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10 de novembro de 2011

Era uma vez uma surpresa...




Estas imagens vieram daqui e ilustram na perfeição a surpresa que o Bruno tinha programada para me fazer, ontem. Já disse aqui que o trabalho do meu namorado é muito, muito chato. Aqui há tempos, vejam só, teve que ir andar de balão, coitadinho. Este ano decidiu aproveitar alguns dos contactos com que ficou nessa altura e íamos ao 15º Festival Internacional de Balonismo (em Alter-do-Chão, no Alentejo), a bordo de um dos balões concorrentes.
Fomos de véspera, passámos lá a noite e levantámo-nos às 6h15 da manhã, na esperança de podermos "voar" mas a chuva foi tanta que não houve balões para ninguém. Não dá para explicar como fiquei feliz quando percebi de que surpresa se tratava e como, depois, fiquei tão triste. Conta a intenção, é certo, e o suspense ao longo das duas semanas que precederam esta escapadinha, mas o que eu queria mesma era ter andado lá no alto. Para o ano, talvez. Resta-me continuar a sonhar... snif.

20 de maio de 2011

Cansada.

Ontem, tarde e a más horas, enquanto passava umas peças de roupa a ferro, ocorreu-me a analogia perfeita. A minha vida, nos últimos dois meses, tem sido uma eterna época de exames. Vivo todos os dias com os nervos à flor da pele, ansiosa, stressada. Estou farta e cansada, desejosa de um descanso que parece não querer chegar. Sinto-me sem rumo, sem saber que decisões tomar, que futuro querer. Só sei que me sinto angustiada dia e noite, com um nó no estômago. Sempre à espera que o dia acabe e que o sossego volte. Sem tempo para a minha filha ou para o pai dela. Sem tempo para os encher dos mimos que recebiam quando tempo era coisa que não me faltava (e ainda me queixava!). Sem tempo para cuidar da casa, para cozinhar, para costurar. Sem tempo para mim, sem tempo para nós. E com uma vozinha que ecoa na minha cabeça e me lembra constantemente que o relógio não pára, que a minha filha continua a crescer e que eu não tenho estado lá para ela. Não o suficiente. E a culpa, esta culpa... Tenho vivido os últimos dias a repetir para mim mesma, a toda a hora, "um dia de cada vez", mas as coisas não prometem melhorar nas próximas semanas. Só me apetece deitar-me e dormir. Esquecer. Fugir. Não me parece que isto seja bom.

18 de janeiro de 2011

...

Estes últimos dias não têm sido fáceis. Nesta listinha, eu devia ter incluído o ponto "aprender a gerir as minhas crises de ansiedade". Dava jeito para alturas como esta, em que tenho a minha mãe a 300km e o namorado em Andorra a disfrutar da neve (ah e tal, que coisa tão chata que é o trabalho dele). E agora, em que ombro é que eu choro? De maneira que ando aqui, de roda da Matilde, as duas num mel que ninguém aguenta. Ainda não tinha dito, mas está de parabéns, a minha menina, coisa mais linda da mãe. E pronto, era isto. Apeteciam-me mimos, mas parece que tenho que esperar até amanhã. Falta muito para amanhã?... Acho que vou dormir, a ver se o tempo passa mais depressa.

E agora? Ainda falta muito?

11 de janeiro de 2011

Comecei a semana com o pé esquerdo.

Hoje acordei a sentir-me como se tivesse sido atropelada durante a noite. Estive constipada mas já estava a ficar melhorzinha... agora dói-me tudo outra vez, da cabeça aos pés. Ontem queimei a sopa da Matilde, tive que fazer outra. Por pouco não queimava o nosso jantar também. Já disse que ando sem vontade de cozinhar? Adiantei metade dos slides da aula que vou dar na sexta mas hoje de manhã computador crashou, sabe-se lá porquê, e perdi tudo (parva, ainda não tinha salvo nada). Decidi adiantar uns pedidos que tenho, a ver se os acabava antes de ir para o Porto, no final da semana, mas cada costura que fiz, tive que a desfazer. Ora me esquecia de qualquer detalhe, ora tinha medido qualquer coisa mal. Decidi parar. Os testes continuam ali na pasta, por corrigir. Já devia ter ido à segurança social ontem, mas não fui ontem nem hoje, porque decidi adiantar os outros assuntos que, posto isto, continuam todos na mesma. Tenho ali mais uma montanha de roupa para passar, mas falta-me a vontade e tenho medo do que possa acontecer se pegar no ferro. Ia fazer um bolo, mas talvez seja melhor estar quietinha por umas horas. Há dias em que mais vale não sair da cama. Aliás, acho que é mesmo para lá que vou neste exacto instante.

Adenda
Ligaram-me do infantário, uma hora depois, a informar que tinha que ir buscar a Matilde, que parece estar com uma conjuntivite. Não pode voltar a entrar no infantário sem declaração médica. Como não tenho telemóvel, perdi o número da médica e não lhe posso ligar a saber o que fazer ou quando ela pode ver a Matilde. Só ajudas, portanto.

9 de janeiro de 2011

Limpinho

Ontem, ao fim do dia, fui tomar banho e pus o meu roupão para lavar, para acabar de encher a máquina. Antes de nos deitarmos ainda comemos umas torradinhas e ouvimos qualquer coisa a bater no vidro. O Bruno fez um comentário qualquer, mas eu nem liguei, às vezes é um botão de umas calças ou uma parte metálica de uma peça de roupa qualquer. Já estava prestes a deitar-me, quando ele me chama aflito. Quando chego, só vejo o meu querido telemóvel ali às voltas, no meio da roupa, a piscar e a vibrar. Mais parecia estar com um ataque epilético, tadinho. Tinha-me esquecido dele no bolso do roupão. Passados uns minutos lá conseguimos abrir a porta e tirá-lo de lá, sem vida. Já chorei baba e ranho (que eu sou assim, chorona). Pelo telemóvel e por tudo o que tinha lá dentro, que o meu telemóvel é quase um amigo do peito. Agora está ali, falecido, a ver se seca. Até o punha ao sol, se houvesse. Duvido que alguma vez volte a ligar... :(

23 de junho de 2010

Mal-tratado.

Foi como encontrei o álbum de casamento dos meus pais, no meio de um caixote cheio de álbuns antigos. Mal-tratado, como terminou o casamento. Mal-tratado, como ficou a relação entre eles os dois depois disso.

E depois encontro fotografias como esta, que transpiram felicidade e pergunto-me como é que estes momentos se esquecem, como é que tudo isto desaparece. Pergunto-me como é que tudo pode correr tão mal, sem que ninguém consiga prever.

19 de abril de 2010

As (tristes) novas famílias.

Sou filha de pais separados e o Bruno também. Tenho um irmão menor que vive com a minha mãe e passa um fim-de-semana no meu pai de 15 em 15 dias. Os Natais e as passagens de ano são alternados. O mesmo para a Páscoa e aniversários. E mais 1001 coisas, tudo escrito num acordo que nem sempre é lido e/ou cumprido.
A Matilde tem os 2 avôs e as 2 avós, um em cada lado. E se alternarmos as festas para podermos estar um ano em casa de cada um, só poderemos estar com cada um deles de 4 em 4 anos. E se vou ao Porto, tenho de organizar muito bem o meu tempo, estabelecer prioridades e tentar agradar a gregos e troianos. E quando há zangas e problemas, um liga de um lado, outro liga do outro. Porque ela é que tem culpa, porque ele é que fez assim e assado. E tenho que tentar ver o lado da razão o que implica que um deles vai ficar chateado. Porque quando acabei o curso a minha mãe não foi almoçar comigo para não se verem. Porque quando a Matilde nasceu, ainda eu estava na maternidade e queriam que eu decidisse quem iria ter em casa para me visitar. Porque não se queriam cruzar. Como se eu tivesse alguma coisa a ver com isso, ou paciência para resolver o assunto. Que se entendam e não me chateiem, é o que me apetece dizer. E pergunto-me como será em festas futuras. Os "adultos" são piores que as crianças.

Isto é tudo uma grande trapalhada. E não me venham dizer que as crianças entendem, que para eles é tudo normal, que estão mais que habituados. Se a mim me faz confusão, se me custam certas situações, se sofro em certos momentos... numa criança tudo isto deve ser a dobrar ou triplicar. E sabe Deus as vezes que eu já chorei por saber que o meu irmão não teve nem vai ter metade do que eu tive. E que não presenciou os momentos de felicidade que eu presenciei. E que nunca vai olhar para os dois juntos e felizes com admiração e acreditar (como eu acreditava) que os pais se amam a sério e que são os mais felizes do mundo e arredores.
Aquilo que eu mais desejo para a minha vida não tem a ver com realização profissional ou com o ter uma grande moradia ao pé da praia, com piscina e uns 10 empregados. Não tem a ver com roupas caras, sapatos xpto e maquilhagem. Nem tampouco com viagens pelo mundo fora, sem ter nada que me prenda a casa. O sonho que eu mais gostava de realizar, era o velho cliché: os dois velhinhos (ainda felizes, ainda apaixonados), lado a lado, a ver o pôr-do-sol com um rancho de filhos, netos e bisnetos. O que eu menos quero é que a Matilde cresça com o coração dividido, e viva como se fosse uma bolinha de ping-pong. Não sei se é o que vai acontecer e sei que é o que quase todos sonham e muito poucos realizam. Mas acredito que pode ser possível, se se quiser com muita, muita força.

13 de março de 2010

E quando fico mais ansiosa por o dia 10 já ter passado...

...ponho-me no lugar desta mãe e percebo o quão parva sou.

"I don't know how to be a good mother to a baby who I can only see a few hours a day. And I don't know how to cope with knowing that sometimes she lays there awake in her crib with no one to interact with her because there are other babies to feed and care for."

Deve doer tanto, tanto.

4 de março de 2010

Quantos?

A barra ali em cima diz que faltam 6 dias. Pois. Mas quem manda mesmo é ela e eu ando num estado que nem sei. Ontem, na maternidade, ouço um "uuuuiiii, isto ainda está muito fechado, tem que caminhar muito muito, para ver se aceleramos a coisa" seguindo-se as palavras "provocar" e "parto" na mesma frase. E que o fazem às 41 semanas, que é quando ainda estar na barriga traz mais riscos que benefícios. E eu tenho a minha cabeça a andar à roda. Esta noite foi das piores que tive nos últimos tempos. Dores no corpo todo, pesadelos com dilatações, caminhadas e partos provocados. Nariz entupido e muitas dores de cabeça. Dois ben-u-ron's já marcharam. Já não basta não saber o que me espera, nem quando... E ainda por cima aqui sozinha, que as desgraças vendem muitos jornais... e mal sabemos nós que há criaturas que podem ser pais a qualquer momento (ou então não, sei lá eu) e mesmo assim se metem num avião.

Este post não faz muito sentido pois não? Nem eu, mas também não importa.

17 de julho de 2009

O mais difícil de tudo...

...é passar os dias sozinha. É nestas alturas que eu lamento não ter a mania das limpezas, pelo menos andava ocupada. O que ainda me vai valendo é que tenho dormido como um bebé... literalmente.

Preciso urgentemente de uma ocupação!

O ser humano é um insatisfeito, não é? Uns queixam-se do tédio, os outros do trabalho.

3 de junho de 2009

Trabalho não me falta...

...mas o que eu queria mesmo, era um emprego.

Muito trabalho, mas voluntário. Muitos projectos, convites, promessas. O carcanhol é que nem vê-lo. É de mim, ou está tudo a meio gás? Isto de acabar o curso com as férias à porta é do pior. Parece que já parou tudo e que só se recomeça em Setembro. E com a quantidade de coisas que estão a ficar para "depois", cheira-me que "depois" vou ficar riquíssima. O pior é agora. É que enquanto o "depois" chega e não chega, por cá também há compras para fazer e contas para pagar. Enquanto isso, vou-me convencendo que tudo isto é bom, que estou a ganhar experiência.

Pois.

10 de abril de 2009

É.

Este blog também tem maus feelings.
Este blog também se passa da cabeça.

Há pessoas que, definitivamente, não deviam abrir a boca.

Raramente vejo televisão. E quando vejo, é qualquer canal menos a TVI, que eu gosto pouco de palhaçada. Mas faz hoje 8 dias, ultrapassaram todos os limites.

Recebi hoje um e-mail com link para este vídeo onde, pouco depois dos 38 minutos o parvalhão do Vasco Pulido Valente diz tanta porcaria daquela boca para fora, que os operadores de câmara até devem ter ficado mal dispostos. E desculpem-me a agressividade, mas pisaram-me os calos. E tanta ignorância e soberbice junta deram-me a volta ao estômago de tal maneira que estou aqui e só me apetece ir-lhe ao focinho. E a Manuela Moura Burra também merecia umas lambadas.

Os nutricionistas dão erva às pessoas minhas bestas? Vão produzir infelicidade, ó meu bêbado? Ensinar a comer de forma saudável é perseguir as pessoas, ó animal??? E vocês, que só sabem criticar, em vez de agradecerem novas leis que finalmente começam a olhar pela nossa saúde, como a do sal no pão, grunhem que vos estão a tirar a liberdade??

Ó Céus, que eu não aguento isto.

12 de fevereiro de 2009

Infelizmente...



...serviu-me a carapuça.

Não é que eu ande a estas velocidades, mas confesso que nas localidades ando mais depressa do que deveria.

"Pense sempre que a sua pressa poderá mandar bem mais rápido pessoas inocentes para lugares onde elas com certeza não gostariam de estar."

3 de julho de 2008

Hoje.

Hoje poderia escrever um daqueles textinhos poéticos para expressar o quão frustrada comigo própria me sinto. Porque insisto em repetir os mesmos erros vezes sem conta, ainda que todos à minha volta me chamem à razão.

Hoje poderia escrever de mil e uma formas diferentes, quiçá com algum floreado, o que na verdade se resume numa só palavra:

...estupidez.

13 de junho de 2008

Hoje.

Adormeci. Não estudei nada do que queria. Almocei. Fui. Cheguei. Perdi-me. Esperei. Sim, vai ter que fazer um trabalho. Um resumo. Um livro pequenino. Perdi-me. Biblioteca. Perdi-me. Encontrei o livro pequenino... de 200 páginas. Não, não tem cartãozinho, não pode requisitar. Tem de tirar cópias. Não tem cartãozinho, também não pode levar para tirar cópias. Burocracias. O tempo a passar. Frustração. Só me quero ir embora, não pertenço aqui. Consegui o livro. Piso 1. Cópias? Para hoje já não dá. Piso -1. Perdi-me. Cópias? Só com o cartãozinho. Piso 1. Menina, faça-me esse favor... Cópias. Voltei.

Um trabalho e um exame, de uma cadeira "opcional" que não me vai servir de nada e que me obrigaram a fazer numa faculdade que não é a minha. As "cópias" estão ali. Os apontamentos também. O exame é amanhã de manhã. Se vou lá estar é que já não sei.

8 de junho de 2008

Why I Jumped

Nunca tinha ouvido falar desta história e confesso que fiquei um pouco perturbada. Sobretudo quando a meio do filme mostram as imagens reais de Tina Zahn a saltar da ponte. Ela não fez fita, não ameaçou. Simplesmente parou o carro... e saltou. Mas Deus estava ali e ela foi miraculosamente salva por um polícia que tinha acabado de parar o carro e que a conseguiu agarrar pelo pulso.



É real. Há mulheres que sofrem tanto depois de terem um bebé, que chegam a querer suicidar-se. Eu não sabia.

3 de junho de 2008

É um buraco, faxavor...

Há dias em que, definitivamente, mais valia nem sequer ter saído da cama.

Ontem ao início da tarde, ao chegar à faculdade, o meu carro ganhou vida própria, saiu do lugar onde o tinha estacionado, deu meia volta e foi bater de traseira num outro carro que estava a estacionar dois lugares ao lado. Tudo isto na minha ausência. Já eu estava a 30m de distância, quando o dono do outro carro vem ter comigo a correr esbaforido. Enquanto me aproximo do local só me sai um "Olhe que aquele não é o meu carro... que eu estacionei-o virado para o lado oposto!" Infelizmente era. Como senti que ainda não era emoção suficiente para o meu dia, consegui arranjar maneira de perder a chave do carro. Era meia-noite e estava eu a telefonar para me irem buscar com a chave suplente.

Como se pode ver... ando cheia de sorte.

13 de maio de 2008

Vira o disco e toca o mesmo.

Ainda agora o semestre começou e a época de exames (a minha última) já está aí à porta. Acumulam-se os trabalhos e outras coisinhas chatinhas para fazer. Começa o stress dos apontamentos que não estão em dia. É o pânico de não saber resolver os casos clínicos e as promessas do semestre passado que se ouvem ao longe "Ai...que eu p'ró próximo semestre vou resolver os casos todos a tempo e horas!" Começa o friozinho na barriga de quem sabe que, para não variar, se baldou demasiado.

É vira o disco e toca o mesmo. Agora é acelerar o passo, ou isto vai correr mal. Ai vai, vai.

6 de abril de 2008

Digo constantemente a mim mesma...

...que o meu trabalho me está a ajudar a crescer. Que engolir sapos e calar mesmo quando dá muita vontade de responder só pode servir para moldar a minha personalidade. Que lidar com pessoas pequeninas, para as quais uma discussão é o momento alto do dia, só vai servir para me preparar. Que quando trabalhar "a sério" vou ter muito mais estofo para enfrentar as situações e os atritos que vão surgir. Que vou aprender a passar ao lado de quem diz mentiras sobre mim. Que um dia vai ser mais fácil porque vou saber lidar com os conflitos. Evitar discussões.

Acho que prefiro acreditar que sou eu. Que as pessoas não são assim tão más, eu é que não sei lidar com elas e tenho que mudar. Não queria ter que chegar a casa com a cabeça a latejar e com lágrimas nos olhos...