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19 de abril de 2011

Ah!

E como se eu já não tivesse pouco tempo (e dinheiro!) vou estar até ao fim de Maio a fazer este curso, que há muito andava a desejar. Infelizmente, e por incrível que pareça, esta é uma grande lacuna na nossa licenciatura... em 5 anos, tivemos apenas uma aula sobre o assunto! Dois Sábados já passaram e foram excelentes, mas ainda faltam 4 dias de aulas, 4 idas e 4 voltas ao Porto e ainda o trabalho final!

Pois é Débora, meteste-te nisso... agora aguenta!

27 de dezembro de 2010

Sonhos ou anedotas?

A noite passada sonhei que estávamos todas (éramos quase só raparigas) na faculdade, no barracão (para quem não sabe, a minha faculdade, até eu acabar o curso, consistia em dois pré-fabricados, provisórios há 30 anos, mais conhecidos por "barracões"), a ter uma aula de Segurança Alimentar. Para ajudar, estávamos todas com os seus filhos, aí umas cinco, eu incluída (embora do meu ano, até à data, que eu tenha conhecimento, eu seja a única que já é mãe). O sonho termina com a nossa professora de Segurança, com os nossos filhos todos à volta dela a cantar (com aquela voz cantada das missas católicas): "Que o Senhor nosso Deus esteja convooooooossscooooo".

Pronto, foi um sonho tão caricato que achei que devia partilhar. O facto de se tratar de uma aula de Segurança Alimentar não deve ter mesmo nada a ver com o facto de eu estar a leccionar precisamente esta matéria, apesar de quase não ter posto os pés nas aulas durante todo o ano... (parece que voltei aos tempos de faculdade, de tanto estudar!)
Só mesmo a minha cabeça para ter estes sonhos tão alucinados!

21 de abril de 2009

Miminho

Daqui a nada apanho o comboio para o Porto. O grande dia é amanhã. Hoje preciso de muita calma e muitos miminhos, porque o nervosismo está à flor da pele.

Assim sem querer, recebi um abraço. Um abraço que veio mesmo a calhar. E como a intenção é espalhar ternura, aqui vai.

Hoje abraço-vos :) Obrigada pelas vossas visitas.

8 de abril de 2009

Distraídas

Quem é que nunca teve daqueles momentos em que tentou tirar fotos distraídas? Até com amigas a situação acontece. "Vá, agora faz de conta que estou distraída!" Enfim... estas fotografias ficam sempre do melhor. Fazemos figuras tristes a simular uma pose natural, imaginando que até nem pusemos a máquina no automático nem nada... ou que não sabemos perfeitamente que alguém nos está a fotografar. E quando mostramos as fotos ou pomos no blog ou flickr, fingimos que as outras pessoas não percebem que até estamos sozinhos no quarto ou seja lá onde for que a foto foi tirada. É assim quase um assunto tabu. Mas que todos já o fizémos... já :)

Bom bom... é quando uma amiga nos diz para pormos FCNAUP no Google e irmos às imagens... e na segunda linha vermos uma foto nossa, verdadeiramente distraídas, num dos melhores dias da nossa vida (agarradas à máquina, claro!).

Cortejo 2008
Queima das Fitas do Porto

21 de julho de 2008

Once upon a time...

...the end.

Ainda ontem começou o meu curso e já está no fim. Hoje de manhã fiz o ultimíssimo dos meus exames. Sem contar com a defesa, claro. Essa é só para o ano. Ainda me estou a habituar à ideia de que estou mesmo, mesmo de férias.

Em Setembro começa o estágio em Lisboa, no Hospital de Santa Maria. Um estágio em Nutrição e não só. Uma aventura em muitos sentidos, que vai exigir muito de mim. Mal posso esperar que tudo comece. O meu coração anda aos saltinhos!

Respostas... na ponta da língua!

Enquanto estudava o slide que se segue, reparo que a Grécia (que segue o padrão alimentar mediterrânico), em comparação com os EUA, apresentava uma maior taxa de mortalidade por cancro do estômago, enquanto as taxas de mortalidade pelas restantes doenças eram menores.
Pergunto a uma amiga se tal se deve a algum motivo em particular e a resposta não podia ser mais elucidativa:

"É porque este ano não foram campeões da Europa e a azia conduziu ao desenvolvimento do carcinoma do estômago!"

15 de julho de 2008

Desafios

Como é sabido, a alimentação tem um papel fundamental no tratamento de muitas doenças. Hoje fiz exame de uma disciplina cujo objectivo é, precisamente, ensinar-nos como é que, na prática, isso se faz.

Entre obesos, diabéticos e muitos, muitos outros, aprendemos a tratar doentes insuficientes renais e insuficientes renais em hemodiálise. De facto, como a minha professora diz “o rim é uma coisa fantástica” e fazer planos alimentares para doentes deste tipo é um desafio para qualquer nutricionista. Um plano alimentar desadequado (ou que não é cumprido) pode comprometer a saúde destes doentes ou até mesmo levar à morte. Conseguir satisfazer as necessidades nutricionais, tendo em conta tudo aquilo que estes doentes não podem comer (ou beber, já que no caso da hemodiálise apenas são permitidos alguns goles de água…) e ao mesmo tempo que conseguimos que o doente cumpra o plano, nem sempre é tarefa fácil. E quando existem outras patologias associadas, a coisa ainda complica mais. Um desafio.

Eu, por enquanto, ainda estou do lado de cá. Mas enquanto estudava, ao mesmo tempo que conseguia ver esse desafio, o coração ficava apertadinho. E tentava abstrair-me, mas sem sucesso. Sei que mais tarde ou mais cedo, o desafio vai continuar, e ainda maior, do lado de lá. Vou ser eu a ter que cumprir um plano semelhante. Vou ser eu a ter que enfrentar a hemodiálise e a passar pelo que a minha avó e a minha tia passaram e, infelizmente, a minha mãe também passará. E isso… também não vai ser tarefa fácil.

13 de junho de 2008

Hoje.

Adormeci. Não estudei nada do que queria. Almocei. Fui. Cheguei. Perdi-me. Esperei. Sim, vai ter que fazer um trabalho. Um resumo. Um livro pequenino. Perdi-me. Biblioteca. Perdi-me. Encontrei o livro pequenino... de 200 páginas. Não, não tem cartãozinho, não pode requisitar. Tem de tirar cópias. Não tem cartãozinho, também não pode levar para tirar cópias. Burocracias. O tempo a passar. Frustração. Só me quero ir embora, não pertenço aqui. Consegui o livro. Piso 1. Cópias? Para hoje já não dá. Piso -1. Perdi-me. Cópias? Só com o cartãozinho. Piso 1. Menina, faça-me esse favor... Cópias. Voltei.

Um trabalho e um exame, de uma cadeira "opcional" que não me vai servir de nada e que me obrigaram a fazer numa faculdade que não é a minha. As "cópias" estão ali. Os apontamentos também. O exame é amanhã de manhã. Se vou lá estar é que já não sei.

8 de junho de 2008

Do tal último dia.

Dias passadas a fazer análises estatísticas, gráficos e slides xpto para o trabalho final de Preparação para Estágio.
Horas (seis, 6) todos metidos non-stop num anfiteatro, para a apresentação de todos os (doze, 12) trabalhos.

No regresso a casa:
Luísa - Bem... os nossos gráficos eram os mais giros!
Eu (presunçosa) - Pois eram. Estás a ver, até aprendeste umas coisas comigo ao fim de tantos trabalhos juntas!
Luísa - Olha, olha... aprendi algumas coisas, nada de especial!
Eu (de beicinho) - Pois... não sirvo para nada!
Luísa - Oh... lá estás tu a tirar conclusões sem significado estatístico!

Este... vai ser um trauma difícil de ultrapassar!

6 de junho de 2008

Quatro anos que passaram a voar.

Hoje é o meu último dia de aulas.

4 de junho de 2008

Acreditem.

Se esta semana eu não gastei mais de 70€ em papelada...

...não gastei nada.

13 de maio de 2008

Vira o disco e toca o mesmo.

Ainda agora o semestre começou e a época de exames (a minha última) já está aí à porta. Acumulam-se os trabalhos e outras coisinhas chatinhas para fazer. Começa o stress dos apontamentos que não estão em dia. É o pânico de não saber resolver os casos clínicos e as promessas do semestre passado que se ouvem ao longe "Ai...que eu p'ró próximo semestre vou resolver os casos todos a tempo e horas!" Começa o friozinho na barriga de quem sabe que, para não variar, se baldou demasiado.

É vira o disco e toca o mesmo. Agora é acelerar o passo, ou isto vai correr mal. Ai vai, vai.

30 de abril de 2008

Este post ainda não sabe se é triste ou feliz.

Deveria ser só daqui a um ano... mas impus as fitas no domingo passado. Tenho-me consolado a passeá-las de um lado para o outro e orgulho-me de andar na rua trajada, de pasta na mão e fitas amarelas e verdes a esvoaçar com o vento. O coração bate mais forte quando reparo nas pessoas a olhar e apetece dizer bem alto "sim, sim, está quase!" As fitas saltam de mãos em mãos. As lágrimas vêm aos olhos ao ler o que nelas se escreve.

Só sou fitada por uma semana, porque no próximo domingo queimo as minhas fitas e imponho a roseta. Recebo a minha cartola e a bengala. Começa uma semana que vai ficar para sempre na minha memória. A minha Queima das Fitas. Porque, este ano, sou finalista.

Infelizmente, e graças a Bolonha, o meu ano é um ano de transição. O meu curso já não é de 5 anos, mas também ainda não é de 4. Não posso ser fitada em condições. Não posso ir no cortejo a abanar as minhas fitas. Não posso construir o carro, nem passar a tribuna em cima dele. Se para quem nunca viveu a praxe, nada disto faz sentido... para mim faz, e muito. Já chorei baba e ranho mas se é assim que tem que ser... seja. Resta-me aproveitar cada momento que falta... ainda que se me aperte o coração por saber que tudo está no fim. Ainda não me sinto uma finalista... restam uns dias para me habituar à ideia. :)

3 de abril de 2008

Consultas animadas.

Ontem foi mais um dia de consultas no hospital. A primeira doente, uma senhora de 68 anos, ia acompanhada pelo marido. Eram um consolo. Rimos tanto... que eu fui buscar o caderno para apontar as coisas que eles diziam. Começou por se desculpar, dizendo à nutricionista que estava a fazer medicação:
"- Ó senhora doutora, olhe que eu estou a tomar antibióticos e vitaminas!
- Então, mas os antibióticos engordam, é?
- Não sei... mas as vitaminas sim!"

O marido ajudava-a no relato do que tinha comido no dia anterior e notava-se que eram unidos. Trabalhavam no campo, iam os dois ao fim da tarde fazer a caminhada recomendada, ele acompanhava-a na dieta e sabia o que ela ia comendo... faziam tudo juntos. Mais uma vez, fiquei deliciada! :) Ele acrescentava:
"Ó senhora doutora, ela agora não come isto e aquilo, e eu fico desconsolado, que também não posso comer!"

Ela dizia que tudo o que comia era "assim" (juntava o polegar ao indicador, formando um círculo pequenino) e repetia:
"Ó senhora doutora, eu tenho o poder de engordar!!" "Dê-me qualquer coisinha para me ajudaaaaarrr... é que eu esta semana estive quase quase para comprar aquela coisaaa que até dá na televisão!"

Para completar, o senhor ficou muito surpreendido quando lhe foi dito que o azeite tinha que ser pouquinho, porque apesar de ser uma gordura boa, não deixava de ser uma gordura:
"Ó senhora doutora, o azeite engorda?! É que eu gosto muito de batatinhas e elas têm que estar a navegar no azeite!"

Um dia escrevo um livro com estas coisas! :)

25 de março de 2008

Saudades... de vestir preto.

Por incrível que pareça, este ano lectivo, tinha vestido o traje apenas duas vezes, em Outubro. Hoje, as saudades foram mais fortes... e voltei a trajar.

Vesti-me e encontrei a custo umas meias pretas no fundo da gaveta. Calcei os sapatos que, contra a minha vontade, agora têm capas novas, porque as outras já tinham desaparecido. Os sapatos que até já andaram com um tacão colado com super cola 3! Apertei a gravata cujo nó nunca aprendi a fazer, vesti o casaco e tracei a capa que já fingiu ser veterana.

Olhei-me ao espelho e voltei a sentir aquele friozinho na barriga.

Relembrei o orgulho que sentia de cada vez que saía à rua de preto. O prazer que tinha quando notava as pessoas a olhar... e a vontade de dizer a toda a gente que tinha conseguido. Que estava ali. Relembrei semanas após semanas em que só vestia uma roupa diferente ao fim de semana... e nunca me cansava. Relembrei o ter que lavar as camisas de um dia para o outro, e esperar que secassem. Relembrei os dias de chuva em que chegava à faculdade molhadinha até à roupa interior... e ainda assim, no dia seguinte voltava a trajar. Relembrei que nunca foi demasiado quente nem demasiado frio. Nunca foi apertado nem largo e muito menos desconfortável. Para mim, o traje era perfeito... e havia dias em que não me sentiria melhor com nenhuma outra roupa.

Hoje vesti o traje e voltei a passear-me de preto nos corredores da faculdade. Tinha saudades. Decidi que vou aproveitar o pouco mais de dois meses de aulas que me restam, guardar o resto da roupinha no armário... e trajar até mais não.

15 de março de 2008

"Obrigada, mas dispenso..."

Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez. Jean Cocteau

Li esta frase num blogue por aí, já não me lembro de quem. O certo é que ficou na memória. E neste momento, faz todo o sentido.

Será que as pessoas têm prazer em dizer aos outros que não vão conseguir fazer isto ou aquilo? Será que por não terem conseguido realizar os seus planos e terem posto de parte os seus sonhos, se sentem mais confortáveis por se certificarem que não serão os únicos?

Há três senhoras que quase todas as tardes vão à confeitaria onde trabalho comer o seu croissant e a sua 1/2 de leite. Há umas semanas, quando descobriram que estava a acabar o curso, fizeram questão de deixar claro que não iria arranjar trabalho. Há dois dias voltaram a perguntar: "És tu que estás a estudar, não és filha? Coitadinha... mais uma para o desemprego." Da primeira vez limitei-me ao silêncio, da segunda não ficaram sem resposta: "A senhora acha que isso se diz a alguém que está a acabar um curso? Tem mais é que dar ânimo e não deitar abaixo!" Foi a vez dela ficar em silêncio. Estou cansada destas pessoas. Até posso, de facto, ir para o desemprego... mas este tipo de comentários eu dispenso, obrigada.

28 de fevereiro de 2008

... do cansaço.

Ela expressa (aqui, e aqui também), o que volta e meia me passa pela alma. E como ela... também eu me sinto por vezes.

Quando comecei a trabalhar, há cerca de um ano e meio, estudava de dia e trabalhava das 18h às 00h30, 5 dias por semana. Durante o primeiro mês, as ditas folgas eram para ir ao Hospital tratar um corte que fiz no dito emprego, logo na primeira semana.... E inevitavelmente, ao fim de algum tempo, chegou um ponto em que já não tinha uma vida. Sentar-me no autocarro era sinónimo de adormecer. Não tinha paciência para falar com ninguém e muito menos para ouvir. Só discutia com os que me rodeavam... e chorava. Por tudo e por nada.

Desisti... e comecei a trabalhar apenas ao fim-de-semana. Mais fácil, sim... mas implica estar sempre ali. Dispor de um fim-de-semana livre é um luxo ao qual só me posso dar para me enfiar no meio dos livros, e muito raramente. Limito-me aceitar que enquanto não começar a fazer aquilo que realmente quero (e para o qual estou a trabalhar) é assim que vai ser.

Entretanto, enquanto todos anseiam pelas sextas… eu anseio pelas segundas. E custa… quando na rádio não se calam com o "é sexta-feira!"… quando vamos todas “de fim-de-semana”, sabendo que para mim essas palavras têm um significado muito diferente. Custa ter de abdicar de pessoas e passeios. Custa ver combinar fins-de-semana todos xpto e ter que relembrar "não posso... estou a trabalhar". Custa não poder “desperdiçar” uma tarde de sábado inteirinha a ver os filmes manhosos que passam na TV... ou saborear um fim-de-semana enrolada na manta e enfiada no quarto a devorar um ou dois romances. Custa muito, muitas coisas.

E não me canso de dizer... "quando for grande, quero ter um emprego em que não trabalhe aos fins-de-semana. E aí, vou fazer tudinho e mais alguma coisa e estar com quem bem me apetecer!”


Queria ter comentado, mas não deixas. Um e-mail era estranho e no msn... não estavas. Fica um beijinho. Um dia vamos poder mandar no tempo. Pelo menos mais e melhor que agora. Agora, resta-nos saber aproveitar os bocadinhos. É que assim, ainda são mais preciosos. =)

26 de fevereiro de 2008

Done

Era um anfiteatro inteirinho só para mim.
Era eu sozinha com um professor a andar para trás e para a frente.
Era uma disciplina que com Bolonha deixou de existir...
... e um exame que só aconteceu por minha causa.
Era.

Assunto arrumado! =)

22 de fevereiro de 2008

Contente!

E agora, depois de semanas enfiada no meio dos livros, digo-vos que nunca estive tão satisfeita por ter que ir trabalhar!...

Há coisas... que não têm uma segunda chamada.

Finalmente acabou a minha temporada de exames. Fiz hoje o último, Patologia, e despachei em menos de uma hora o que andei a adiar durante dois anos. 5 chamadas e eu não fui a nenhuma delas, pelos motivos do costume. "Ah e tal... não estou preparada o suficiente, faço em recurso...", "Ah... fica então para Setembro...", "Ah... ainda tenho o próximo ano...". E desculpa após desculpa, fiz no 4º ano uma cadeira que devia ter arrumado no 2º. Mas mais do que trazer stress e cansaço... este fugir-sempre-de-tudo-porque-tenho-medo fez com que perdesse um momento importante para uma das minhas melhores amigas... Estavam lá todas, menos eu. Todas aplaudiram, todas gritaram o nome dela, todas tiveram o seu coração aos pulos, enquanto aguardavam os resultados do concurso. E aposto que todas ficaram com a lagrimazinha no canto do olho quando souberam que ela era a vencedora. Eu ficaria, se lá estivesse. Mas não estive. E isso, não me vou perdoar. Agora resta-me esperar por segunda feira para lhe dar o abraço apertadinho que fiquei a dever.

Acho que aprendi a lição.