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26 de março de 2008

Não, claro que não me preocupo...

Ouvi, pela primeira vez, que tinha um quisto num ovário, por acaso, quando fui fazer uma ecografia por causa de uma infecção urinária. Disseram-mo como se fosse a coisa mais natural do mundo. Não me aconselharam nada nem me voltaram a falar no assunto. Não me preocupei.
Da segunda vez, passadas poucas semanas, e no mesmo contexto, a médica disse-me que o quisto tinha 7 por 8 centímetros. Perguntei se não seriam milímetros. Não. "Mas não se preocupe, que isto desaparece com a pílula." E eu também não me preocupei.
Hoje voltei a fazer uma ecografia. Porque me sentia esquisita e desconfortável e sentia que aquilo não estava nada a desaparecer. Porque me queixei à médica de família e ela não acreditava que eu tivesse um quisto daquele tamanho. "Não são 8 milímetros, Débora?" Não.

"Volumoso quisto bem delimitado com cerca de 8,3 x 9,7 cm de diâmetro no ovário esquerdo."

Voltaram com o mesmo discurso. "Pois... isto com a pílula não vai lá. Mas não se preocupe, que até fazem isso com cirurgia laparoscópica." É claro que não me preocupo. Tenho uma coisa maior que uma bola de ténis (e a aumentar de tamanho) presa a uma coisinha tão pequena como uma amêndoa, mas não há razões para me preocupar. Por este andar, daqui a mais umas semanas vão dizer-me que afinal vou ter que tirar o ovário esquerdo "mas não se preocupe, que a menina ainda tem o direito." Mas não me preocupo.

Ainda bem que me disseram para não me preocupar.

Hoje...

...estou só triste. Nem cansada, nem amuada, nem chateada com o mundo. Só triste. Porque não controlamos nada. Porque por muito que queiramos as coisas nem sempre correm do jeitinho que nós queremos. E temos que aprender a viver com isso.

Hoje estou triste, só isso.

19 de março de 2008

Coração mole... até ver.

Tenho tentado. Acho que vou acabar por sair magoada outra vez... mas não queria um dia olhar para trás e perceber que já é tarde demais. Dói quando percebemos que já fomos muito magoados e que voltamos sempre ao mesmo. Mas há sempre a esperança que um dia as coisas sejam diferentes.

Hoje é dia do pai. Hoje telefonei-lhe.

13 de março de 2008

Volta para trás, tempo... sim?

Há dias em que gostava de não ter crescido. Em que queria ser pequenina outra vez e deixar que os outros decidissem por mim. Em que dava de bom grado a autonomia que sempre quis em troca de alguma segurança. Em que queria não ter que me preocupar com o amanhã nem ter medo. Estou cansada. Neste momento nada é certo na minha vida... e não posso fazer planos com mais de umas semanas de avanço. Não sei o que fazer, o que querer, o que sentir... o que esperar de mim e dos outros. Sinto o peso de tantos problemas... e estou impotente. Gostava de confiar, mas não consigo.

Há dias em que as lágrimas são teimosas. Há dias em que me encolho e, com muita força, peço para desaparecer.

10 de março de 2008

Começar bem o dia...

... é ir de autocarro para a baixa do Porto, a uma 2ª feira, às 9h da manhã, a chover a potes.

Como ele diria... the perfect storm. Paciência, muita paciência.

3 de março de 2008

Ironias

Começou o dia a ouvir dizer que tinha pouca lágrima e comprou um frasquinho de "lágrima artificial".

Acabou o dia a chorar.

20 de fevereiro de 2008

Casos (in)felizes...

Começámos hoje a assistir às consultas de nutrição no hospital. Três horas de consultas, todas as quartas de manhã.
Uma obesa, uma diabética tipo I, um diabético tipo II, uma doente com dislipidemia... Tudo casos que pareciam estar a correr bem! Os doentes eram interessados e as análises mostravam que realmente estavam a melhorar. Nós, surpresas e entusiasmadas (ingénuas...), repetíamos "Mais um caso feliz!" à medida que cada doente saía do consultório.
Pela altura em que se aproximava a hora de irmos embora, entrou a quinta doente. Ainda não tinham passado 5 minutos, já ela estava a chorar convulsivamente... Porquê? Não sei, mas imagino.

As consultas por hoje terminaram com um delicado convite a sair.