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29 de abril de 2010

Cozinhar VII

Feijoada de Camarão
(já disse que sou fã de coentros?)

Ando numa de revisitar estas receitas. Ao almoço foi esta, logo será açorda de bacalhau (já estou a salivar só de pensar nos ovinhos escalfados) e amanhã vou fazer a lasanha da horta, que não faço há tanto tempo. Entretanto, acabei finalmente de ver este filme...

... e tenho a dizer que só me apetece fechar-me na cozinha. Ah pois.

25 de abril de 2010

A propósito...

...a minha filha linda (e maravilhosa e tudo e tudo e tudo) já tem um mês (e picos).
E nós, somos mais felizes desde que somos 3. Oié!

Como enganar uma criança.


Depois de estar há uma hora a andar de uma ponta da casa para a outra (longa distância de 10 passos) para pôr a chucha na boca da Matilde, ficar a segurar até ela adormecer (30 segundos), vir embora e ouvi-la a chorar passados 5 minutos, tive uma ideia maravilhosa. Meti-lhe a chucha pela vigésima vez, peguei na minha almofada e encostei-lha ao nariz - faz de conta que estou aqui. Remédio santo. Ou foi uma grande coincidência, ou a miúda é pequenina mas já tem manha! Temos pena, filha.

1-0, ganho eu.

24 de abril de 2010

11 anos

Faz hoje 11 anos que me tornei irmã. Lembro-me perfeitamente de estar com o meu pai no Hospital, à espera, de ver uma enfermeira passar com um bebé e de gritar "É este! É este!". Peguei-lhe primeiro até que o meu pai. Soube imediatamente que era ele, assim que vi o fatinho que vestia. Nas últimas semanas, ansiosa que ele nascesse, passava os dias a abrir e fechar as gavetas e a olhar para as roupinhas.
Fui filha única durante 13 anos e sentia-me a pessoa mais infeliz do mundo. Os meus pais queriam ter mais filhos, mas estavam à espera pela altura certa, à espera de ter a vida mais estabilizada. E enquanto esperaram, passaram 13 anos. Eu sonhava imensas vezes que a minha mãe estava grávida (tal como há um ano atrás sonhava imensas vezes que eu estava grávida) e adormecia outras tantas a chorar, porque não tinha um irmão. E quando já não sabia mais que argumento usar para os convencer, comecei a dizer que nunca na vida eu ia ser tia e ter sobrinhos a sério, porque não tinha nenhum irmão. Veio ao fim de 13 anos, mas veio e é, como lhe costumava dizer, o amor da minha vida.


É muito triste crescer sem irmãos. E eu sei que há filhos únicos que são felizes e não gostam que se diga isto, mas isso é porque nunca conheceram outra vida. Ter irmãos com quem partilhar momentos e histórias é das melhores coisas do mundo.

Parabéns maninho, um dia muito feliz!

22 de abril de 2010

22 de Abril

Faz hoje um ano que acabei o meu curso, que 5 dos melhores anos da minha vida chegaram ao fim. Tanto e tão pouco ao mesmo tempo! Tanto porque passou a voar, tão pouco porque num ano aconteceu tanta coisa! Há um ano atrás imaginava-me a casar por esta altura e a engravidar uns meses depois. Afinal de contas, já tenho uma filhinha maravilhosa nos braços! :) A vida continua a surpreender-me, a cada dia, com as suas voltas e reviravoltas. A minha, em especial, é feita de inesperados. Que seja sempre assim, uma aventura como tem sido, que nós cá não queremos monotonias! :)

Um ano... bolas!

Cozinhar VI

Agora é que eu vejo, só 6 posts sobre paparocas, neste tempo todo?? Tenho que actualizar aqui o estaminé.

Bolo de maçã, laranja e canela.

Supostamente era com vinho do Porto (que eu julgava que ainda tinha) mas levou sumo de laranja. Já dizia o ditado: Quem não tem vinho do Porto, faz bolos com sumo de laranja. Não é bem assim, mas podia ser. São servidos? :)

21 de abril de 2010

Jardinar - uma tentativa.

Gosto muito de flores, mas nunca tive grande jeito para estas coisas. E o grande motivo, agora que penso nisto, deve ser a jardinagem implicar mexer em terra. É que a terra tem bichos e eu tenho fobia a tudo o que é bicharada. Logo, tenho assim a modos que um certo respeito à terra e ao que está nela e me pode aparecer/tocar/saltar/ferrar a qualquer momento. Lembro-me de já ter plantado tulipas e um jacinto, que tinha um cheirinho maravilhoso e perfumava a casa toda, mas acabaram por morrer.

Desta vez, ele não me trouxe chocolates. Como não podia deixar de ser, da Festa da Flor, veio uma estrelícia, uma das flores típicas da Madeira. Ou melhor, veio um projecto de estrelícia. E lá fui eu, moça prendada, comprar um vasinho e um saco de terra e meti mãos à obra. Fiquei com terra até na cara e a minha cozinha com terra espalhada por todo o lado, mas após algumas tentativas lá consegui meter a planta dentro do vaso, mais ou menos a meio. Não parece, mas a sério que isto tem que se lhe diga. E eu sou muito entendida nestas coisas. Tanto, que vi a raiz da plantinha pensei: "Olha, que engraçado, isto tem aqui uma coisa de plástico, terá água?..." :) Missão cumprida, vá lá. Daqui a um ano, mais coisa menos coisa, terei a minha estrelícia. Pelo menos, assim espero!

19 de abril de 2010

As (tristes) novas famílias.

Sou filha de pais separados e o Bruno também. Tenho um irmão menor que vive com a minha mãe e passa um fim-de-semana no meu pai de 15 em 15 dias. Os Natais e as passagens de ano são alternados. O mesmo para a Páscoa e aniversários. E mais 1001 coisas, tudo escrito num acordo que nem sempre é lido e/ou cumprido.
A Matilde tem os 2 avôs e as 2 avós, um em cada lado. E se alternarmos as festas para podermos estar um ano em casa de cada um, só poderemos estar com cada um deles de 4 em 4 anos. E se vou ao Porto, tenho de organizar muito bem o meu tempo, estabelecer prioridades e tentar agradar a gregos e troianos. E quando há zangas e problemas, um liga de um lado, outro liga do outro. Porque ela é que tem culpa, porque ele é que fez assim e assado. E tenho que tentar ver o lado da razão o que implica que um deles vai ficar chateado. Porque quando acabei o curso a minha mãe não foi almoçar comigo para não se verem. Porque quando a Matilde nasceu, ainda eu estava na maternidade e queriam que eu decidisse quem iria ter em casa para me visitar. Porque não se queriam cruzar. Como se eu tivesse alguma coisa a ver com isso, ou paciência para resolver o assunto. Que se entendam e não me chateiem, é o que me apetece dizer. E pergunto-me como será em festas futuras. Os "adultos" são piores que as crianças.

Isto é tudo uma grande trapalhada. E não me venham dizer que as crianças entendem, que para eles é tudo normal, que estão mais que habituados. Se a mim me faz confusão, se me custam certas situações, se sofro em certos momentos... numa criança tudo isto deve ser a dobrar ou triplicar. E sabe Deus as vezes que eu já chorei por saber que o meu irmão não teve nem vai ter metade do que eu tive. E que não presenciou os momentos de felicidade que eu presenciei. E que nunca vai olhar para os dois juntos e felizes com admiração e acreditar (como eu acreditava) que os pais se amam a sério e que são os mais felizes do mundo e arredores.
Aquilo que eu mais desejo para a minha vida não tem a ver com realização profissional ou com o ter uma grande moradia ao pé da praia, com piscina e uns 10 empregados. Não tem a ver com roupas caras, sapatos xpto e maquilhagem. Nem tampouco com viagens pelo mundo fora, sem ter nada que me prenda a casa. O sonho que eu mais gostava de realizar, era o velho cliché: os dois velhinhos (ainda felizes, ainda apaixonados), lado a lado, a ver o pôr-do-sol com um rancho de filhos, netos e bisnetos. O que eu menos quero é que a Matilde cresça com o coração dividido, e viva como se fosse uma bolinha de ping-pong. Não sei se é o que vai acontecer e sei que é o que quase todos sonham e muito poucos realizam. Mas acredito que pode ser possível, se se quiser com muita, muita força.

16 de abril de 2010

Retiro o que disse...

...aqui. Alguém me pare, por favor!

Vai fazer 4 anos...

...que a conheci. E não gostei nada dela, nem ela de mim. E vai fazer 4 anos que tivemos uma semana de júniores fantástica aqui. E a primeira impressão desapareceu e ficámos amigas. Passaram tão rápido estes 4 anos e já aconteceu tanta coisa... parece que foi ontem.
Passaram uns meses e ela foi ao Porto visitar. Foram dias fantásticos, rimos, confidenciamos, parvamos e passeamos pela Invicta até termos bolhas até nas bolhas. Já nessa altura, ela andava de câmara atrás. Uma Olympus pequenina que muito sofria naquelas mãos. Eu virava a cara e quando olhava lá estava ela 'click' a tudo e mais alguma coisa.


Já lá vão 4 anos. Hoje esta amiga é uma grande fotógrafa. Pelo menos para mim. E até pode ainda não ser conhecida nacional e internacionalmente (lol) mas para lá caminha.

Este é o site dela. Agora vão ver e babem muito. O contacto e os preços das sessões estão lá. Acreditem que vale a pena ter um bocadinho da vossa vida pela lente da câmara da Selma. Eu e a Matilde já tivemos esse prazer.

13 de abril de 2010

Mafia de saltos altos!

Tias babadas e 300km feitos em pulgas, dias depois de a Matilde nascer.

12 de abril de 2010

Sorrisinhos bons... enquanto dorme.

Há lá coisa melhor que isto??

Ela dorme e eu fico a olhar para ela tempos infinitos. Aquela pergunta "como é que ela é tão linda e estava dentro da minha barriga?..." repete-se vezes sem conta na minha cabeça. Depois digo que durmo pouco e que não tenho tempo. Claro! :)

11 de abril de 2010

Slingar...

...é tão, tão bom!

Depois de algumas tentativas, lá consegui apanhar-lhe o jeito. Puxa daqui, puxa dali e consegui enfiá-la lá dentro. A parte má é que dei comigo toda vomitada (o que também já não é de estranhar nos dias que correm) e vai daí, desaconselho (a quem interessar) slingar pela primeira vez depois de a criança ter mamado! :P

Na sexta feira decidi ir dar uma voltinha com ela na rua e devo dizer que nunca me senti tão observada... Ouvia comentários como "olha, é à moda antiga" (lol), sentia as pessoas a passar por mim e a olhar e cheguei mesmo a ser abordada por uma rapariga em êxtase que me perguntou como é que se chamava e onde é que podia comprar um. Foi giro de se ver :)

10 de abril de 2010

No dia 18 de Março de 2010...


...nasceu a Matilde! :)

E a nossa vida nunca mais foi a mesma... agora é muito melhor!

Estava a gostar do bem bom e não queria vir, mas teve que ser :) Fui internada às 16h de quarta-feira, começaram a indução do parto às 18h, às 22h30 começaram as dores e às 3h26 de quinta-feira a nossa filhinha linda vinha para os meus braços. No meio de tantas fotografias lindas que temos, este é um momento que nunca vou esquecer. A sensação de a ter aninhada no meu peito, de olhos arregalados e muito quietinha e caladinha. O descobrir quão linda era (e é!) e tentar entender como é que uma coisa tão perfeitinha esteve dentro da minha barriga durante 9 meses. O perceber que tudo o que me tinham dito até então era absolutamente verdade. Todas as dores desaparecem num segundo, assim que ouvimos um choro, assim que vemos um corpinho minúsculo a vir na nossa direcção. Uma filhinha, somos papás! :)

15 de março de 2010

À nossa porta...



...a Primavera já espreita :)

13 de março de 2010

Eu sou do tempo... #4



...do Rei Leão!

Hakuna Matata! :)

E quando fico mais ansiosa por o dia 10 já ter passado...

...ponho-me no lugar desta mãe e percebo o quão parva sou.

"I don't know how to be a good mother to a baby who I can only see a few hours a day. And I don't know how to cope with knowing that sometimes she lays there awake in her crib with no one to interact with her because there are other babies to feed and care for."

Deve doer tanto, tanto.

12 de março de 2010

37 semanas, aos olhos da Selma :)

Ser fotografada não é propriamente algo que aprecie. Gosto obviamente de ter fotografias minhas mas poses e sorrisos, ao fim de 5 minutos, começam a deixar qualquer um desconfortável. Com a Selma foi tudo muito espontâneo e natural e a maioria das fotos "distraída" são de facto distraída, descontraída, sem grande pressão por ter uma objectiva apontada à minha cara (e à minha barriga). E isso foi tão bom! Sem contar com o romantismo que está presente em todas as suas fotografias. Como diz o meu namorado, "as mulheres vêm as coisas com outros olhos, têm uma sensibilidade diferente para a fotografia".



A Selma é uma dessas mulheres :)

Mais fotografias aqui, no cantinho dela.

11 de março de 2010

É oficial:

Passámos da validade.

Matildezinha, eu sei que era muito giro nasceres no Dia do Pai. E também concordo que seria mais poético chegares com a Primavera... mas lamento. É que só pagaste a renda até ontem... e só te damos mais uma semana para arrumares as tuas coisinhas. Por isso aproveita o solinho que se faz sentir e anda cá para fora que está toda a gente à tua espera, sim? :)

9 de março de 2010

Precisar

1. calcular ou indicar de modo preciso; determinar; explicitar; particularizar

2.
ter precisão de; necessitar de; carecer de

Não se trata de querer, percebem?


Eu PRECISO de aprender a fazer estas coisas.

Alguém conhece cursos (pequenos e baratos, se possível)? Um workshop não me parece suficiente para quem tem tão pouca experiência quanto eu... E já agora, alguém alinha a ir comigo?? =)

Chegou!! :)



Tanto o cobicei, que me foi oferecido :) É lindo ou não é? Por aqui vou (vamos!) treinando, enquanto a Matilde não chega.

Obrigada pelas opiniões! A minha indecisão incluía tudo o que disseram, o dar para um futuro menino, o combinar com o máximo de roupa possível, o ser alegre e colorido... daí ter colocado os três. Mas no fundo, no fundo, sempre gostei mais deste e foi o que acabei por escolher :)

8 de março de 2010

Disseram-me para ir...

...e eu fui.

Saí de casa determinada a andar, a andar muito. Desde a semana passada que ando para ir dar umas voltas, a ver se a coisa acelera, mas a falta de companhia e este tempo que até irrita não têm ajudado. Eram 16h10 e chuviscava. Saí de casa e ri-me para a chuva: pensas que hoje eu não vou, estás enganadinha! [Que uma pessoa chega a um ponto e começa a falar sozinha: com a chuva, com o fogão, é uma verdade...] Munida de guarda-chuva e com uma garrafa de água na mala, meti pés ao caminho, decidida a ir pelo menos aos correios e ao supermercado. Quando saí dos correios já quase podia jurar que não estava assim tanto vento mas foi quando já ia a meio do caminho para o supermercado que a coisa complicou. Agora já estou aqui, pensei eu, não vou voltar para trás.

E pronto. Não vale a pena entrar em mais detalhes, já se adivinha como é que eu cheguei a casa. É que quando se vai a pé para algum lado, há uma parte da coisa que muitas vezes nos passa ao lado: é aquela parte em que temos que voltar... a pé.
Cheguei a casa às 18h10 (duas horas depois, e acreditem que eu tenho o passo rápido) molhadinha até aos ossos. Mala num ombro, guarda-chuva numa mão, 3 sacos na outra e a andar de pernas abertas, a tentar que as calças não me caíssem pelo rabo abaixo, tal era o peso da água. Até me podiam ter rebentado as águas naquele momento, que eu não conseguiria ficar mais molhada. E enquanto vinha para casa, a sentir as pernas a fraquejar e a barriga apertadinha, eu só pensava: Oupa Matilde (ler com pronúncia do norte), toca a sair daí, que desta semana não passas.

Amanhã, vou outra vez. Nem que seja de galochas.

Do ter.

Posso não ter muitas coisas, mas tenho o mais importante. Tenho a melhor mãe do mundo, tenho o melhor namorado do mundo, tenho a melhor filha do mundo na barriga (pelo menos até virem os irmãos) e tenho as melhores amigas do mundo.

Estas amigas são daquelas que sabemos que vão lá estar, independentemente de tudo o que aconteça. Com quem nos podemos até chatear, mas que no minuto seguinte já está tudo bem outra vez. Conheci-as na faculdade e passamos 4 anos inteirinhos juntas. Partilhamos a praxe, as imposições, as queimas das fitas, os cortejos. Umas vezes mais sóbrias que outras, é certo. Fizemos jantaradas, dormimos juntas vezes sem conta. Partilhámos anseios, dúvidas e muitas épocas de exames. Partilhámos aniversários, jantares de Natal, troquinhas de presentes e conversas só nossas, muito nossas. Todas essas coisas pirosas que as miúdas fazem e muito mais. Quando chegámos ao fim do curso, estivemos todas na praça dos Leões a meio da noite para rasgar as capas umas das outras. Na minha eu sei exactamente que rasgão foi feito por quem. Quando chegou a hora do estágio, decidimos que teríamos de arranjar uma forma de nos mantermos em contacto, apesar da distância, e criámos um blogue. Um blogue privado ao qual só nós temos acesso. Onde escrevemos sobre tudo, desde tristezas e desabafos a parvoíces e banalidades. E se no início eu cheguei a pensar que seria apenas enquanto era novidade, hoje olho para o histórico e percebo que já existe desde 2008 e eu nem dei conta do tempo passar. Sou a que está mais longe das outras mas ainda assim, sinto que estão sempre presentes. Têm vibrado com a "nossa" primeira gravidez e auto-intitulam-se de tias babadas, com toda a razão. Nestes dias, vivem ansiosas por conhecer a Matilde, tal como eu, ansiosas por se meterem num comboio e por a ter nos braços. Sabemos umas das outras como se estivéssemos juntas todos os dias. E quanto de facto nos encontramos e trocamos abraços, eu sei que está tudo na mesma... e fico feliz.

Tenho as melhores amigas do mundo, já disse?
E, se Deus quiser, há-de ser para o resto da vida.

Ah, e já agora, Feliz Dia da Mulher para nós todas! :)

7 de março de 2010

Procrastinação.

Li, há dias, este post. Não percebi de que se tratava e escrevi, num post-it mental: ver significado. Passaram-se dias e hoje voltei lá, ainda sem saber o que raio aquilo quereria dizer. É que a minha vida é feita de post-its (mentais ou não) por concretizar. Não fui logo procurar o significado (que o google é uma ferramenta muito complicada de utilizar), primeiro decidi ler os comentários. Como continuei sem perceber, tentei visualizar o filme que uma das leitoras referia, acerca do assunto. E só quando percebi que não iria ver filme nenhum, uma vez que ele já não existia, é que me dei ao trabalho de ir pesquisar.

Surpresa das surpresas: sou uma procrastinadora. E a coisa é grave.

Eu sou do tempo... #3

...em que todos vibravam com o Festival Eurovisão da Canção. Destas vou lembrar-me até ser velhinha.


1992
Dina - Amor d'água fresca


1993
Anabela - A Cidade até ser dia


1994
Sara Tavares - Chamar a música

6 de março de 2010

Preciosidades.

 

Foi a minha mãe que a fez e para mim é absolutamente linda. É da Matilde e se depender de mim, um dia há-de embrulhar também os bebés dela. Só me falta babar de cada vez que olho :)

4 de março de 2010

Eu sou do tempo... #2

...das gorila!!

Tirando a parte em que ficam duras como calhaus ao fim de 5 minutos, eram as melhores chiclas (ou pastilhas, para as gentes do sul) do mundo!

Quantos?

A barra ali em cima diz que faltam 6 dias. Pois. Mas quem manda mesmo é ela e eu ando num estado que nem sei. Ontem, na maternidade, ouço um "uuuuiiii, isto ainda está muito fechado, tem que caminhar muito muito, para ver se aceleramos a coisa" seguindo-se as palavras "provocar" e "parto" na mesma frase. E que o fazem às 41 semanas, que é quando ainda estar na barriga traz mais riscos que benefícios. E eu tenho a minha cabeça a andar à roda. Esta noite foi das piores que tive nos últimos tempos. Dores no corpo todo, pesadelos com dilatações, caminhadas e partos provocados. Nariz entupido e muitas dores de cabeça. Dois ben-u-ron's já marcharam. Já não basta não saber o que me espera, nem quando... E ainda por cima aqui sozinha, que as desgraças vendem muitos jornais... e mal sabemos nós que há criaturas que podem ser pais a qualquer momento (ou então não, sei lá eu) e mesmo assim se metem num avião.

Este post não faz muito sentido pois não? Nem eu, mas também não importa.

1 de março de 2010

Na minha agenda...


Março é o mês da Matilde.

19 de fevereiro de 2010

1ª roupinha da Matilde


Oferecida pela avó materna :)

Elas já chegaram.

E prometem vir para ficar.

Ah, Dodot, muito obrigada pelA fraldA que enviaste e pelas 8 toalhitas.
A sério, sem isso não sei como seria!

Flickrzinho...

...a sério que eu estou a tentar, mas manter um blogue e um Facebook já é areia a mais para a minha camioneta!

18 de fevereiro de 2010

37 semanas



Obrigada, Allan, por tudo!
E desculpa, mas estou em pulgas e não consegui esperar... :)

*update
Estas sim, são as oficiais! :)

14 de fevereiro de 2010

E pronto...

...já lá vão dois aninhos! :)
Obrigada aos que por aqui têm parado!

Há quem procure uma vida inteira.

Eu já te encontrei.

13 de fevereiro de 2010

Já dizia o ditado...


...casa de ferreiro, espeto de pau.

Ou, neste caso, casa de fotógrafo, molduras sem fotografias por tempo indeterminado. Já lá vão quase 3 meses.

12 de fevereiro de 2010

É lindo, é cor-de-rosa e é meu!

E vinha com um bónus... Pode ser que seja desta que eu ganho jeito e paciência para a maquilhagem!

Pronto, 'tá mostrado. Que eu sou como as criancinhas e se não mostrasse não ficava feliz!


Viajar em trabalho...

...e deixar-me aqui alone, não tem jeito nenhum. A única coisa que me vai animando é saber que na mala vem qualquer coisinha aqui para a je :)


Da última vez, foram 400g de toblerone pela módica quantia de 2,98€! E eu que não gosto nada de toblerone... nadinha.

11 de fevereiro de 2010

Almoços de Domingo (ainda) a dois.

As melhores coisas da vida são simples... como massa de atum e boa companhia :)

Xira City

Quem é que, no seu perfeito juízo, põe uma mulher que não diz os éles a fazer um anúncio de rádio?! É que já não bastava ela brindar-nos com a palavra "mobiuiário" umas 6 vezes, ainda termina com um "Visite-nos em dabuiu, dabuiu, dabuiu ponto móveis xira ponto pt"! Paaleeeeease!

Quero um sling destes.

Só me falta decidir qual. Aceitam-se opiniões!

Índia

Jardim

Sunset

10 de fevereiro de 2010

É mais ou menos isto:

Chorar.

Por tudo e por nada.
Porque está frio, porque está calor. Porque a roupa não seca, porque me esqueci de trazer cebolas. Porque pensava que havia cogumelos e afinal não e agora, o que é que eu faço? Qualquer coisa! - diz ele. Mas eu queria com cogumelos!
Porque ele sai cedo, porque chega tarde. Porque eu saio cedo, porque chego tarde. Porque ainda tenho de esperar, porque já estou atrasada e nunca tenho tempo para nada. Porque não tenho o que vestir. Porque tenho o que vestir, mas já estou enjoada. Porque durmo mal para a esquerda, porque durmo mal para a direita, porque a Matilde dorme mal de barriga para cima (ah pois, que ela já tem quereres).

- Estás a chorar porquê?
- Porque estou triste!
- Mas porquê??
- Não sei...

Enfim. Tudo isto, entre outras coisas.
Espero bem que sejam mesmo as hormonas, que já ninguém me atura.

1 mês, 4 semanas, 28 dias.

É o tempo que falta. Diga eu como disser, parece-me sempre pouco. Ouço, leio e vejo as grávidas à minha volta, desejosas que o tempo passe a voar e encolho-me. Ultimamente vivo num misto de sentimentos. Quero muito a Matilde nos braços, quero conhecer cada cm de pele, cada traço, argumentar que é com a mãe que ela é mais parecida. Quero vestir-lhe todas as roupinhas cheirosas que já estão à espera dela e passar horas a olhar para a carinha linda que sei que vai ter. Quero dar-lhe muitos beijinhos nas mãozinhas e nos pézinhos minúsculos. Quero encher a máquina de fotografias. Mas quando penso em todas as mudanças que estão para vir, estremeço. Tantos medos. Medo de não dar conta do recado, medo por saber que não volto a ser eu sozinha, nunca mais. Nem só nós os dois. Medo de ter alguém tão pequenino para cuidar e algo correr mal. Desejo de a ter aqui dentro da minha barriga, quentinha, protegida e poder senti-la a toda a hora. Para mim, esta gravidez passou a voar, rápido, muito rápido.

Quero conhecer esse amor de que tantas mães falam e que eu sei que já existe. Só tenho medo de não estar à altura.

Está quase.

Menopausa precoce.

Adormeço quentinha, de pijama polar e meias até ao pescoço. Pela 2ª vez consecutiva, acordo só com camisola interior e não me lembro de nada, nadinha. Qual Inverno, qual quê, andamos cheias de calor por aqui!

Sorriso metálico... ainda.

Já vai fazer 3 anos em Maio. Toda a gente me pergunta quando é que tiro o aparelho e "ainda não está? Mas tens os dentes tão direitinhos!" O meu dentista não acha e no fundo eu também não, mas já estou tão fartinha disto que na última consulta estive mesmo para tirar isto fora, assim mesmo, de qualquer maneira. Depois penso que já está pago (uma fortuna!), que está quase e que podia ficar bem melhor... e acabo por tentar mais uma vez. O que está a dificultar todo este processo é o facto de estar longe e ser difícil conciliar as vagas no dentista com as minhas idas ao Porto. E muito tempo entre consultas acaba por anular os progressos...

Com tudo isto, no auge do desespero, só me lembro de dizer "Eu até já tenho saudades de isto me doer!" Assim como quem diz que o que eu queria mesmo era ver mudanças, tão a ver?... Vai daí, no fim da consulta ele diz-me que vou ter que usar outra vez uns elásticos durante a noite (a unir os dentes de cima aos dentes de baixo) o que não me preocupou muito... até à primeira noite em que os pus. É que os elásticos que eu tinha usado tinham uma tartaruga no saquinho... estes têm um elefante. Só para terem uma ideia da diferença de força que fazem. Durmo com dores e acordo a ver estrelinhas.

Alguém, por favor, me bata com muita, muita força, sim?
Agradecida.