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24 de janeiro de 2013

O Impossível.

 


Vimos este filme ontem à noite, depois de deitar a Matilde, porque o Bruno tinha ido fotografar a antestreia em trabalho e não parava de falar sobre isso. Eu já estava mais para lá que para cá quando o filme começou, mas depois das primeiras cenas foi impossível adormecer (que é o que tem acontecido sempre, nos últimos tempos, e me valeu um "uau! não adormeceste!" quando o filme terminou). Cheia de vontade de abraçar a Matilde e de a aninhar no meu colo, fartei-me de chorar o tempo todo, enquanto repetia para mim mesma "somos mesmo pequeninos e insignificantes". Fazemos e acontecemos, sem pensar que basta um estalar de dedos para que tudo à nossa volta se desmorone, a nossa vida se vire do avesso e tudo o que temos como certo desapareça. Aliás, o pequeno caos que se instalou no fim de semana passado é um exemplo do quanto um pouco de vento e uma chuvinha a mais podem baralhar os nossos dias irritantemente previsíveis. E mais: somos, regra geral, muito mal-agradecidos quanto ao muito que temos. Vemos as notícias na televisão e lamentamos mas, nesta nossa "bolha actimel", não fazemos a mais pequena ideia do que se passa do outro lado do mundo. Nem queremos.
Estreia hoje e é baseado na história verídica de uma família espanhola (que no filme passou a inglesa, por motivos comerciais), colhida pelo tsunami de 2004, na Tailândia. A ver, mesmo!

20 de fevereiro de 2012

O que os filmes fazem às pessoas.


Por cá, também temos um Mr. Napkin!
E também é um papá dedicado e muito jeitoso :)

27 de abril de 2011

Up!

  
Passou no Domingo na Sic e nós gravámos e vimos na segunda feira. Eu achei que podia passar a ferro enquanto via o filme, mas dei por mim de cotovelos apoiados na tábua, de olhar fixo na televisão.
Não sei explicar o quanto este filme me comoveu. Para além do sentido de humor no ponto, para além do miúdo amoroso, para além de todos os momentos bonitos do filme, o que mais me tocou foi a história de amor e a forma como são abordados vários temas que me passam muitas vezes pela mente. O viver uma vida inteira ao lado da mesma pessoa, partilhar altos e baixos, alegrias e tristezas, até crescerem cabelos brancos... com o mesmo amor, a mesma alegria, o mesmo cuidado. As dificuldades e os imprevistos que estão sempre a surgir e o gozo que é construir um lar, a dois. A tristeza e angústia que deve ser não poder ter filhos... Apesar de eu ter uma filha linda, tremia só de imaginar que (ninguém pode prever até realmente tentar engravidar) não pudesse ter bebés. Não convivi de perto com nenhum casal que passasse por este sofrimento, mas conheço algumas histórias relativamente bem (umas que já "acabaram bem", outras que ainda não), que me deixam com o coração apertadinho. Por fim, fez-me voltar a pensar como é possível viver-se uma vida inteira a adiar um sonho... até que, quando decidimos realizá-lo, já é tarde demais.
Todo o filme é lindíssimo, tal como a Disney nos tem habituado, vale mesmo a pena ver. Não querendo estragar a surpresa de quem não viu, deixo aqui uma das partes que mais gostei (e que não me canso de ver):

15 de fevereiro de 2011

Black Swan


Fomos ver. Detestei.

Consigo perceber porque é que é um filme tão nomeado. É uma boa história e um filme poderoso, mesmo. E a Natalie Portman faz um papel que eu sei lá (quem me ler, até pensa que eu percebo imenso disto). Simplesmente, não é o género de filme que mais aprecie e percebi isso no momento em que o Bruno me mostrou o trailer há uns dias. Demasiado pesado, alucinado, deprimente e com muitas cenas perturbantes. A certa altura, eu já só queria que o filme acabasse.

26 de junho de 2010

Enquanto...

...relia as coisas que tenho escrito desde que o blog começou, encontrei este post. Voltei a ver o trailer e arrepiei-me toda. Já não me lembrava que tinha gostado tanto.

11 de junho de 2010

Matilda


Quando escolhemos o nome da nossa filha, lembrava-me imensas vezes deste filme. Da Matilde (ou Matilda), a espalha-brasas. Este é mais um dos filmes mais bonitos que eu já vi. Um filme mágico, que me fez desejar que fosse possível e real. Uma história encantadora, uma menina muito docinha.

Sinopse:
"Ver o mundo pelos olhos de uma criança é sempre algo fascinante. No caso de Matilda é também absolutamente hilariante.
Matilda (Mara Wilson, Mrs. Doubtfire) é uma criança excepcionalmente inteligente. Infelizmente os seus pais (Danny DeVito e Rhea Perlman) vivem tão absorvidos com as suas disparatadas vidas que nem se apercebem dela.
Um dia enviam-na para Crunchell Hall, uma escola cuja directora é um verdadeiro monstro. Será uma encantadora professora que descobrirá os poderes mágicos de Matilda e juntas viverão incríveis peripécias. Com um sentido de humor subversivo e muita irreverência, Matilda é 'uma grande comédia, com uma grande mensagem. Os adultos riem-se tanto, se não mais do que as crianças'."

É procurar num videoclube :)

8 de junho de 2010

Fomos, as cinco, ver.

(para quem já viu o filme)

E, mais uma vez, gostámos e fartámo-nos de rir. Já se sabe que todas as mulheres têm um pouco de cada uma delas, embora eu, por exemplo não me identifique minimamente com a sua obsessão por moda e malas caras. Ainda nos rimos à conta da situação da Charlotte, dado o meu recente papel de mamã. E cá entre nós, que ninguém nos ouve, percebo perfeitamente a mulher que perguntou à Carrie se seriam só eles os dois, para sempre. Respeito quem escolhe assim, mas não percebo como não sentem um vazio do tamanho do mundo. Para mim, dois é pouco, muito pouco. E estava esperançosa que no fim ela mudasse de ideias mas...
Adiante.
O melhor de tudo foi, também nós, termos feito há precisamente um ano, uma viagem a um país árabe - a Tunísia. Passámos o filme inteiro a dizer "connosco também foi assim". Senão vejamos as semelhanças:

Semelhança nº1 - O avião.
O nosso era igualzinho, sem tirar nem pôr. Assim que nos aproximámos do avião e vimos os "remendos", até trememos! A coisa ainda conseguiu melhorar, assim que entrámos e sentimos o cheirete a chichi que vinha das casas de banho e se espalhava por todo o avião. Uma maravilha.

Semelhança º2 - O espaço dentro do avião.
Elas tinham uma cabinezinha para cada uma e nós era mais ou menos a mesma coisa. Fomos 4 coladinhas umas às outras nos lugares centrais e uma num de dois lugares mais próximos da janela. Próximos, reparem bem, que ir à janela já era muito luxo. Valeu-nos a viagem de regresso, em que me foi atribuído um lugar em primeira classe (os de turística já estavam todos ocupados) e depois pedi para virem todas para a minha beira, uma vez que os lugares estavam praticamente todos livres.

Semelhança nº3 - As deslocações.
Quando elas chegaram ao aeroporto, tinham 4 carros à espera, uma para cada uma, para as levar ao hotel e para poderem passear durante a estadia. Connosco, como não podia deixar de ser, foi parecidíssimo. Fomos para o hotel numa camioneta com 50 lugares e ainda fomos amaldiçoadas por só termos dado 1€ de gorgeta ao homem que nos pôs as malas na bagageira. Para visitarmos o país íamos num táxi de 7 lugares (quando não era a pé) e já era com muita sorte.

Semelhança nº4 - O hotel.
Mais concretamente a vista que tínhamos do nosso quarto. Elas podiam ver a piscina, o mar... tudo e tudo e tudo. Nós tínhamos o que muita gente quer e não consegue: uma maravilhosa vista para as pedrinhas do telhado. Ó ó!


Semelhança nº5 - A experiência na piscina.
Elas estiveram a manhã toda a deliciar-se com o calorzinho na piscina, tempo bom, uma maravilha. Nós passamos a manhã toda a ganhar coragem para molhar os pés, de tão frio que estava e de tão gelada que estava a água. A custo, por volta do almoço, lá entrámos (aguínha até à cintura e já foi muito) para tirar umas fotos, que até parecia mal. Nas fotos, com jeitinho, conseguem ver-se os nossos lábios roxos.


Semelhança nº6 - O karaoke.
Pelos vistos o karaoke é o delírio nestes países. E o sucesso que elas fizeram a cantar I Am Woman (cuja letra é lindíssima) também nós fizémos a cantar a Garagem da Vizinha. Tal e qual, mais coisa menos coisa. A loucura.

Semelhança nº7 - O passaporte.
Esta é mesmo a sério. A Carrie esqueceu-se do passaporte no souk, eu esqueci-me dele na gaveta da cómoda do hotel. Teve toda a gente que voltar para trás (a camioneta de 50 lugares, lembram-se?) para eu ir buscar o passaporte, ou corria o risco de ficar na Tunísia por mais uma semaninha, coisa pouca. Que vergonha...
(Por falar em souk, são mil vezes piores do que parece no filme. Tudo cheio de gente, a agarrarem-nos os braços e a puxarem-nos para nos vender coisas. Quanto a nós, nunca na vida deixaríamos mais dinheiro por achar os sapatos baratinhos. Provavelmente estaríamos ali uma meia hora a regatear.)

E pronto, como se pode ver a viagem foi muito muito parecida. Só nos falta mesmo viver em Nova York! Bom... se calhar não foi assim tão parecida, mas foi tão fantástica ou mais. Com a vantagem de não termos sido expulsas a meio da semana :)

20 de maio de 2010

Lado a Lado (Stepmom)

Vai fazer umas 3 semanas que este filme voltou a passar na televisão nacional. Um dos filmes mais bonitos que já vi e que, sim, me fez chorar a valer. O dia de Natal, em que a mãe (Susan Sarandon) se despede dos filhos e lhes explica que terão de ser fortes... é qualquer coisa.

Mas o que eu mais gostei neste filme, o que nunca mais me saiu da cabeça desde que o vi pela primeira vez (e que há tempos me fez andar na net a tentar lembrar o título do filme, sem sucesso) foi a manta, o quilt, que a mãe faz e oferece à filha, neste dia de Natal em que se despede. Assim que a vi, ainda nem eu sabia que gostava de patchwork, fiquei em êxtase. Fartei-me de pedir uma à minha mãe na altura, mas não tive sorte. Sonho um dia ter uma igual, quem sabe feita por mim, com fotografias dos momentos mais importantes da minha nossa vida, com bocadinhos dos vestidos preferidos da Matilde, com as pegadas dela e, quem sabe dos irmãos.



Quero uma assim, mesmo mesmo.

29 de abril de 2010

Cozinhar VII

Feijoada de Camarão
(já disse que sou fã de coentros?)

Ando numa de revisitar estas receitas. Ao almoço foi esta, logo será açorda de bacalhau (já estou a salivar só de pensar nos ovinhos escalfados) e amanhã vou fazer a lasanha da horta, que não faço há tanto tempo. Entretanto, acabei finalmente de ver este filme...

... e tenho a dizer que só me apetece fechar-me na cozinha. Ah pois.

21 de maio de 2009

Food, Inc.

A indústria do faster, fatter, bigger, cheaper.

Para esperar que chegue a Portugal... e para ver antes de comer.

Não deixem (mesmo) de ver o trailer, aqui.

16 de abril de 2008

Cinema em casa...

...com as amigas! :) Enroladas nas mantas, com conversas animadas, bolachas e muitas pipocas à mistura. Lá fora, o que era "um dia demasiado bom para ficar em casa a estudar" passou a um temporal. Com a chuva a bater na janela, ainda soube melhor ficar aqui no quentinho!

26 de março de 2008

August Rush

Para sorrir e para chorar.
Para ficar com um nervoso miudinho do princípio ao fim.
Vi e gostei. Muito.