experiência única que é trazer um filho ao mundo. Coisas pequenas, talvez até parvas, mas que eu gostava de conhecer. O "rebentar" das águas, por exemplo, não sei o que é, porque foram as enfermeiras que o fizeram. Sei que é uma coisa sem importância e que na maioria das vezes as águas não rebentam antes, mas mesmo assim! Também não sei o que é começar com contracções de um momento para o outro, sem estar à espera. Por muitas tentativas que tenha feito para provocar o parto da Matilde de forma natural... a primeira contracção que senti na vida foi depois da indução. Não sei o que é ter o Bruno ao meu lado durante este início do trabalho de parto, porque no parto da Matilde ele foi mandado para casa enquanto aguardávamos e foi tudo tão rápido que quando chegou já eu estava com a dilatação quase feita, a implorar pela epidural. E convenhamos que, qualquer grávida que se preze, quando pensa no parto se imagina a correr para o hospital, a arfar dentro do carro, com o marido ao lado a buzinar para que abram caminho, ou sou só eu?? :)
Por estes dias li este artigo da Pais & Filhos e gostei muito. Apesar de ter tido uma primeira experiência, a meu ver, muito boa e de ter sentido tudinho (mesmo com epidural sabia exactamente quando tinha que fazer força, ao contrário de alguns destes relatos), tenho ponderado se realmente terá sido um procedimento necessário. Afinal de contas, veio tarde e a más horas, já eu estava quase em ponto rebuçado... mas também é verdade que quando ela finalmente chegou eu já jurava a mim mesma que não resistiria a nem mais uma contracção e que não seria capaz de ir até ao fim. Fiquei com a pulga atrás da orelha. Há uma pequena parte do meu (nosso) parto, que eu saltei. Que não sei como é. Será que não seria mesmo capaz? Ou será que estava mesmo quase e eu desisti? Logo descubro como canto quando chegar a hora de o Gonçalo vir cá para fora. Mas estou certa de que desta vez vejo as coisas de forma um bocadinho diferente... e me sinto capaz de um pouco mais.
Relembro o parto da Matilde e imagino que gostava que desta vez "a coisa" se processasse de forma mais espontânea. Apesar de nunca me ter arrependido de ter avançado para o parto induzido assim que completei as 41 semanas (por mim até tinha sido antes, tal era o meu cansaço e a minha ansiedade), há coisas que não vivi e que gostava que fizessem parte desta experiência única que é trazer um filho ao mundo. Coisas pequenas, talvez até parvas, mas que eu gostava de conhecer. O "rebentar" das águas, por exemplo, não sei o que é, porque foram as enfermeiras que o fizeram. Sei que é uma coisa sem importância e que na maioria das vezes as águas não rebentam antes, mas mesmo assim! Também não sei o que é começar com contracções de um momento para o outro, sem estar à espera. Por muitas tentativas que tenha feito para provocar o parto da Matilde de forma natural... a primeira contracção que senti na vida foi depois da indução. Não sei o que é ter o Bruno ao meu lado durante este início do trabalho de parto, porque no parto da Matilde ele foi mandado para casa enquanto aguardávamos e foi tudo tão rápido que quando chegou já eu estava com a dilatação quase feita, a implorar pela epidural. E convenhamos que, qualquer grávida que se preze, quando pensa no parto se imagina a correr para o hospital, a arfar dentro do carro, com o marido ao lado a buzinar para que abram caminho, ou sou só eu?? :)
Por estes dias li este artigo da Pais & Filhos e gostei muito. Apesar de ter tido uma primeira experiência, a meu ver, muito boa e de ter sentido tudinho (mesmo com epidural sabia exactamente quando tinha que fazer força, ao contrário de alguns destes relatos), tenho ponderado se realmente terá sido um procedimento necessário. Afinal de contas, veio tarde e a más horas, já eu estava quase em ponto rebuçado... mas também é verdade que quando ela finalmente chegou eu já jurava a mim mesma que não resistiria a nem mais uma contracção e que não seria capaz de ir até ao fim. Fiquei com a pulga atrás da orelha. Há uma pequena parte do meu (nosso) parto, que eu saltei. Que não sei como é. Será que não seria mesmo capaz? Ou será que estava mesmo quase e eu desisti? Logo descubro como canto quando chegar a hora de o Gonçalo vir cá para fora. Mas estou certa de que desta vez vejo as coisas de forma um bocadinho diferente... e me sinto capaz de um pouco mais.
13 de agosto de 2012
Curtas.
Estes "terrible two" têm trazido algumas lágrimas (minhas e dela) mas também muitas gargalhadas. Está a entrar naquela fase gira em que começa a pôr o mundo por palavras dela e constrói frases compridas e com sentido. Dispensavam-se bem as birras sucessivas, mas ainda assim, tem sido muito bom! :) Dois episódios, dos muitos que vão acontecendo:
De madrugada, Matilde Colaço em pé encostada à nossa cama:
- Mamã?
- (...)
- Mamã?
- (...)
- Mano??
(só lhe faltava mesmo um "oláaaa?? está aí alguém?")
Eu e a Matilde, a vermos num dos seus livros preferidos (sobre a quinta), a imagem de uma porca a amamentar os porquinhos:
Eu: Vês, é a mamã porca a dar leitinho aos porquinhos.
Ela: Tem maminhas!
Eu: Tem.
Ela (a apontar): A mamã também tem maminhas!!
Eu: Pois tenho... é para dar leitinho ao...??
Ela: PORCO!!
De madrugada, Matilde Colaço em pé encostada à nossa cama:
- Mamã?
- (...)
- Mamã?
- (...)
- Mano??
(só lhe faltava mesmo um "oláaaa?? está aí alguém?")
Eu e a Matilde, a vermos num dos seus livros preferidos (sobre a quinta), a imagem de uma porca a amamentar os porquinhos:
Eu: Vês, é a mamã porca a dar leitinho aos porquinhos.
Ela: Tem maminhas!
Eu: Tem.
Ela (a apontar): A mamã também tem maminhas!!
Eu: Pois tenho... é para dar leitinho ao...??
Ela: PORCO!!
4 de novembro de 2011
9 de setembro de 2011
♥
Há lá coisa melhor que começar o dia no quentinho, agarrada a uma bebé ensonada e molinha? O tempo está a passar tão depressa...
6 de maio de 2011
Dias do Pai e da Mãe
A cada data especial, seja o Natal, o Dia de Reis, a Páscoa, o Carnaval… a Matilde traz do infantário prendinhas para ela ou para os pais. Eu não sei como é nos outros sítios, mas fico sempre encantada com as coisinhas que ela traz para casa. Nota-se que são coisas pensadas e feitas com carinho. Coisas que não são para encostar, mas têm alguma utilidade e podem ser usadas no dia-a-dia. E, acima de tudo, têm sempre a “marca” dela. A mão, o pé ou então pintinhas de tinta feitas com os dedinhos.
Este é o primeiro ano que traz prendas do Dia do Pai e do Dia da Mãe. A do papá foi um pano para ter no carro com a mãozinha dela pintada, embrulhado numa caixinha de bolos decorada. Para mim foi um puxa-saco, também com as mãozinhas dela espalhadas a fazer de galinhas. Vinha embrulhado num saquinho amoroso, pintado com florzinhas. Não são de ficarmos deliciados?
Dia do Pai
Dia da Mãe
O Dia do Pai calhou no dia da festa da Matilde, por isso não foi só ela que recebeu prendas. Além do presente que ela trouxe da escolinha, comprei o livro Pê de Pai da editora Planeta Tangerina para ela lhe oferecer. O Bruno adorou, nem pensei que fosse gostar tanto! Claro está que, assim como quem não quer a coisa, lhe disse “sabes… também há um para a mãe!”. O totó passou semanas à procura de um livro que se chamasse “Mê de Mãe” (lol), mas depois lá acabou por encontrar o Coração de Mãe, que a Matilde me ofereceu no Domingo passado (acompanhado de um bilhetinho que “assinou” com o dedo molhado em polpa de tomate porque, disse ele, “não me lembrei de mais nada!”).
São dois livros mesmo amorosos que explicam em palavras simples e bonitas a relação entre pais e filhos e este turbilhão de sentimentos que há nos nossos corações a partir do momento em que eles nascem. Vale mesmo a pena comprar! Costumam ser usados em actividades didácticas, por isso podem ver (e fazer download) dos slides de cada um aqui e aqui.
São dois livros mesmo amorosos que explicam em palavras simples e bonitas a relação entre pais e filhos e este turbilhão de sentimentos que há nos nossos corações a partir do momento em que eles nascem. Vale mesmo a pena comprar! Costumam ser usados em actividades didácticas, por isso podem ver (e fazer download) dos slides de cada um aqui e aqui.
20 de abril de 2011
Ponto 19
Enquanto actualizava a lista aqui do lado, reparo que já aconteceu o que julgávamos estar ainda muito distante! Uma semana depois do aniversário, a Matilde foi com a minha mãe para o Porto durante uma semana. Nessa altura, decidimos que quando voltasse passaria a dormir no quarto dela. E não é que ela se habituou? Confesso que estava receosa porque lá em cima ela dormiu sempre na cama da minha mãe e achei que ainda iria voltar mais chorona, mas afinal não. Nem dá para explicar o bom que é poder dormir noites seguidas outra vez!
Adenda: Alguém ainda acredita ou alguma vez acreditou que eu vou conseguir concluir esta lista? Ahahah... eu não! lol
18 de março de 2011
Foi há um ano...
...que nasceu a nossa filha e que descobrimos um amor que não tem fim. Foi há um ano que aprendemos (e continuamos a aprender) como é sermos pais e termos alguém sob os nossos cuidados. Foi há um ano que deixámos de ser um casal e passámos a ser uma família. ♥
12 de março de 2011
Nódoas.
Tenho ali 18 babetes cheias de nódoas (dei-me ao trabalho de as contar) que já foram à máquina umas 4 vezes. Já esfreguei as zonas críticas com detergente da loiça e com oxi action e também já as lavei com lixívia delicada. Já ficaram de molho em água quente horas e horas com cada um destes produtos "milagrosos" que, de facto, o costumam ser. Agora, estou a chegar ao ponto de saturação. Se eu vejo agora o anúncio do Skip com o seu belo slogan "é bom sujar-se" sou bem capaz de ligar para lá e mandá-los àquela parte que nós sabemos. Daqui a pouco, perco o amor aos bordados e debruados bonitos e ao nome "Matilde" bordado em muitas delas e meto-as a todas na lixívia com uma pinta do carago (à boa moda do norte). Mas algo me diz que, se o fizer, se vão os bordados e cores bonitas e as nódoas ficam na mesma, a rir-se na minha cara. Enfim... dramas de uma mãe.
Adenda: Acabo de pesquisar na net e encontrei uma sugestão de usar vinagre. Será? Nada como experimentar. Uma última tentativa, uma última oportunidade, nódoas! lol
1 de março de 2011
Março
é o meu mês preferido: é o mês que traz a estação mais bonita do ano e é o mês que me trouxe a filha mais maravilhosa que existe.
8 de fevereiro de 2011
Palminhas
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| Fotografia patrocinada pela tia Diana! |
Não se cansa de bater palminhas e de fazer a pitinha põe o ovo. Tão docinha e contente que só dá vontade de a apertar a toda a hora. São as gargalhadas dela quando brincamos e momentos como este, que fazem valer a pena cada dia menos bom desta vida e os quase 11 meses de noites em branco :)
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