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6 de abril de 2008

Digo constantemente a mim mesma...

...que o meu trabalho me está a ajudar a crescer. Que engolir sapos e calar mesmo quando dá muita vontade de responder só pode servir para moldar a minha personalidade. Que lidar com pessoas pequeninas, para as quais uma discussão é o momento alto do dia, só vai servir para me preparar. Que quando trabalhar "a sério" vou ter muito mais estofo para enfrentar as situações e os atritos que vão surgir. Que vou aprender a passar ao lado de quem diz mentiras sobre mim. Que um dia vai ser mais fácil porque vou saber lidar com os conflitos. Evitar discussões.

Acho que prefiro acreditar que sou eu. Que as pessoas não são assim tão más, eu é que não sei lidar com elas e tenho que mudar. Não queria ter que chegar a casa com a cabeça a latejar e com lágrimas nos olhos...

30 de março de 2008

Ainda há crianças educadas.

Há crianças que sabem comportar-se melhor que muitos adultos. Crianças que sabem falar e me pedem direitinho o que querem, acrescentando se faz favor no final. Que sorriem e dizem obrigado quando pouso o pedido na mesa. Que voltam a sorrir e dizem que sim, quando passo por elas e pergunto se está bom. Que deixam o sítio onde comeram limpinho e dizem até amanhã quando vão embora.

Não é de ficar deliciada? :)

18 de março de 2008

Coisas simples...

Gosto muito de receber flores. E no entanto, dou mais valor a um ramo mais simples, que a um ramo que sei ter custado um balúrdio. E dou mais valor a um ramo daqueles cheiinhos de flores simples e cores do campo, que parecem ter sido escolhidas uma a uma, enquanto se passeia. Daqueles de encher os braços. Gosto das gerberas e dos girassóis. Dos lírios e das tulipas.

Mas isso sou eu, que gosto de coisas simples.

Lá no trabalho, decidiram fazer uma 'vaquinha' de quase 100€ para oferecer um arranjo de flores... É para uma pessoa de quem gosto muito, mas continuo a achar um exagero. As comprinhas que não se faziam com 100€...

15 de março de 2008

"Obrigada, mas dispenso..."

Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez. Jean Cocteau

Li esta frase num blogue por aí, já não me lembro de quem. O certo é que ficou na memória. E neste momento, faz todo o sentido.

Será que as pessoas têm prazer em dizer aos outros que não vão conseguir fazer isto ou aquilo? Será que por não terem conseguido realizar os seus planos e terem posto de parte os seus sonhos, se sentem mais confortáveis por se certificarem que não serão os únicos?

Há três senhoras que quase todas as tardes vão à confeitaria onde trabalho comer o seu croissant e a sua 1/2 de leite. Há umas semanas, quando descobriram que estava a acabar o curso, fizeram questão de deixar claro que não iria arranjar trabalho. Há dois dias voltaram a perguntar: "És tu que estás a estudar, não és filha? Coitadinha... mais uma para o desemprego." Da primeira vez limitei-me ao silêncio, da segunda não ficaram sem resposta: "A senhora acha que isso se diz a alguém que está a acabar um curso? Tem mais é que dar ânimo e não deitar abaixo!" Foi a vez dela ficar em silêncio. Estou cansada destas pessoas. Até posso, de facto, ir para o desemprego... mas este tipo de comentários eu dispenso, obrigada.

5 de março de 2008

to do list...

... para o novo melhor dia da semana! =)

Para contrastar com o resto dos dias, hoje estou atarefada, como se pode ver.

28 de fevereiro de 2008

... do cansaço.

Ela expressa (aqui, e aqui também), o que volta e meia me passa pela alma. E como ela... também eu me sinto por vezes.

Quando comecei a trabalhar, há cerca de um ano e meio, estudava de dia e trabalhava das 18h às 00h30, 5 dias por semana. Durante o primeiro mês, as ditas folgas eram para ir ao Hospital tratar um corte que fiz no dito emprego, logo na primeira semana.... E inevitavelmente, ao fim de algum tempo, chegou um ponto em que já não tinha uma vida. Sentar-me no autocarro era sinónimo de adormecer. Não tinha paciência para falar com ninguém e muito menos para ouvir. Só discutia com os que me rodeavam... e chorava. Por tudo e por nada.

Desisti... e comecei a trabalhar apenas ao fim-de-semana. Mais fácil, sim... mas implica estar sempre ali. Dispor de um fim-de-semana livre é um luxo ao qual só me posso dar para me enfiar no meio dos livros, e muito raramente. Limito-me aceitar que enquanto não começar a fazer aquilo que realmente quero (e para o qual estou a trabalhar) é assim que vai ser.

Entretanto, enquanto todos anseiam pelas sextas… eu anseio pelas segundas. E custa… quando na rádio não se calam com o "é sexta-feira!"… quando vamos todas “de fim-de-semana”, sabendo que para mim essas palavras têm um significado muito diferente. Custa ter de abdicar de pessoas e passeios. Custa ver combinar fins-de-semana todos xpto e ter que relembrar "não posso... estou a trabalhar". Custa não poder “desperdiçar” uma tarde de sábado inteirinha a ver os filmes manhosos que passam na TV... ou saborear um fim-de-semana enrolada na manta e enfiada no quarto a devorar um ou dois romances. Custa muito, muitas coisas.

E não me canso de dizer... "quando for grande, quero ter um emprego em que não trabalhe aos fins-de-semana. E aí, vou fazer tudinho e mais alguma coisa e estar com quem bem me apetecer!”


Queria ter comentado, mas não deixas. Um e-mail era estranho e no msn... não estavas. Fica um beijinho. Um dia vamos poder mandar no tempo. Pelo menos mais e melhor que agora. Agora, resta-nos saber aproveitar os bocadinhos. É que assim, ainda são mais preciosos. =)